Os prejuízos da alma com o carnaval

Carnaval: não há melhor disposição que não seja a da abstinência espontânea no folguedo.

Postado por os pae

Não fossem os excessos de toda ordem, o carnaval, como festa de manifestação sociocultural, poderia se tornar um evento como outro qualquer. Há pessoas que buscam fazer da “festa” uma ocasião de perspectiva econômica, oportunizando empregos, abrigando menores, e isso talvez tenha lá o seu valor social. Todavia, a bem da verdade, a relação de custo-benefício do saldo da homenagem a Momo se resume em três palavras: violência, ilusão e sensualidade.

A rigor, o que o carnaval proporciona ao Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? É de se perguntar: será que vale a pena pagar preço tão elevado por uns dias de insano delírio coletivo?

Muitos histéricos adoradores de Momo destroem as finanças familiares para degustar a atração efêmera de curtir três dias de completa demência. Marmanjos e donzelas se abandonam nas emboscadas viscosas das drogas lícitas e ilícitas.

Malfeitores das escuridões extrafísicas se conectam aos apatetados fantasiados pelos invisíveis hipnotizadores dos nevoeiros umbralinos, em face dos entulhos lascivos que semeiam no mundo mental. O Espírito Emmanuel avisa: “Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. (…) Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem.” [1]

Pactos lúgubres são preparados no além-tumba e levados a efeito nessas ocasiões em que Momo domina voraz sobre as pessoas que se consentem desmoronar na festa assombrosa. Os três dias de folia, assim, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações.

A princípio, o Espiritismo não estimula nem recrimina o Carnaval e respeita todos os sentimentos humanos. Porém, será que a farra carnavalesca, vista como uma manifestação popular, consegue satisfazer os caprichos da carne sem deteriorar o espírito?  Será lícito confundir “diversão” passageira com alegria essencial?

Os cínicos foliões declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”… Entretanto, no carnaval não são serenadas as taxas de agressividade e as neuroses. O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica.

Aparecem após os funestos três dias momescos as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de abortos, incidem acidentes automobilísticos, ampliação da criminalidade, estupros, suicídios, aumento do consumo de várias substâncias estupefacientes e de alcoólicos, assim como o aparecimento de novos viciados, dispersão das moléstias sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as chagas morais, assinalando, densamente, certas almas desavisadas e imprevidentes.

Não vemos, por fim, outro caminho que não seja o da “abstinência espontânea dos folguedos”, do controle das sensações e dos instintos, da canalização das energias, empregando o tempo de feriado do carnaval para a descoberta de si mesmo; o entrosamento com os familiares, o aprendizado através de livros e filmes instrutivos ou pela frequência a reuniões espíritas, eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

Referência bibliográfica:

[1] XAVIER , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987

Publicado em por admin | Deixe um comentário

Como Conviver com as Tentações?

Postado por PATRIZIA GARDONA

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.”– (Tiago, 1:14.)

Iniciamos este nosso artigo, recorrendo ao dicionário da língua portuguesa para entender o significado da palavra “Tentação”, conforme segue: Substantivo feminino. Atração por coisa proibida. Movimento íntimo que incita ao mal. Desejo veemente.

Os Espíritos Superiores atendendo às questões formuladas pelo codificador da Doutrina Espírita, sobre o assunto, esclareceram-nos nas perguntas abaixo, extraídas de O Livro dos Espíritos que seguem.

712 – Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?

“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

  1. a) – Qual o objetivo dessa tentação?

“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”

Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.

Traçou a Natureza limites aos gozos?

“Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”

Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos?

“Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”

  1. a) – Perto da morte física, ou da morte moral?

“De ambas.”

O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade. Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

Parece-nos claro que o desenvolvimento da razão é algo, imprescindível, ao indivíduo para que atenda ao impositivo da Lei Maior, que estabelece que todo excesso é desnecessário, principalmente, em relação aos bens materiais que nos levam ao abuso indiscriminado desses recursos, causando prejuízos não só à sociedade como também a nós mesmos.

Por essa razão, o dinheiro, o poder, a evidência pessoal e etc podem representar obstáculos difíceis de serem vencidos e se tornarem causas de quedas e atrasos em nossa caminhada rumo à felicidade e a paz de espírito que tanto almejamos desfrutar um dia, conforme nos mostra a história da humanidade onde o que não faltam são exemplos de personalidades ilustres, em todos os setores da vida humana, que se deixaram arrastar pelos prazeres ilusórios das tentações.

Precisamos atentar para as instruções que os Emissários Superiores nos falam também sobre o papel da razão, que representa o equilíbrio e se alcança com o desenvolvimento da inteligência que Deus nos concedeu para o nosso crescimento intelectual, moral, e espiritual conforme podemos observar nas questões seguintes.

O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?

“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.” (192-365)

  1. a) – Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?

