TIPOS DE MEDIUNIDADE

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI 

Todos possuem a Mediunidade, e enquanto em alguns ela está “inativa”, em outros ela já é mais aflorada. Foi graças a Allan Kardec juntamente com os espíritos e a equipe de médiuns, que hoje é possível compreender a utilidade da mediunidade tanto para a Evolução Moral como Espiritual. Muitas pessoas não desenvolvem a mediunidade, por medo, insegurança, falta de informação. E como desenvolve-a? Através de estudos é possível encontrar métodos leves que fazem com que a pessoa se sinta bem, além de trazer o bem para os outros. E ainda, a mediunidade apresenta diversos sinais, são eles:

Intuição aflorada; Sonhos reveladores; Presenças; Coincidências; Ambientes | pessoas carregadas.

A Mediunidade que é um sensibilidade ao extrafísico (capacidade que a alma tem de captar energias de natureza não-física) possui diversos tipos. Confira:

Efeitos físicos: são manifestados em médiuns que têm a capacidade de provocar fenômenos naturais, por exemplo, mover corpos inertes; produzir ruídos, etc. Este tipo de mediunidade pode ser dividido em dois grupos: os facultativos, que são aqueles que possuem a consciência dos fenômenos que estão produzindo, e os naturais. que são utilizados pelos espíritos e são inconscientes de suas faculdades;

Sensitivos ou Impressionáveis: são sensíveis à presença de espíritos no ambiente. Muitos que possuem está habilidade são capazes de sentir a índole do espírito se ela é boa ou ruim;

Audientes ou clariaudientes: são os médiuns que escutam a voz dos espíritos, que pode ser ouvida no íntimo, ou então, de forma clara e distinta;

Médiuns videntes ou clarividente: são aqueles que conseguem enxergar os espírito de olhos abertos ou fechados;

Médiuns psicofônicos: os espíritos se comunicam por meio da fala, ou seja, o espírito se acopla no perispírito do médium;

Mediunidade de cura: são aqueles que possuem o dom da cura, que somente pelo toque, pelo olhar, por um gesto, conseguem curar o outro;

Médiuns mecânicos: este tipo de mediunidade se manifesta através de objetos que estão presentes nas mãos dos médiuns que tem habilidade, por exemplo, dependendo do nível de evolução e da índole de um espírito, lápis e cestas podem ser arremessados. O médium não tem consciência do que está escrevendo;

Intuitivos: a transmissão acontece pelo pensamento entre o desencarnado e o encarnado. Aqui, o espírito guia o médium para que este escreva suas vontades, servindo assim, como um intermediário entre o espírito e a mensagem que deverá ser passada;

Inspirados: tem como característica a espontaneidade e os médiuns apresentam dificuldade de discernir pensamentos próprios de sugestões dadas por espíritos. Os desencarnados agem como anjos da guarda, ou seja, guiam, aconselham e fazem com que o encarnado sinta a sua presença.

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.

(Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV).
Por Antonio C. Piesigilli.
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Vida vazia – uma dissertação espiritual

Postado por PATRIZIA GARDONA

A respeito da modernidade e da cultura existencial presente em nossa sociedade, permitimo-nos transcrever abaixo uma dissertação espiritual ditada, psicograficamente, no Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, de São José do Rio Preto – SP.

Debate-se o homem moderno junto às sensações produzidas pela materialidade e pelo gozo fornecido pela notoriedade vazia.

A busca pelo preencher o vazio existencial, visitando redes sociais sem profundidade, dá ao homem a falsa impressão de que é feliz.

Mantém-se conectado, com outras mentes desconectadas, formando uma rede de cegos destinados ao abismo existencial.

A saciedade buscada nos etílicos e nos estupefacientes não tem limites. É como tentar matar a sede com água salgada.

São Tempos modernos dirão alguns, vivenciamos tempos de tecnologias de grande monta e é preciso aproveitá-las, dirão outros.

De vazio a vazio, de infantilidade a infantilidade, mantém-se no estágio primitivo de nossa natureza.

Mas, é da Vontade Divina conduzir Seus filhos cegos para o campo da luz, e um dia se cansa e começa-se a questionar-se intimamente.

A saturação sempre se dá, e com o espírito humano não é diferente.

O torvelinho da vida, a despeito da escolha pelo fugidio, vai nos envolvendo para o caminho certo. Dia virá, e sempre foi assim, que atingiremos o limite do estágio consciencial habitado e sentir-se-á o desejo de “pular” para outro nível. É a fatalidade do progresso.

Mas é preciso pensar.

Quanto mais se demora mais se encobre de sujeiras que deverão ser limpas. Quanto mais viciação, mais necessidade de esforço para se desvincular dela.

