Contato próximo de Chico Xavier e Allan Kardec

 Publicado por Amigo Espírita

Entrevista concedida ao jornal “O Regional” da cidade de Catanduva/SP

Contato próximo de Chico Xavier e Allan Kardec

ENTREVISTA COM SUELY CALDAS SCHUBERT

Médium Suely Schubert fala sobre espiritismo, espiritualidade e de sua amizade com Chico Xavier.

O Regional: Como vê a importância da doutrina espírita no cotidiano das pessoas?

Suely Schubert: A doutrina espírita muda totalmente a perspectiva da vida das pessoas, pois tem princípios básicos muito significativos, dentre eles: a crença em Deus, em Jesus, a imortalidade da alma, a vida no mundo espiritual, a comunicabilidade dos Espíritos e a reencarnação. Essa certeza impulsiona as criaturas à busca de uma vida melhor, onde prevaleçam o amor ao próximo, à ética e à justiça. A reencarnação, por exemplo, extingue o preconceito de raça, pois cada ser humano, em vidas anteriores, pertenceu às mais diversas etnias.

O Regional: Como foi seu contato com Chico Xavier enquanto estava vivo? De onde surgiu essa amizade?

Suely: Meus pais e avós eram espíritas e, minhas irmãs e eu, crescemos em meio a livros e mais livros espíritas, sendo que à época predominavam os livros de Allan Kardec, Léon Denis e os psicografados por Chico Xavier, que meu pai adquiria. Cada livro de Chico que chegava, eu lia rapidamente. Daí surgiu o meu carinho pelo médium.

O Regional: Como foi seu primeiro encontro com ele?

Suely: Quando me casei, aos 18 anos, meu marido também espírita, resolvemos ir a Uberaba para conhecer o Chico, inclusive porque minha mediunidade a essa altura estava estuante, e desejávamos pedir ao Chico que me orientasse. Ele nos recebeu de maneira maravilhosa e disse logo de início os nossos nomes e o motivo da viagem, o que muito me emocionou. E esta emoção permanece a cada lembrança daquele momento.

O Regional: Quais dos ensinamentos que Chico deixou que considera importantes?

Suely: A própria vida de Chico Xavier é toda ela importante, pelos exemplos de amor às criaturas, pela renúncia constante na sua dedicação ao próximo e, especialmente por sua integral vivência do espiritismo e dos ensinos de Jesus.

O Regional: Como foi escrever o livro com cartas de testemunhos de Chico Xavier na obra Testemunhos de Chico Xavier? Qual o valor do trabalho psicográfico apresentado na obra?

Suely: Eram cartas que Chico Xavier endereçou a um amigo, então presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), as quais eu comento. Através dos relatos do médium, ficamos cientes de suas lutas e testemunhos. Na análise que faço de sua obra mediúnica, procuro evidenciar a autenticidade de sua psicografia, desde a poesia até os romances, numa variedade incrível de estilos.

O Regional: Como surgiu a ideia de escrever a biografia de Divaldo Franco?

Suely: Minha família por essa época tornou-se muito amiga de Divaldo Franco, que há mais de 50 anos vem a Juiz de Fora e é nosso hóspede. Com o sucesso da obra ‘Testemunhos de Chico Xavier’, pensei então em escrever sobre nosso amigo baiano. E assim fizemos, escrevemos ‘O Semeador de Estrelas’, registrando notáveis experiências de Divaldo, em seu dedicado labor, hoje em todos os continentes, bem assim de suas produções mediúnicas, cuja fidelidade à doutrina espírita e seu exemplo de amor à causa são incontestáveis.

O Regional: Como foi concebido o livro ‘Entrevista com Allan Kardec’?

Suely: Eu estava participando de um programa espírita, numa das rádios na cidade onde resido, e colecionava frases de Kardec para apresentá-las aos ouvintes, na abertura. Quando estava com uma lista dessas frases, lendo-as, pensei: “E se eu fizesse perguntas cujas respostas fossem estes trechos do Codificador (Allan Kardec)?” Imediatamente, sentindo uma emoção que me dominou, percebi que poderia fazer um livro dessa forma. E assim concretizei a ideia. Jornalistas, em muitas cidades onde vou fazer palestras, até os não espíritas, comentam comigo o quanto apreciam a obra, por sua originalidade.

O Regional: O cinema nacional tem explorado bastante a questão do espiritismo no Brasil. Isso é benéfico para a doutrina?