“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”

Peçamos a Deus, na prece ensinada por Jesus que “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”, não nos esquecendo dos desafios que, muitas vezes, entendemos por mal e que, na verdade, são oportunidades necessárias ao nosso equilíbrio e quitação dos débitos contraídos diante das sábias e justas Leis Divinas.

Encerrando este artigo com as palavras de Emmanuel no capítulo 88 do livro Religião dos Espíritos conforme segue.

“…Recorda, porém, que toda dificuldade é teste renovador.

Todos somos tentados na imperfeição…”

A única fórmula clara e segura de vencer, no teste contra as influências inferiores, será sempre, o que for, com quem for e seja onde for, esquecer o mal e fazer o bem.

Francisco Rebouças

Fonte: Agenda Espírita Brasil

Publicado em por admin | Deixe um comentário

O exercício da mediunidade nas reuniões mediúnicas

Publicado por Amigo Espírita  em Artigos Espíritas

O que aconteceu com a diversidade das mediunidades nas reuniões mediúnicas espíritas?

Ligia Inhan

Escritores, pensadores e pesquisadores de diferentes regiões do mundo e em distintas épocas têm testemunhado a respeito do fenômeno mediúnico. Aparições de Espíritos, objetos que se incendeiam espontaneamente, transporte de pessoas, são só alguns dos muitos casos registrados.

Esse texto busca levantar uma reflexão a respeito da falta de diversidade da prática mediúnica nos centros espíritas.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, descreve um quadro sinóptico das diferentes espécies de médiuns. O Codificador afirma categoricamente: “[…] a mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes, que constituem os médiuns chamados especiais, dotados de aptidões particulares, ainda não definidas, abstração feita das qualidades e conhecimentos do Espírito que se manifesta.” (a partir do item 185 e seguintes, grifo nosso).

Ele faz uma distinção bem clara na análise apresentada: a separação do Espírito que se apresenta e o instrumento pelo qual ele se comunica, e utiliza uma comparação entre a qualidade de um instrumento musical e a escolha de um artista competente.

Desse modo, o Espírito pode escolher trabalhar com um ou outro médium em função do gênero de comunicação que queira transmitir e isso independe de qualquer habilidade ou conhecimento consciente do médium. Aliás, esta característica é um dos meios de se checar a autenticidade das comunicações mediúnicas.

Salienta o codificador, que o médium não pode esperar que possua uma ampla gama de tipos de mediunidade, mas se deve entender a natureza do médium, da mesma forma como que se estuda o Espírito, “pois são esses os dois elementos essenciais para a obtenção de um resultado satisfatório”.

Por fim, outro ponto interessante é ressaltado: a intenção do médium, “o sentimento mais ou menos louvável de quem interroga”.

Kardec então relaciona uma variedade impressionante de mediunidades, segundo o modo de execução, o nível de desenvolvimento da faculdade, o gênero de comunicações, dentre outras categorias classificatórias.

No entanto, a FEB vem orientando há décadas o desenvolvimento da mediunidade do tipo de psicofonia nos materiais didáticos para cursos de mediunidade:

“É importante destacar que a psicografia não é a forma mediúnica mais indicada para o atendimento de Espíritos necessitados ou portadores de declarada perturbação espiritual. A psicofonia é, sim, a mediunidade de escolha, favorecendo o diálogo e o auxílio mais efetivo ao comunicante sofredor. Contudo, vale assinalar que os benfeitores espirituais se manifestam, usualmente, tanto pela psicografia quanto pela psicofonia” (Apostila Mediunidade Estudo e Prática. Módulo II, p. 125). (http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2014/05/Estudo-e-pratic…)

Mas porque a preferência pela psicofonia se Kardec dá preferência à psicografia? Segundo o Codificador, “a escrita tem sobretudo a vantagem de demonstrar de maneira mais material a intervenção de uma potência oculta, deixando traços que podemos conservar, como fazemos com a nossa própria correspondência (O Livro dos Médiuns, item 152).

Podemos perceber esse viés pelas obras do Espírito André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. A obra Nos domínios da mediunidade apresenta seções mediúnicas clássicas, com 10 a 12 médiuns, nas quais as comunicações são feitas através da psicofonia.

Mas há tipos de mediunidades diferentes. No capítulo 3, apresenta os quatro médiuns: Eugênia, com a psicofonia consciente intuitiva; Anélio, clarividência, clariaudiência e psicografia; Antonio Castro, psicofonia sonambúlica e de desdobramento; e Celina com clarividência, clariaudiência, psicofonia sonambúlica e de desdobramento.

Há dois pontos interessantes a serem acrescentados aqui: 1) ao que parece, as descrições das reuniões mediúnicas contadas a partir das obras deste Espírito evidenciaria que essa prática já havia se tornado o meio mais comum de intercâmbio com os espíritos, as chamadas “reunião para fazer caridade”, no atendimento prioritário aos Espíritos infelizes. Saber porque houve essa troca de preferências da mediunidade poderia ser um interessante campo de estudos para pesquisadores espíritas no futuro. Por outro lado, não se sabe se a prática já havia sido disseminada desta forma, ou se foi a partir das obras de André Luiz que se estabeleceu um padrão para as que foram criadas após.