Traz o Evangelho do Senhor Jesus, e não temos dado o justo valor a isso, as medidas que deveremos adotar.

Na Mensagem Sublime encontra-se a receita para nossa felicidade imperecível, e o Senhor, conhecedor de cada um de nós, sabe que um dia voltaremos a Ele. Nesse dia haverá mais alegria no céu…

É da Lei que progridamos, e é da Lei o respeito ao Livre Arbítrio. Se escolhemos, nesse ou naquele campo, vinculamo-nos ao resultado, e a nossa inteligência, embora vinculada a inteligências outras que nos prendem na ilusão, um dia falará mais alto e aí, justamente nesse ponto, estará o Senhor Jesus, porque Ele, Divino Pastor de nosso orbe, busca a cada uma de suas ovelhas, mesmo sabendo que por hora estejam revestidas de lobos.

É o amor em busca das ovelhas perdidas da Casa de Israel, e ele, o amor, é imbatível, tanto quanto infalível, e assim como tem sido ao longo da evolução dos espíritos, também o será conosco, e nessa hora haveremos de nos desvencilhar do que é ilusório para buscarmos nossa melhor parte, a parte do espírito, que é o que somos, e destinados ao convívio com o Pai que, paternalmente, espera por todos nós, os transviados da vida.

Muita paz.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

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A longanimidade admirável do Deus Único

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

O amor do Todo-Poderoso sustenta nossas vidas e a estrutura do Universo. Lembremo-nos Dele, expõe Emmanuel: “para que saibamos agradecer os talentos da vida, abraçando o próprio dever como sendo a expressão de Sua Divina Vontade e encontraremos a força verdadeira de nossa fé, a erguer-nos das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz.”. (1) Sim! Rota de luz porque o Altíssimo é um dos princípios mais ancestrais e inexauríveis do patrimônio cultural da humanidade. 

Ao longo dos milênios, Deus tem sido objeto dicotômico entre a fé e razão, de medo ou de amor; todavia para o Criador se conduzem as atenções humanas, não só para afirmar a Sua existência, como para denegá-Lo. Voltaire dizia que “se Deus não existisse, então seria necessário inventá-lo (…) até porque creio no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram.”. (2)

René Descartes, na essência da sua vigília racionalista, expõe Deus através da razão. Blaise Pascal, por outro lado, fala-nos que só podemos reconhecer Deus através da Fé. A divisão entre fé e razão sempre existiu ao longo do processo histórico. Compreender o Onipotente pela razão é uma atitude substancialmente filosófica, enquanto que aceitar o Todo-Poderoso pela fé é uma atitude predominantemente religiosa. 

Para nós, espíritas, “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”(3) Recusamos a fé cega e defendemos, com contextos, a fé racional, conduzindo as pessoas a não crerem, simplesmente por terem uma crença qualquer, mas, a saber, porque creem em algo. Uma das básicas questões espíritas é demonstrar científica e filosoficamente a existência de Deus.

Por isso, encontramos Deus em nossas cogitações mais íntimas. Quer sejamos crédulos, quer agnósticos, estamos continuamente procurando transcender rumo a metas cada vez mais desafiadoras. Em Deus não há bifurcações. Deus é Absoluto, é Infinito, é Onipotente, é Onisciente, é Único. O filósofo Baruch Spinoza pronunciou certa vez que não necessitamos orar nos santuários pétreos, lúgubres e obscuros erigidos pelas mãos humanas que cremos ser a Sua Morada. Até porque a casa do Altíssimo está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Ele está e expressa o amor pela humanidade. Deus não está nos livros. O que adianta ficarmos lendo supostas escrituras sagradas se não sabemos ler Suas Leis num amanhecer, num pôr do Sol, numa paisagem, no olhar dos amigos, nos olhos dos filhinhos. Não encontraremos Deus em nenhum livro! Por essas e outras razões, Albert Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus teológico”.(4)

Amemos pelo encanto de amar, e mesmo que nos machuquemos, terá valido a pena. Aprendamos a partilhar o amor. Mas como podemos decompô-lo? Comecemos olhando no fundo dos olhos do nosso filho (independentemente da idade dele), e digamos: Eu o amo! Façamos o mesmo com o nosso consorte, com nossos pais, avós, irmãos. 

A Bondade de Deus é refletida pela Lei da exuberância da vida. Mas o que é a vida? Bem, a vida é um arquiteto admirável, que alça nas profundezas submarinas os castelos de algas e de corais. A vida é um formidável escultor, que constrói cada folha e talha ramículos e contornos jamais repetidos em qualquer outra flor ou folha encontrada na Terra. A vida é um químico sublime, que confere a cada fruta o seu sabor peculiar e inconfundível, e através das raízes entranhadas nos solos consegue converter água em açúcar e madeira. A vida é um perfumista primoroso que transforma o húmus em fragrância.