Suely: A mídia em geral tem apresentado temas de novelas, por exemplo, que abordam o espiritismo, porém quase sempre de maneira incorreta. Por certo despertam o interesse das pessoas que acabam procurando os espíritas para obter mais detalhes e esclarecimentos. Dentre as produções recentes, eu gostei muito do filme As mães de Chico Xavier. Ele é muito bom!

O Regional: Você tem um livro que a editora Inter Vidas de Catanduva vai lançar numa edição especial: “Transtornos mentais – uma leitura espírita”. Poderia relatar como e porque escreveu esta obra? Você é psiquiatra?

Suely: Este livro resultou do atendimento que faço, no centro espírita, há muitos anos.

Sempre me interessei por tudo o que se refere à mente, ao pensamento, ao cérebro humano. Embora não tendo conhecimento acadêmico, passei a ler livros de psiquiatria, de psicologia. Ao mesmo tempo, sensibilizava-me com pessoas que vinham para a entrevista nos moldes espíritas, portadoras de vários tipos de transtornos. Daí surgiu o meu interesse em saber que são esquizofrenia, psicoses, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno bipolar, depressão, estresse pós-traumático etc.

Não sou psiquiatra e por isso demorei dez anos para considerar que estava pronta para escrever a respeito, mostrando, é claro, a visão espírita acerca desses transtornos mentais e de vários outros, ressaltando o benefício que a doutrina proporciona aos portadores desses transtornos mentais.

O Regional: Como foi a produção do livro?

Suely: A InterVidas deu um tratamento especial ao livro, apresentando-o com uma produção gráfica bastante esmerada. Acima da beleza da obra, o que mais se destacou nesse trabalho editorial foi a incorporação de um extenso acervo de notas explicativas que elucidam termos técnicos da psiquiatria, da psicologia e da psicanálise, além de esclarecerem vocábulos incomuns e até mesmo as expressões próprias da doutrina espírita. Em razão da importância de se compreender e saber lidar com os transtornos mentais, o propósito da InterVidas de tornar o tema mais acessível e claro para os diversos públicos é algo de imenso valor.

Rede Amigo Espírita

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Charlatanismo, redes sociais e a fake new do além

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

É inquietante a invasão de falsos médiuns, especialistas nas fraudes “mediúnicas”, “psicografando” supostas cartas do além, valendo-se financeiramente da venda de livrescos de sua autoria. A armadilha da traiçoeira “mediunidade” para eventual “contato com falecidos” tem sido montada nos shows públicos dos ambientes espíritas (infelizmente!).

Tais estelionatários inventam seitas sob “inspiração” de imaginários espíritos que trazem nomes de notórias “santas e padroeiras”. Em torno desses falsários se promovem excursões (romarias) para que enlutados acompanhem o charlatão até às cidades em que são convidados para fazerem espetáculo de falsas psicografias.

São charlatões mediúnicos que utilizam do poderoso argumento da “psicografia” para enganar os ignorantes, especialmente os emocionalmente mais vulneráveis. São falsos médiuns que aferem vantagens pessoais, alimentando a fama entre os idólatras (“inocentes úteis”). Embolsam dinheiro com a vendas de livrescos superlotados de ilusões. São dissimulados e abiscoitam doações para “seus pobrezinhos”, obtendo tudo justamente nas ocasiões em que as pessoas se encontram psicologicamente torturadas pelo luto.

Tais falsos médiuns encontram nas redes sociais da internet extensa coletânea de dados pessoais dos desencarnados e seus familiares. As informações virtuais são matérias primas para que os falsários memorizem ou improvisem “colas” taticamente escamoteadas durante a sessão da “mediúnica”.

Sugerimos aos familiares checar nas redes sociais os detalhes das informações contidas nas falsas cartas psicografadas e verificarão a fraude.

É exatamente isso. Na internet os falsos médiuns colhem inúmeros subsídios de dados pessoais, consultando Facebook, WhatsApp, YouTube, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest, Google+ (do falecido e familiares) que servirão de roteiro para a construção da falsa carta do “além”.

Ambicionando persuadir suas vítimas, tais falsários fazem constar determinadas frases padronizadas e repetitivas nas falsas cartas “psicografadas”, sempre com termos genéricos, tendo em vista iludir o enlutado, sobretudo citando número de telefone, CPF, endereço, nome do cemitério do sepultamento, nome da igreja da missa de sétimo dia, time de coração do falecido entre outras tapeações. Ressalte-se que quando há autenticidade nas “cartas psicográficas”, como sucedia com Chico Xavier, as autorias espirituais eram comprovadamente de parentes falecidos e raramente estes informavam número de telefones e os bizarríssimos números de CPF’s.