2) Alguns leitores poderiam lembrar que a mediunidade de psicografia ficaria mais restrita aos médiuns missionários, cujo papel seria na divulgação, produção de conteúdo espírita e dar continuidade ao precioso intercâmbio espiritual benfeitor.

No entanto, Kardec analisou comunicações de médiuns dos mais diversos matizes, grau de instrução e nível social. Trabalhou diretamente com adolescentes, que não tinham nenhum papel importante a ser desenvolvido para a humanidade individualmente, mas tinham sim, coletivamente. O valor da Codificação Espírita está justamente na diversidade de médiuns, mediunidades, Espíritos e origens.

Kardec ressaltou inúmeras vezes que o desinteresse e o nível moral eram os únicos critérios que conferiam veracidade das comunicações e fez questão de dispensar os nomes de médiuns nas mensagens publicadas, que tinham sido analisadas pelo conteúdo e pelo nome do Espírito, quando este o depunha.

Ao contrário, a dependência de médiuns exclusivos leva ao sério risco de messianismo, pois parece que somente indivíduos sozinhos, com suas missões exclusivas, possuem credenciais para continuar a progressão do conhecimento espírita. Longe de serem especiais, necessitam da assistência de um grupo coeso e, o bom senso aconselha, quanto mais médiuns dedicados e com níveis semelhantes de capacidade e moralidade de um grupo, melhor para esse ou aquele que possa vir a se sobressair.

Essa questão parece ter consequência sobre o desenvolvimento/aprimoramento da mediunidade da psicofonia como forma exclusiva de comunicação dos espíritos. Mas mesmo esta modalidade possui uma ampla gama de matizes que interferem na comunicação.

A título de um testemunho, durante mais de duas décadas frequentando reuniões mediúnicas, fui percebendo a uniformização das comunicações e das mediunidades sem que os médiuns e dirigentes dessem conta dessa deterioração. Sem risco de errar, 100% dos Espíritos comunicantes eram do mesmo nível dos médiuns, falando basicamente das mesmas tragédias, desilusões e desesperanças.

Essa percepção pode estar relacionada com a metodologia de atendimento. A conversa entre esclarecedor e comunicante se assemelhava a uma espécie de Twitter mediúnico: o Espírito se apresenta com algumas poucas frases, que o médium deveria controlar, o esclarecedor respondia sobriamente e em cinco, no máximo 10 minutos, nesta mesma linha de atuação, e na sequência o Espírito era dispensado para os cuidados dos Espíritos benfeitores.

Alguns médiuns se sentiam desconfortáveis com esses esclarecimentos, mas as justificativas eram sempre as mesmas: “isso é só um primeiro socorro”; “a reunião mediúnica é só um pronto-socorro”. Mas mesmo em um pronto-socorro humano há evolução das práticas, aperfeiçoamento das ferramentas e avaliação constante. Aparecem casos extremos e outros menos, há variações no atendimento, mesmo porque o pessoal qualificado melhora suas habilidades com estudo e com a prática.

Algumas dessas dificuldades poderiam ser resolvidas durante a avaliação, que seria o momento ideal para expor-se livremente no grupo, no intuito de entender o que ocorreu durante os transes, imediatamente após as manifestações. O grupo poderia entender as características próprias da mediunidade e das comunicações e quais poderiam ser as técnicas de diálogo que melhor se adequassem aos atendimentos.

No entanto, muitas vezes, no lugar da avaliação, o que ocorria era uma espécie de pacto de silêncio, incluindo os médiuns e esclarecedores. Práticas como essas podem levar a um círculo vicioso, gerando um campo prolífico para o animismo, ou mesmo a mistificação, inconsciente ou não.

Hoje, com os recursos de vídeo e gravação, não há como alegar a falta de instrumentos para avaliação das reuniões mediúnicas.

A prática da avaliação séria e detalhada auxiliaria na distinção entre progresso e estagnação e evitaria um posterior insucesso nos atendimentos aos Espíritos, particularmente no caso deobsessões perigosas dos Médiuns e esclarecedores. Kardec é enfático neste ponto e aconselha peremptoriamente a participação dos médiuns nas reuniões de estudos específicas para fazer a avaliação das comunicações, conforme está no capítulo Reuniões e Sociedades Espíritas, item 329 de O Livro dos Médiuns. Todos os destaques são nossos.

“As reuniões de estudo são ainda de grande utilidade para os médiuns de manifestações inteligentes, sobretudo para os que desejam seriamente aperfeiçoar-se e por isso mesmo não comparecem a elas com a tola presunção da infalibilidade. […] Graças ao isolamento e à fascinação, podem facilmente levá-lo a aceitar tudo o que quiserem.”