Por isso há os que agradecem ao Criador convertendo a infecundidade da terra em sossegado, tranquilo e alegre jardim; plantam e colhem e idealizam milhões de buquês de flores. Outros compõem melodias, improvisam poemas, criam leis, varrem os logradouros públicos, constroem casas. E sempre quando trabalhamos sob a inspiração de Deus, o céu, a terra e o ar se enriquecem de sublimados êxtases, tudo se expande e se alegra no Universo – oceanos musicalizam suas águas no “fluxo e refluxo” das marés, cachoeiras se arremessam das altitudes orvalhando encostas majestosas no silencioso e nobre gigantismo das montanhas; as soberbas árvores se curvam em suave reverência às plantinhas delicadas e aos quase imperceptíveis arbustos tênues, abarcando o altar da natureza, exaltando a Grandiosa Criação.

Isso mesmo! A vida está no ar, na terra, no mar, nas montanhas, nas flores, nas estrelas. A vida está no protoplasma, uma gota gelatinosa invisível a olho nu, que na cabeça de alfinete comportaria 1 milhão de gotículas. Se por acaso toda a vida – animal, vegetal, humana – desaparecesse da face da Terra e ficasse um só protoplasma e um raio de sol, o heliotropismo restabeleceria a vida através da lei da cissiparidade, e essa única gotícula se multiplicaria sucessivamente, e em breve estariam os campos e prados reverdecidos, os mares e rios povoados, a Terra povoada, na ninharia de alguns milhões de anos apenas.

A nossa compreensão de Deus muda na mesma proporção em que a nossa percepção sobre a vida se amplia. É uma tarefa espinhosa, quando o limitado intenta alcançar o Ilimitado, ou o finito entender o Infinito. Da megaestrutura dos astros à infraestrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da mente do Criador da vida. Portanto, guardemo-nos em Deus e exoremos ao Mestre Galileu, Seu Venerado Emissário, para que nos acuda na absorção dos eflúvios do amor e da bênção da Paz. Ajoelhemo-nos, em espírito, para rogar aos Benfeitores Espirituais não nos permitam a desesperança, em face do desamor de alguns, afim de que possamos, no derradeiro instante do testemunho, ver, sentir, oscular a face Augusta do Senhor, refletida, no curso de milênios, na Vida e na Obra de Jesus Cristo.

Referências bibliográficas:

1 Xavier, Francisco Cândido e Vieira, Waldo. O espírito da verdade, ditado por Espíritos diversos, Cap. 19– Guarda-te em Deus (Emmanuel), Rio de Janeiro: Editora FEB, 1962

2 Disponível em http://pt.wikiquote.org/wiki/Voltaire, acessado em 24/02/2013

3 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001, perg 1

4 Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304

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EDUCAÇÃO ESPÍRITA: Arcabouço da futura geração saudável.

Jorge Hessen

Thylane Lena Rose Blondeau, de 10 anos de idade, fez uma  produção fotográfica para a revista Vogue Paris, levantando polêmica  devido à roupa ousada, maquiagem e poses provocantes. O ensaio  fotográfico está causando indignação em pessoas ligadas a ONGs de  proteção à criança. De acordo com a organização “Concerned Women for  America”, os pais da criança devem ser responsabilizados por ter  permitido à criança realizar aquele trabalho. “Isto é claramente  exploração infantil e os progenitores deviam ser processados  judicialmente”, segundo Penny Nance, presidente da Organização. O mundo ingênuo da criança vem sendo explorado pela fúria predadora da  erótica irresponsável, aviltando a inocência e dignidade infantis. Como  se não bastasse “o caso Thylane”, há outras situações polêmicas na  contenda, a exemplo dos cursos para crianças de pole dancing (1), no  México, e de funk “carioca”, no Rio de Janeiro. Muitas delas (crianças e  adolescentes) têm aderido ao ‘sexting’, postando fotos sensuais na  internet. São meninas e meninos que buscam os espaços virtuais nos sites  de relacionamento.

 O termo “sexting” é originado da união de duas palavras em inglês: “sex”  (sexo) e “texting” (envio de mensagens). Para praticar o “sexting”  crianças e adolescentes  produzem e enviam fotos sensuais de seus corpos  nus ou seminus usando celulares, câmeras fotográficas, contas de  e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de  relacionamento. O que estão fazendo com a infância e a juventude atual?  Muitas crianças e jovens não têm capacidade crítica, não têm noção do  perigo a que estão sujeitos.

 A infância é, sem dúvida, o período fértil para a absorção de valores os  mais variados. O relacionamento entre pais e filhos deve ser embasado  no amor, capaz de suprir as deficiências de ambos. Nossa  responsabilidade como pais, educadores e participantes da comunidade, de  maneira geral, deve ser voltada ao bom emprego dessa facilidade de  assimilação, para a edificação de um mundo mais perfeito.

A criança é o amanhã. E, “com exceção dos espíritos missionários, os  homens de agora serão as crianças de amanhã, no processo  reencarnacionista.”.(2) A demanda de redenção dos novos tempos que  chegam há de principiar na alma da infância, se não quisermos divagar  nos cipoais teóricos da fantasia exacerbada. Precisamos perceber no  coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em  todas as direções, pois “a orientação da infância é a profilaxia do  futuro.”.(3) Por questão de prudência cristã, não podemos permitir “que  as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os  sentimentos em nenhuma oportunidade, porque a criança sofre de maneira  profunda a influência do meio.”(4)

 Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a  vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade  mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros  didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para  repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais.  Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo,  desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do  materialismo.

 Em nossa análise, concebemos que o mundo fashion, a televisão e a  internet, ao invadirem os lares, potencializaram nas crianças o  despertar antecipado para uma realidade nua e cruel, o que equivale a  afirmar que elas foram arrancadas do seu universo de fantasia e  conduzidas para a inversão dos valores morais, estimuladas, também, pela  vaidade dos pais. Destarte, o período de inocência e tranquilidade  infantil foi diminuindo.

 Cada vez mais cedo, e com maior intensidade, as inquietações da  adolescência brotam acrescidas pelos múltiplos e desencontrados apelos  das revistas obscenas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo  descontrolado, do mau gosto comportamental, da vulgaridade exibida e  outras tantas extravagâncias, como reflexos óbvios de pais que vivem  alienados, estagnados e desatualizados, enclausurados em seus afazeres  diários e que nunca podem permanecer à frente da educação dos próprios  rebentos.

Cremos, e isso é a nossa esperança!, que no conjunto de provisão dos  Benfeitores Espirituais, a Terceira Revelação assumirá seu espaço na  sociedade moderna decididamente. Isso equivale a afiançar que esse  arranjo suis generis do Espiritismo permitirá aparelhar a criança atual  para uma vivência normal e incorruptível no futuro, desde que os  espíritas sejam cautelosos. Jesus prossegue o majestoso e eterno modelo.

 Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a  providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por  definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A  tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças e jovens  pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse  sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos  ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que  não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o  futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente  identificarmos no coração infanto-juvenil o esboço da futura geração  saudável.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net

Referências bibliográficas:

(1) Pole dance tem suas raízes na dança exótica, strip-tease e burlesco e têm elementos de apelo sexual e subversão

(2) Xavier, Francisco Cândido. Coletânea do Além, ditado por Espíritos Diversos, São Paulo: FEESP, 1945, Cap. A Criança e o Futuro pelo Espírito Emmanuel

(3) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1997, Cap. 21- Perante a Criança

(4) idem

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TRANSIÇÃO PLANETÁRIA – Richard Simonetti

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1 – Enfatiza-se no meio espírita o fato de que estamos em plena transição na sociedade planetária, de Mundo de Provas e Expiações para Mundo de Regeneração. É isso mesmo?

Depende do ponto de vista. Imaginemos que façamos uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro como andarilhos. Desde a saída estaremos em trânsito a caminho do Rio, mas ainda longe de nosso destino. Imagino que o fato de estarmos em transição para o Mundo de Regeneração não significa que estejamos às suas portas.

2 – No que você se baseia?

Basta observar o panorama desolador da sociedade humana, onde grassam as desigualdades sociais, os preconceitos, as guerras, a violência urbana, os vícios, cidades transformadas em selvas cheias de perigos e tentações. Uma sociedade onde prevalece o egoísmo, tanto no sentido individual, promovendo as desigualdades sociais, quanto no sentido coletivo, promovendo guerras, conflitos variados entre as nações não podem caracterizar um Mundo de Regeneração.

3 – Há algum respaldo doutrinário para essa conclusão?

Basta observar o que diz Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, sobre mundos de regeneração: Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se inscrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis. Pergunto: Porventura estamos perto desse cenário?

4 – E quanto ao Novo Testamento?

Em O Sermão da Montanha, quando trata das bem-aventuranças, Jesus diz: bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. Parece-me que Jesus estava afirmando que quando houver a promoção de nosso planeta, aqui permanecerão os que houverem conquistado a mansuetude, o que significa que, se acontecer a tempo breve, nosso planeta ficará deserto. O vocábulo manso está tão longe do comportamento humano que usá-lo soa como xingamento.