“Nunca repetiríamos demasiado: aí está não somente uma dificuldade, mas um perigo. Sim, podemos dizê-lo um verdadeiro perigo. O único meio de escapar a ele é submeter-se o médium ao controle de pessoas desinteressadas e bondosas, que, julgando as comunicações com frieza e imparcialidade, possam abrir-lhe os olhos elevá-los a perceber o que não pode ver por si mesmo. Ora, todo médium que teme esse julgamento já se encontra no caminho da obsessão. Aquele que pensa que a luz só foi feita para ele já está completamente subjugado. Leva-se a mal as observações e as repele, irritando-se com elas, não há dúvida quanto à natureza má do Espírito que o assiste.”

Neste sentido, quando pegamos o exemplo de vida espírita de Yvonne do AmaralPereira, percebemos que parece haver um verdadeiro abismo entre o que se pratica hoje, como que ela praticava em centros onde frequentou.

No livro À Luz do Consolador, capítulo 5, ela revela: “Nunca desenvolvi a mediunidade, ela apresentou-se por si mesma, naturalmente, sem que eu me preocupasse em atraí-la, pois, em verdade, não há necessidade em se desenvolver a faculdade mediúnica, ela se apresentará sozinha, se realmente existir, e se formos dedicados às operosidades espíritas” (grifo nosso).

Mais à frente, ela ainda desabafa: “Em certa época de minha vida, no Rio de Janeiro, morei sozinha em um pequeno apartamento […]. Havia oferecido minha colaboração espírita e mediúnica a alguns centros espíritas. Não fui aceita por nenhum. A burocracia repelia-me” (grifo nosso).

Nas reuniões mediúnicas, ela foi psicógrafa, especialista em receituário e produção de livros; psicofônica, com a especialidade no atendimento aos casos de obsessão e suicidas; de efeitos físicos, com as especialidades de materializações, receituário e passes para curas; e também foi médium oradora, entre outros tipos ainda a serem estudados através das suas próprias obras.

Finalizando, percebe-se hoje que as rotinas estabelecidas por cursos,a título de assegurar uma disciplina de comportamento, acabam por focar excessivamente a mediunidade psicofônica, não abrindo espaço para os médiuns perceberem outras formas de comunicação. Uma variedade de mediunidade como as de Yvonne Pereira jamais seriam sequer percebidas pelos médiuns, seja pela falta de autoconhecimento, seja pela falta de avaliação, seja porque os cursos são voltados para a massificação da mediunidade.

A disciplina moral do Evangelho é mais do que a disciplina material, cujas práticas têm se assemelhado às das empresas e dos escritórios do mundo.

Mais uma vez, Yvonne fornece uma resposta adequada:

“Conservei-me sempre espírita e médium muito independente, jamais consenti que a direção dos núcleos onde trabalheibitolasse e burocratizasse as minhas faculdades mediúnicas. […] Para isso, aprofundei-me no estudo severo da Doutrina, a fim de conhecer o terreno em que caminhava e conservar com razão a minha independência. No entanto, observei a rigor o critério e os horários fixados pelos poucos centros onde servi, mas jamais me submeti à burocracia mantida por alguns” (À Luz do Consolador, capítulo 6).

Estamos na era da comunicação digital que atravessa o mundo em segundos e a comunicação mediúnica está restrita ainda à psicofonia, na sua mais simples manifestação.

Fomentar a diversidade da mediunidade é auxiliar na evolução das comunicações mediúnicas, que consequentemente fará progredir os atendimentos e as reuniões.

Autora:

Ligia Inhan, trabalhadora da Sociedade Espírita Primavera, em Juiz de Fora – MG

ligia.inhan@gmail.com

Publicado em por admin | Deixe um comentário

Os “bons” são tímidos (LE q. 932) até na Universidade

Postado por LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA

No Brasil existe a violência religiosa? A violência religiosa simbólica permite a liberdade de prática, mas desconstrói a base da crença, fazendo-a parecer inócua, retrógrada e ultrapassada?

No Brasil encontramos elevado índice de violência simbólica. Como o Cristianismo é predominante é o mais atacado?

Existe no Brasil e no exterior um trabalho bem articulado para ridicularizar a fé cristã, minando os valores do Cristianismo?

A mídia liberal e as instituições aparelhadas lutam diariamente pela desmoralização da visão judaico-cristã?

No Brasil a desconstrução dos valores Cristãos é promovida principalmente no ambiente acadêmico?

Nossos jovens chegam despreparados, sem noção do ambiente materialista que irão enfrentar na universidade?

Jovens de formação cristã deficiente conseguem sustentar sua fé perante o discurso acadêmico de docentes relativistas?

Na universidade, jovens podem abandonar a fé. Convencidos pelo sistema profano pensam que foram anteriormente enganados. Podem se tornar céticos e até ateus?