5 – Por que Jesus situa a mansuetude como a senha para o mundo de regeneração?

A agressividade, filha dileta do egoísmo, é o elemento gerador de todos os males. Agressividade em pensamentos, gestos, palavras, ações. É por ela que os lares se desfazem, que as pessoas se desentendem, os povos entram em conflitos, as guerras dizimam populações.

6 – É uma visão pessimista.

Estou com Albert Schweitzer, o grande missionário alemão, quando diz: A quem me pergunta se sou pessimista ou otimista, respondo que o meu conhecimento é de pessimista, mas a minha vontade e a minha esperança são de otimista. A maldade humana faz o presente; a bondade divina está construindo o futuro de bênçãos.

7 – Na sua opinião, a “viagem” pode demorar um pouco mais do que se concebe, mas chegaremos lá. É isso?

Exatamente. A esse propósito lembro uma observação de Chico Xavier, na euforia dos anos 2.000, como se estivéssemos às portas da civilização cristianizada do Terceiro Milênio: não podemos esquecer que um milênio tem mil anos. Creio que muita água rolará no rio do tempo, até que respiremos ares de regeneração na Terra.

8 – Resumindo: estamos um tanto longe ainda do Mundo de Regeneração.

Coletivamente, sim, mas individualmente nada nos impede de realizar a regeneração em nós. Basta que combatamos a agressividade, a partir do ensinamento básico de Jesus – fazer ao próximo todo o bem que gostaríamos nos fosse feito. Trabalhando pelo próximo, realizaremos o bem em nós e seremos felizes, mesmo vivendo num mundo de provas e expiações.

Richard Simonetti

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Anália Franco “A Grande Dama da Educação Brasileira”

Liudmila Carla Pinheiro

“A Grande Dama da Educação Brasileira”.

Homenagem à Grande Dama da Educação Brasileira.

Se uma mulher, sem grandes posses ou fama, iniciasse uma cruzada para amparar crianças órfãs, recolhendo-as e dando-lhes, além de uma educação primorosa, uma formação profissional, provavelmente encontraria em nossos dias grandes dificuldades. Se ela se empenhasse em conseguir bem mais que simples donativos, que buscasse um engajamento da sociedade nesta tarefa, mostrando que o papel da mulher se estende bem mais que o limite familiar e que dela depende a formação das futuras gerações, que o esforço empregado e a dedicação ao próximo são valiosas oportunidades de crescimento pessoal, provavelmente seria evitada nas rodas sociais e acusada de ter posições extravagantes. Imagine então, esta mesma mulher, lutando por seus ideais, na São Paulo da virada do século XIX para o XX, uma cidade provinciana, ainda centro de uma economia baseada na cafeicultura e ainda adaptando-se as novas realidades criadas pelo fim da escravidão. Cidade quatrocentona, onde o papel da mulher era adornar o lar e onde sua educação era considerada prejudicial ao perfeito desempenho de suas funções. Cidade onde matronas respeitáveis eram as que exerciam seu reinado doméstico isoladas das duras realidades da fome e da miséria.

Nesta São Paulo conservadora, ainda longe de ser a cidade cosmopolita do final do século XX, toda família que se prezasse mostrava profundo respeito pelas tradições centenárias e não deixava de ser assídua frequentadora das missas celebradas nas importantes igrejas da cidade ou nas capelas de suas propriedades territoriais.

Imagine-se agora uma mulher espírita e diante de uma grande obra!

Pois bem, esta mulher extraordinária existiu e embora sua obra tenha sido esquecida ou não se queira oficialmente relembrá-la, foi um dos maiores nomes da educação brasileira.

Foi Anália Emília Franco, abnegada servidora do Cristo, que deu vida ao chamamento evangélico do “vinde a mim os pequeninos” criando creches e orfanatos. Educou a infância carente, filhos de homens livres ou de ex-escravos, tendo inclusive sido uma das poucas vozes em favor das crianças negras enjeitadas pelos fazendeiros ao perderem seu valor comercial com o fim da escravidão.

Foi, no Brasil, das primeiras a prover educação profissional para as meninas pobres, dando-lhes condições de sustentarem a si próprias.

Foi espírita e em seus educandários direcionou o ensino religioso para o estudo do evangelho, sem partidarismos e sem fanatismos, participou de grupos espíritas e nunca escondeu este fato, o que lhe trouxe inimigos poderosos.

Curiosamente, desta mulher que tanto fez pelo ensino brasileiro, que bem pouco havia progredido até sua época, pouco se fala, quase não se fazem homenagens públicas e não fosse o bairro que lhe leva o nome, onde hoje há um famoso shopping e grandes instituições de ensino, estaria completamente esquecida pelas gerações mais jovens, justamente as maiores beneficiárias de sua atuação revolucionária. Se a história oficial dela se esqueceu, o mesmo não se passa conosco, espíritas, que lhe guardamos as lições de aplicação do amor ao próximo em serviço ativo e oramos para que – dos planos elevados em que agora merecidamente deve se encontrar – continue olhando pela juventude brasileira, ainda tão carente de uma sólida formação intelectual e moral quanto nos tempos em que levantou entre nós seus educandários.

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Ondas do Pensamento

Postado por PATRIZIA GARDONA

A questão de número oitenta e oito de O Livro dos Espíritos nos esclarece que o Espírito pode ser comparado a um clarão, uma fagulha, uma centelha etérea.

Na questão seguinte, oitenta e oito “a”, o Emérito Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, pergunta se o espírito tem cor, e a resposta dos Orientadores Espirituais diz que sim, e que essa cor pode variar do escuro ao brilhante como um rubi, segundo seja mais ou menos evoluído moralmente.

É da cultura popular que os espíritos superiores são “seres de luz”, o que significa dizer que são portadores de luzes de alto brilho em função da moralidade conquistada.

Também é de conhecimento comum, que cor é a propriedade de uma radiação eletromagnética, com comprimento de onda pertencente ao espectro visível, capaz de produzir no olho uma sensação característica.

Voltemos nosso raciocínio para a questão de número vinte e três, também de O Livro dos Espíritos: Que é o Espírito? “O princípio inteligente do universo”.

Se é inteligente é passível de se desenvolver, portanto, também passível de desenvolvimento moral, e segundo vimos acima, a cor do espírito é decorrente da moralidade em que o espírito estagia.

Sintetizando essas informações, o espírito pensa, consequentemente emite uma onda, e sua própria moralidade determinará a frequência, ou seja, a cor que predominará na sua textura.

Direção, alcance e potência dessa onda são dependentes do interesse do espírito, e também da sua vontade em produzir determinado efeito, e embora possa direcionar ao objeto de sua atenção a maior parte da energia que emite, o espírito é um gerador tridimensional de ondas, o que significa dizer que irradia por todas as direções.

As ondas, quaisquer que sejam, mantendo determinada frequência podem ser captadas através da sintonia, ou podem passar despercebidas se em padrões diferentes.

Isso significa que independente do que se pensa, e de quem se pensa, emitem-se ondas que serão lançadas no espaço, e que serão objeto de sintonia por parte daqueles que vibram na mesma frequência, podendo atrair os que pensam o mesmo, e que tenham os mesmos interesses dos pensamentos gerados.

Em vista disso, não é sem razão que o Senhor Jesus nos deixou o “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (1), direcionando-nos para a vigilância mental, identificando o pensamento infeliz e substituindo-o pela oração que, se de coração e entendimento, eleva o padrão vibratório do espírito, defendendo-o das consequências infelizes produzidas pelas energias mais densas produzidas pelas baixas frequências mentais, tais como a obsessão e o acúmulo de energia perniciosa no entorno de si.

Há um outro aspecto que precisa ser analisado, que é o caminho percorrido pelo pensamento. O espírito pensa emitindo ondas, que portam energia e estas atravessam o perispírito e o corpo físico, antes de se exteriorizarem, produzindo nos mesmos os efeitos correspondentes ao pensamento gerado. Nisso se encontra o fundamento do “corpo são em mente sã”.

Finalizando, a responsabilidade é toda do espírito, esteja encarnado ou desencarnado, e todos precisamos, urgentemente, corrigir nossa usina geradora de energia mental para níveis saudáveis de frequência, a fim de produzirmos mais saúde física, mental e espiritual, e em consequência, desconstruirmos o Umbral que envolve o planeta Terra, que nada mais é do que o acúmulo de energias densas e escuras, e que foi erigido ao longo de nosso desenvolvimento pelos caminhos da inferioridade moral, substituindo-o por claridade espiritual. É por isso que o Senhor Jesus também disse: “Vós sois a luz do mundo” (2).

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Referências:

(1) Mateus 26:41
(2) Mateus 5:14

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Ideias não espíritas ensinadas nos centros espíritas: será avanço?

Pode ser que ao ler o título deste texto você imagine que se trata de uma espécie de censura ou proibição a alguma ideia veiculada no centro espírita. Por isso, faço o convite para que prossiga na leitura, pois, adianto, não se trata de censura ou proibição de qualquer coisa.

Kardec ensinou que o Espiritismo é uma doutrina dinâmica, que progride conforme o avanço da Ciência e a observância de alguns pontos deixados pelo próprio Kardec, sendo a universalidade do ensino dos Espíritos um deles, o que equivale dizer o seguinte: ideias novas para serem acopladas ao conhecimento espírita carecem de receber o aval dos mais variados Espíritos e por diferentes médiuns em diversos lugares do mundo, além de fazerem sentido obedecendo a uma rigorosa lógica.