Essas questões se tornaram mais pertinentes nos dias de 2020, depois que alguns  profissionais materialistas resolveram abusar da liberdade de expressão, correndo o risco do vilipêndio.

Um líder religioso relembra que a fé sem obras é morta e que nesse embate de princípios, as obras nada mais são que os argumentos. Aí aponta a solução.

Menos congressos e mais seminários. Diz que é necessário priorizar o estudo, em sala de aula, com mais estudos, colocando os jovens no ambiente da academia, apresentando-lhes as objeções ateístas à fé, e ensinando-lhes os contra-argumentos.

Quais temas não podem ser esquecidos nos púlpitos, encontros e seminários?

Como combater a violência simbólica sem argumentos científicos?

O jovem acadêmico fortalecerá sua fé dominando argumentos filosóficos e científicos. São esses argumentos que confrontarão nosso jovem na academia.

Jesus sempre esteve em situação difícil, diante da crise, fase difícil, grave, onde todos estavam tensos, no conflito, queriam justiça com as próprias mãos, mas a mulher encontrou Nele o argumento que evitou o apedrejamento.

“A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral.” (1)

Divaldo Pereira Franco diz: O meu silêncio diante das ofensas propositais e patológicas ao Mestre venerado (…) será anuência à perversão e indignidade. (2)

Não existem direitos fundamentais absolutos, neles encontramos a liberdade de expressão, com semeadura aparentemente livre. (3)

Um jornalista sugere agora que a coisa pode ser pior.  (4)

E agora? Pode acontecer coisa pior que tremer vendo a cabeça a prêmio?

Só a anuência do espírita à perversão e indignidade, como referiu Divaldo.

Leia mais

  1. http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores_FORMIGA_Luiz_t…
  2. http://blogdobeck.com/2020/01/09/opiniao-principal-lider-do-espirit…
  3. http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/especial-de-nata…
  4. https://www.tercalivre.com.br/porta-dos-fundos-pode-ter-acertado-ra…
Publicado em por admin | Deixe um comentário

Consciência, Disciplina e Livre Arbítrio

Postado por PATRIZIA GARDONA

Se compreendêssemos melhor os mecanismos das Leis divinas, que não estão contidas nos livros nem nas instituições religiosas, mas na própria consciência, evitaríamos infortúnios, ambições e desonras que definitivamente não estariam em nosso roteiro. Precisamos refletir as Leis de Deus, a fim de nos conscientizarmos sobre seus mecanismos, que desfecha tanto reparações (reeducações), quanto bonificações surpreendentes, sempre justas, judiciosas e controladas pela própria consciência autônoma (livre arbítrio), as quais expressam a resposta da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia constituída ou submissões aos códigos divinos inscritos na consciência do homem em seus suaves aspectos.

Nos estatutos de Deus não há espaço para “punições”. Ninguém está sujeito ao império estranho do “castigo”, pois este também não existe. Os altivos regulamentos do Criador, que estão inscritos na própria consciência, demonstram que a semeadura rende sempre conforme os propósitos do semeador. Ora, em verdade, a cada um a vida responde conforme seus esforços ou não de autoaperfeiçoamento moral; portanto, não há exceções para ninguém. Por essa razão, fazer o bem determina o bem; demorar-se no mal gera a aflição. Por isso, importa a disciplina individual e coletiva, tão necessárias ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.

O principal meio de modificar para melhor o resultado das nossas ações reside no controle das nossas vontades, pensamentos, palavras e ações, pois à medida que nos conhecemos melhor, reduziremos ou modificaremos as desarmonias de consciência e seremos mais independentes para decidir sobre nosso destino.

Após a desencarnação permanecem os resultados de todas as imperfeições que não conseguimos melhor graduar na vida física. A Lei divina da consciência sobre si mesmo institui que felicidade e desdita sejam reflexos naturais do grau de pureza ou impureza de cada um. A maior felicidade reflete a harmonia com essas leis, enquanto a desatenção aos próprios desejos causa sofrimento e privação de alegria. Portanto, todo crescimento moral alcançado é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

Toda imperfeição, assim como toda falta dela decorrente, traz consigo o próprio sofrimento, inerente natural e inevitável da Lei “interna”. Assim, a moléstia retifica os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja imposição externa de “punição” ou condenação especial para cada falta ou indivíduo.

Jorge Hessen

Fonte: A Luz na Mente

https://gecasadocaminhosv.blogspot.com/2018/01/

Publicado em por admin | Deixe um comentário

O CHORO PODE ATRAPALHAR ALGUÉM QUE DESENCARNA?

Chorar Muito pode Prejudicar um Espírito e Atrapalhar seu Ingresso No Mundo Espiritual?

Postado por PATRIZIA GARDONA

Algumas pessoas afirmam que não devemos chorar a morte de nossos entes queridos e amigos, pois se assim fizermos, estaremos os atrapalhando e prejudicando durante sua transição e também quando estiverem no plano espiritual.

Essa ideia, apesar de ser bastante difundida e tomada como verdade por muitos, não é exatamente verdadeira. O choro, por si só, não tem o poder de fazer algum mal ao espírito recém desencarnado. O pranto derramado após a passagem de pessoas que muito amamos é natural e não deve ser evitado ou reprimido.

Se uma pessoa fica contendo seu choro, esse sentimento fica preso dentro dela, e isso sim pode prejudicar não apenas o encarnado como o desencarnado. Isso ocorre porque um sentimento reprimido em nosso peito vai gerar muito mais sofrimento a longo prazo, o que fará com que a pessoa fique pensando no espírito por mais tempo e projetando no desencarnado esses sentimentos desarmônicos de tristeza, pesar, angústia etc.

Mas o choro intenso, logo após a morte, nos ajuda a descarregar toda a emoção, e nos dá uma sensação de alívio e libertação. É muito importante chorar e botar tudo pra fora, pois aquele que fica guardando suas dores dentro de si só aumentará seu sofrimento, e nesse caso sim, poderá prejudicar a si mesmo e o recém desencarnado.

Portanto, chore… Não tenha receio de chorar e colocar toda a carga para fora. Não é o choro em si que prejudica os desencarnados, mas o apego com clamores de retorno. Ficar pensando fixamente no espírito, desejando que ele retorne, torcendo para ele fique conosco e reapareça.

A não aceitação da morte e a revolta pelo desencarne, isso sim pode prejudica-lo. Mas o ato de chorar, quando representa uma catarse, ou seja, uma liberação das emoções retidas, não deve ser evitado. Quando a pessoa chora tudo que tem que chorar, seu emocional se alivia e fica muito mais fácil de superar esse momento difícil e não ficar irradiando energias pesadas ao espírito.

No entanto, há algo que devemos prestar atenção. Quando o choro se perpetua pelos meses seguintes e passa a ocorrer com frequência, esse pode ser um choro de apego e não um choro de descarga emocional. No caso de ser um choro de apego, ele pode sim prejudicar o espírito, se não é um espírito elevado.

Um choro excessivo e prolongado pode ser um sinal de forte apego. O choro de descarga pode demorar alguns dias, mais do que isso já passa a ser um choro de apego ou um choro de dependência emocional. A pessoa que apresenta esse sintoma pode buscar um tratamento espiritual ou mesmo uma psicoterapia.

Hugo Lapa

Publicado em por admin | Deixe um comentário

HAVERÁ “ALÍVIO” EMOCIONAL APÓS O ABORTO?

Será que há “alívio” emocional , psicológico e consciencial após o aborto?

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

A descriminalização do aborto está circundando descarada e sorrateiramente o nosso País. Hoje, assassinar bebê no ventre materno está totalmente descriminalizado no Uruguai, em Cuba e na Cidade do México. Na Colômbia, a Corte Constitucional determinou em 2006 que o aborto é legítimo em casos de estupro, má-formação fetal ou de riscos para a vida da mãe.

Há países em que o aborto era totalmente ilegal, mas passou a ser aceito nos últimos anos se a mãe correr riscos ou se houver má-formação fetal (no Irã),   anencefalia (no Brasil) ou no caso de estupro (no Togo). Se a grávida corre grave risco de vida, conforme consta na questão 359 de O Livro dos Espíritos, é admissível o aborto induzido para salvar a gestante. (2) Oportuno acrescentar, com a evolução da Medicina, dificilmente se configura, hoje, uma situação dessa natureza extrema.

Portanto, com a cautelosa exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inadmissíveis para uma grávida ou o Estado decidir pelo extermínio de um bebê no útero. Se a mulher compreendesse as implicações gravíssimas que estão reservadas para ela, certamente refletiria bilhões vezes antes de extinguir um ser indefeso no próprio ventre.

Corinne Rocca, obstetra, ginecologista e professora  é conhecida por estar por trás de estranhíssimas pesquisas sobre aborto realizadas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A mais recente delas foi publicada na revista Social Science & Medicine  e mostra que 95% das 667 mulheres que participaram da pesquisa afirmam que abortar foi uma decisão “segura”. (Pasmem!)

Para Corinne, seu estudo “desmistifica” o que muitos pregam na hora de ser contra o aborto: o fato de que a mulher vai se arrepender da decisão. Rocca estruge que “por anos, alegou-se que precisamos proteger as mulheres dos danos emocionais que muitas sofrem ao fazer um aborto, mas nunca houve evidência para dizer que isso é mesmo verdade”. A pesquisadora alega que o “alívio” foi um dos sentimentos mais citados e que aparecem a longo prazo. Confesso que nunca tinha lido reportagem mais imprudente do que essa da revista Capricho. (3)

Não nos enganemos, pesquisadores e médicos que defendem e executam o aborto nos países que já legalizaram o trucidamento do bebê no ventre materno são homicidas. Não há lei humana que atenue essa situação ante a incorrutível Lei de Deus.