E o mundo avançou um bocado entre o século XIX e o início deste século XXI. Está tudo bem diferente da época de Kardec, portanto, questões novas surgem, sejam vindas da Ciência, da modificação dos costumes da sociedade ou mesmo da literatura mediúnica trazendo, claro, posicionamentos e opiniões de espíritas sobre temas que não foram abordados por Kardec, mas que podem e devem ser analisados.

E neste assunto, em geral, temos duas posições, sendo:

1 – A turma que diz: “Não há em Kardec”.

2 – A turma que aceita tudo sem passar pelo método de Kardec.

Vamos ao modelo 01: “Não há em Kardec”.

Sim, não há em Kardec, mas ele informou que o Espiritismo em sua época não abarcaria tudo (claro, impossível) e que caberia aos espíritas prosseguir o trabalho de descoberta no que se refere à Ciência Espírita.

Aos homens compete o trabalho de fazer com que a obra de Kardec progrida.

Mas os homens deste modelo 01 pararam, acomodados de que tudo está pronto.

Vamos ao modelo 02: “A turma que aceita tudo sem passar pelo método de Kardec”.

Para os homens do modelo 02 foi esquecida a metodologia aplicada pelo próprio Kardec no que tange aos fenômenos espíritas. Os indivíduos do modelo 02 não aplicam nada, não testam nada, não observam resultados, não comparam e, então, aceitam tudo que vem dos Espíritos.

Na atualidade, todo tipo de ideia é celebrada como uma ideia espírita apenas porque veio de algum Espírito, o que é um equívoco, pois Kardec informa em sua obra que a opinião de um Espírito não tem o valor da verdade espírita.

E, definitivamente uma ideia proferida por um Espírito, médium, pensador, dirigente ou orador espírita é apenas uma ideia, que pode até ser boa, mas não necessariamente chamada de uma ideia espírita, não sem antes passar pelos critérios estabelecidos por Kardec.

E os critérios se fazem necessários para não confundir aqueles que iniciam seus estudos espíritas.

Até entendo a busca por novidades, considero, aliás, essa busca uma propulsora do progresso espírita, o que não entendo é a pressa em ensinar ideias ainda não assumidas como espíritas no centro espírita, até porque ainda há muito a estudar e aprender sobre as lições trazidas por Kardec.

Portanto, com equilíbrio e método, paciência e observação poderemos colaborar para que as ideias espíritas progridam e dialoguem com o tempo e as questões atuais que tantas dúvidas suscitam.

Pensemos nisto.

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SABER SOFRER – Richard Simonetti

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Na extensa fila de recém-desencarnados, à espera de uma definição quanto ao seu futuro, dois Espíritos conversavam sobre suas experiências.
-Fui casado, deixei esposa e dois filhos.
-Interessante, eu também.
-Tive câncer no estômago.

-É muita coincidência. Foi o mal que me matou.
-Então sabe como é sofrido esse final de existência.
-Nem me fale!
-Lutei por três anos contra a doença, submetendo-me a tratamentos diversos.
-Sei bem o que é isso. Também penei por três anos.
-Desencarnei relativamente novo, com apenas 63 anos.
-Parece brincadeira! É o cúmulo da coincidência, porquanto também estou retornando nessa idade.
-Incrível! Duas biografias idênticas!
-Verdade. Não sei para onde vamos, mas certamente estagiaremos, no mesmo lugar, que há de ser bom. Jesus ensinava que os sofredores estão destinados ao céu.
-Deus o ouça!
A fila andou. Viram-se os gêmeos nas dores, diante de São Pedro, na portaria do Além.
Após examinar detidamente a ficha do primeiro, o porteiro celeste o convidou a tomar o elevador sideral e subir para o Céu.
O segundo, animado, preparou-se para idêntico destino.
Para sua surpresa o santo determinou:
-O elevador irá para baixo, levando-o ao purgatório.
O condenado logo reclamou:
-Creio haver um engano. Meu companheiro tem ficha absolutamente idêntica à minha. Sofreu o mesmo que eu e foi para o Céu.
São Pedro, imperturbável informou:
-Sim, mas há um detalhe. Ele nunca reclamou.