Rocca, supostamente é apadrinhada por fundações internacionais pró-aborto, por isso instiga à prática desse hediondo crime. Sim, cremos que a sua pesquisa deva estar sendo financiada pelas poderosas clínicas de aborto que obstinadamente utilizam a grande mídia, no Brasil, para fazer apologia ao homicídio do nascituro.

Indubitavelmente a reportagem da revista Capricho é constrangedora e irresponsável, ao apresentar a afirmativa: “Alívio” é o que a maioria das mulheres sente após o aborto, conforme pesquisas. Que paspalhice!!!

Reflitamos com Chico Xavier sobre o tema: “os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o favorecem, vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam”. (4)  Se alguns tribunais do mundo ainda condenam a prática do aborto, as Leis Divinas, por seu turno, atuam inflexivelmente sobre os que alucinadamente o provocam. Fixam essas leis no tribunal das próprias consciências tenebrosos processos de resgate que podem conduzir ao câncer e à loucura, agora ou mais tarde. (…)”. (5)

Ora o primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida. Chico Xavier ainda adverte “que o aborto é um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.”(6)

Sei que há desatinados “espíritas” (com aspas) invocando o “direito” da mulher sobre o seu próprio corpo, como argumento para a descriminalização do aborto. Contudo, o corpo do embrião não é o da mulher. O nascituro não é um objeto qualquer, qual máquina de carne, que pode ser desligada de acordo com interesses circunstanciais, porém um ser humano com direito à proteção, no lugar mais fantástico e sublime que Deus criou: o templo da vida, ou seja, o útero materno, contudo tem sido o lugar mais aterrorizante para a vida de um bebê.

Não lavramos aqui condenações irremissíveis àquelas que jazem submersas no corredor tenebroso do aborto já consumado, até para que não caiam na sarjeta profunda da desesperança. Expressamos prudências, no firme intuito de iluminá-las com o farol do esclarecimento, para que enxerguem mais adiante, elegendo por trabalhar em prol dos necessitados e, sobretudo, (se possível) acolhendo filhos abandonados (órfãos) que, atualmente, aglomeram-se nos orfanatos.

Ah! Se já erraram, não se esqueçam que com o erro se pode aprender. E ao invés de se prenderem ao remorso, consagrem a desafiadora experiência como uma adequada ocasião para o arrependimento, a expiação e a imprescindível reparação.

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

1 – Conforme o World Population Policies 2009, da ONU que registra o estudo realizado pela ONU e pelo Instituto Guttmacher

2 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. RJ: Ed FEB, 2003, perg. 359

3 – Disponível em https://capricho.abril.com.br/vida-real/alivio-e-o-que-a-maioria-da…  acesso 18/01/2020

4 – Xavier, Francisco Cândido. Leis de Amor, ditado pelo Espírito Emmanuel, SP: Ed FEESP, 1963.

5 – Peralva, Martins.O Pensamento de Emmanuel.Cap. I Rio de Janeiro: Editora FEB, 1978

6 – Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Religião dos Espíritos, ditado pelo Espírito Emmanuel. 14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2001

Publicado em por admin | Deixe um comentário

Olhar para a Doença ou para o Doente?

Postado por PATRIZIA GARDONA 

Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Paulo

Há pessoas que precisam da doença?

Infelizmente sim!

A Síndrome de Münchhausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma convulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem outro objetivo senão o de obter atenção e cuidados médicos. Diferencia-se da hipocondria, em que o paciente acredita ter a doença. O portador de Münchhausen provoca a doença.

André Luiz, em seu livro Nos Domínios da Mediunidade, refere-se especificamente a essa situação, ensinando-nos que milhares de pessoas são assim. Elas apresentam sintomas de doenças de etiologias diversas e a elas se apegam e se adaptam, porque se sentem mais seguras e acomodadas.

Reclamam aos quatro cantos da moléstia de que se fazem portadoras. No entanto, se essas doenças lhes são subtraídas, sentem-se vazias e padecentes, voltando a apresentar sintomas e impressões que evocam essas enfermidades. Precisam cultivar a posição de vítimas, na qual se comprazem.

***

A esse respeito, a título de ilustração, quero lhes trazer, resumidamente, um curioso diálogo que extraí de vídeo de autoria de Fábio de Luca, dos formidáveis meninos do Humor e Espiritismo, denominado O Entrega Dor.

Um entregador, abarrotado de caixas, toca a campainha de um apartamento:

— Oi — diz o proprietário.

— Oi, o senhor é Samuel Teixeira Rodrigues? — diz o entregador, quase não suportando o peso das encomendas.

—Encomenda para o senhor.

— Deve estar havendo algum engano, eu não fiz nenhum pedido.

Pegando a relação de encomendas, Samuel começa a ler:

— Dificuldade, problema, infortúnio, dor…. Eu não pedi nada disso. Você acha que estou maluco de pedir essas coisas ruins?

— Meu irmão! Não há nada de errado aqui não. Você conhece a lei de causa e efeito? Você encomenda problema, quando causa problema. Sua encomenda chegou!

— Mas, eu não quero esses troços aqui não…

— Então pare de culpar os outros e encomende coisas melhores.

— Mas, como é que faço isso?

— Tendo bons pensamentos. Se você só pensa em rancor, ódio e tristeza, o que você acha que vai bater na sua porta?

— Tudo bem. A partir de agora vou ter pensamentos mais saudáveis, praticar boas ações, enfim, vou me controlar mais…

— Ok, assim você receberá coisas boas. Mas, isto aqui, meu irmão, já estava encomendado, é tudo seu.

Cena seguinte, o entregador deixa todos os bagulhos na porta de Samuel e vai embora.

***

Como superar esses desequilíbrios?

Responde André Luiz:

Dores maiores são chamadas a funcionar sobre as dores menores, com objetivo de acordar almas viciadas.

***

Não te detenhas em demasia sobre mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias e impressões infelizes. Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.

Emmanuel

Publicado em por admin | Deixe um comentário

NOSSO RETORNO AO MUNDO ESPIRITUAL

Temos nos preparado para nosso retorno ao Plano Espiritual?

Postado por PATRIZIA GARDONA

Transcrevemos abaixo, sequencialmente, cinco perguntas de O Livro dos Espíritos, e suas respectivas respostas, para desenvolvermos pequeno raciocínio sobre o desprendimento. Os destaques em negrito são nossos.

22 a- Que definição podeis dar da matéria?

– A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.

De acordo com essa ideia, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário, com a ajuda do qual, e sobre o qual, atua o Espírito. (AK) 

76- Que definição se pode dar dos Espíritos?

– Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o universo, fora do mundo material.

84- Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?

– Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.

85- Qual dos dois é o principal na ordem das coisas: o mundo espiritual ou o mundo corporal?

– O mundo espiritual, que preexiste e sobrevive a tudo.

132- Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

Independentemente de nossas experiências pessoais e convicções, é de fácil dedução que somos seres espirituais de passagem pela vida corporal, e esta engloba, além da necessidade de habitarmos temporariamente um corpo físico, lidarmos com a matéria nos seus mais diversos aspectos, a começar pela própria manutenção e preservação do corpo.

Em função das nossas atuais condições encarnatórias, temos que lidar com o comércio das coisas materiais, consequentemente com a posse delas, e também convivermos com outros espíritos encarnados, alguns dos quais fornecemos a matéria para seus copos físicos através da paternidade.

Não é difícil observarmos o quanto somos apegados à matéria. É só observarmos o quanto falamos “é meu” ou “é minha”, e quanto nos orgulhamos de ostentá-las, e quão difícil é abrirmos mão do que está conosco. E, ainda, com que zelo cuidamos do que é material, a ponto de sua perda causar-nos sofrimentos profundos, psíquica e emocionalmente.

Diante disso, podemos nos questionar:

Admitindo que, temos mérito para tanto, estamos preparados para deixar nossas residências, que com muito suor conseguimos e preparamos para nos atender, para habitarmos, por empréstimo, um quarto simples nas esferas espirituais mais acima do plano atual?

Estamos preparados para deixarmos nosso carro, principalmente aquele que foi objeto de sonho de consumo, e outros meios de transporte que nos emocionam?

Estamos dispostos a deixar aquele guarda-roupa abarrotado de vestimentas e calçados, junto aos quais se encontram alguns mais surrados, que teimamos em não passar para à frente, porque um dia ainda poderão ser úteis?

Estamos preparados para o distanciamento físico daqueles que são “nossos”, seguindo nossas necessidades espirituais deixando-os seguirem as deles?

E o que dizer da alimentação? Alterar nosso cardápio para “caldos” diários será facilmente tolerável?

E a posição social e profissional?

Por último, o que temos feito para nos preparar para o retorno ao mundo incorpóreo?

Bem, já temos muito no que meditar. Vamos parar por aqui, porque desnecessário é dizer que isso tudo é o que vai nos acontecer, mais cedo ou mais tarde, como já experimentamos inúmeras vezes, para não dizermos milhares.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Publicado em por admin | Deixe um comentário

Missão do Homem Inteligente na Terra – Alan Kardec

Resultado de imagem para fotos do homem inteligente na terra

Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais um das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer. Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos. Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar? E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor? Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso. Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a idéia da Providência? Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno? Terá ele direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade. Muitos, infelizmente, a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.

Alan Kardec

Publicado em por admin | Deixe um comentário