Esta pequena alegoria ilustra a afirmativa do Espírito Lacordaire, no cap. V, item 18, de O Evangelho segundo o Espiritismo:

“Quando Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino dos Céus”, não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, mas ah!, poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus…”

O mentor espiritual está dizendo com todas as letras que não basta sofrer para habilitar-se a futuro feliz. É preciso sofrer com “finesse”, sem murmúrios, sem queixas, sem revolta nem desespero. Imaginemos o paciente revoltado, neurótico, conturbando o relacionamento familiar, criando confusão, e teremos uma idéia sobre o assunto. Não está resgatando dívidas. Apenas as amplia, infernizando os familiares. Há enfermidades que guardam função de “depurativos da alma”, servem de válvulas de escoamento de impurezas espirituais. Põem para fora os desajustes que provocamos com comprometimentos morais em existências anteriores. Para que nos recuperemos sem delongas, é fundamental evitarmos sentimentos negativos, expressões de revolta e inconformação, que recrudesce o mal sem reduzir o desajuste. Geram dores que não redimem. Apenas prolongam nossos padecimentos.

Fonte: GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC

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ESCOLHA PROFISSIONAL NA VISÃO ESPÍRITA

1 – A vocação profissional é fruto da escolha do Espírito antes de reencarnar?

Pode ser. Há Espíritos que planejam cuidadosamente as atividades que pretendem desenvolver. Desde a infância revelam preferência por determinada profissão, envolvendo a opção feita. O menino que estima brincar de médico, bem como a menina que aprecia imitar a professora, oferecem pistas reveladoras dos compromissos que assumiram.

2 – Há escolas no plano espiritual?

Há escolas em todos os planos da Criação. A educação é o maior de todos os recursos evolutivos. Em cidades como Nosso Lar, segundo André Luiz, no livro homônimo, psicografia de Francisco Cândido Xavier, enfatiza-se o preparo dos Espíritos para a reencarnação, envolvendo, dentre outros aspectos, a atividade profissional.

3 – Existe uma adequação física para a profissão escolhida?

Isso é fundamental. O professor deve ter fluência, facilidade de expressão; o neurocirurgião, habilidade manual, sistema nervoso bem ajustado; ouvido afinado o músico; mãos fortes o trabalhador braçal; pernas ágeis o jogador de futebol. Tudo isso pode ser preparado na estrutura perispiritual e na combinação dos elementos hereditários, a partir da interferência de técnicos da espiritualidade, quando ocorre a fecundação do óvulo, dando início ao processo reencarnatório.

4 – A facilidade para determinada atividade sempre indica uma profissão escolhida na espiritualidade?

É indicativo de que a pessoa tem experiência no ramo. Encontramos excelentes profissionais em determinada área, que revelam vocação para atividades alheias à sua profissão: um médico muito hábil em lidar com marcenaria ou engenheiro que é excelente músico. Significa que já estiveram vinculados a essas atividades. Hoje, a própria dinâmica da evolução impõe que diversifiquem suas experiências, adquirindo novas aptidões.

5 – Por que a maior parte dos jovens encontra grande dificuldade para escolher uma profissão?

É que não chegaram a defini-la previamente, na Espiritualidade. Deverão vincular-se a determinada atividade que guarde compatibilidade com suas tendências, desejos e experiências anteriores.

6 – Quem reencarna com planejamento prévio não é um protegido?

Semelhante tendência é característica das sociedades humanas. Na espiritualidade prevalece sempre o merecimento. Se alguém tem a oportunidade de um melhor preparo para a reencarnação, deva-se aos seus méritos e à natureza da tarefa que pretende desempenhar. Considere-se, também, que sua responsabilidade será maior, já que, como ensina Jesus, mais será pedido àquele que mais recebeu.

7 – Os Espíritos que reencarnam com uma profissão definida não levam vantagem, não obterão maiores facilidades?

Digamos que é o corredor que sai na frente, mas a jornada é longa. O que pesa mesmo é a dedicação, o esforço, a vontade de vencer. Como diz Amado Nervo, nem sempre o que mais corre a meta alcança, nem mais longe o mais forte o disco lança, mas o que, certo em si, vai firme e em frente, com a decisão firmada em sua mente.

8 – Como enfrentar essa fase de incertezas, em que o jovem deve optar por uma profissão que ainda não definiu?

Infelizmente essa opção tem que ser feita na faixa dos dezesseis aos dezoito anos, período de muitas incertezas para o Espírito reencarnado. Podem ajudá-lo os testes vocacionais, o contato com as atividades profissionais (sei de um jovem que descobriu sua vocação trabalhando como voluntário em grupo de assistência a hospitais; outro optou pelo magistério, a partir de uma experiência com evangelização infantil), o debate com professores e, sobretudo, a confiança em Deus e a oração. Quem ora contrito, consciente da presença divina, sempre colherá a orientação precisa do que deve fazer, que caminhos deve trilhar em relação a todas as atividades humanas. Isso inclui a profissão.

RICHARD SIMONETTI

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