Se houver adequada investigação policial esses falsos médiuns poderão ser descobertos em face das aquisições de bens incompatíveis para um desempregado. Sabe-se que tais falsários mediúnicos têm construído um razoável patrimônio material por meio dos recursos financeiros advindos de microempresas (editoras) e distribuidoras de alfarrábios literários contidos nos livrescos entupidos de escombros místicos. Destarte, tais “microempresários” charlatões vão comprando apartamentos, móveis e até carros novos.

As lideranças espíritas do Brasil (palestrantes e alguns presidentes de federações) não ignoram tais tramoias mediúnicas e a maioria vem-se solidarizando com as vítimas das fraudes e apoiando os médiuns honrados através de um ABAIXO ASSINADO.

Estranhamos porque a mística “FEB” não se dispõe alertar o MEB sobre o fato. Na verdade, não se percebe qualquer solidariedade do “mainstream” e dos endeusados figurões (vendilhões) em apoio moral às mães ludibriadas e aos médiuns sérios. Cremos que esse manifesto poderia comprometer a venda dos livros dos oradores que mais se parecem com os “camelôs ambulantes”.

O subdesenvolvido movimento espírita brasileiro vem exportando tais falsos médiuns para alguns países da Europa. Os protagonistas “médiuns” das falsas cartas do além, já conquistaram Portugal com a conivência e cumplicidade de algumas lideranças lusitanas (inocentes úteis) e obviamente vem comprometendo o pujante trabalho doutrinário efetivado pelos sinceros irmãos portugueses.

Observação importante: Ressalve-se que nem todos os médiuns utilizam prática mediúnica de má-fé em suas atividades. Caracterizamos médiuns honestos que produzem bons trabalhos psicográficos para conforto dos parentes enlutados. Porém destaque-se que esses médiuns sérios aceitam participar de qualquer pesquisa para atestar a autenticidade dos fenômenos dos quais são portadores, os charlatões jamais aceitaram. Por isso, é importante separar o joio do trigo. Pelo histórico moral dos médiuns constataremos a fidedignidade das suas intenções.

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Artigo interessante

Cientistas comprovam a reencarnação humana

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte.

Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano.

Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço, Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.

Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.

É a consciência que cria o universo material e não o contrário.

Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

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A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade, a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos.

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.

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O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.

Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.

A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.

Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.

A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.

Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”

Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.

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Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.

Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.

Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”

Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.

E você o que acha? Concorda com Lanza?

Grande abraço!
Indicação: Pedro Lopes Martins
Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.
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OS BENEFÍCIOS DOS PASSE

O passe não modifica as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas (Jorge Hessen)

Todo o encanto dos ensinos espíritas, oriundo da fé racional considerando o potencial do magnetismo pelo passe, desaparece ante as ginásticas pedantes e caricatas de tratamentos “espirituais” ultimamente praticados em algumas instituições espíritas mal administradas.

Dos muitos disparates que já ouvi nas hostes espíritas de Brasília, um deles é que a aplicação do passe quando “concentrado” (concentrado???….!!!) e muito demorado pode causar “congestionamento fluídico” (congestionamento fluídico???…!!!) e com isso o assistido pode se sentir mal (sentir mal???…!!!) Acredite se puder!

Ora, na aplicação do passe oferecido numa casa espírita bem dirigida, os Benfeitores manipulam e espargem os fluidos exatamente na quantidade necessária para cada assistido, nem mais, nem menos. Nunca em excesso.

O passe não poderá, em tempo algum, ser aplicado com movimentos bruscos, com malabarismos manuais, estalos de dedos, cânticos estranhos e, muito menos ainda, com passistas incorporados com “aconselhamentos” para o assistido.

Por conseguinte, na aplicação do passe não se fazem necessários a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo contínuo, e que também não há necessidade de tocar o assistido. A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.

São ridículas as encenações preparatórias com as mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para “melhor assimilação” fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante – só servem para achincalhar o passe, o passista e o paciente.

A transfusão sanguínea promove a renovação das forças biológicas. O passe é transfusão de energia psíquica e magnética. A diferença é que os recursos sanguíneos são extraídos de um reservatório limitado, mas os elementos psíquicos são retirados do reservatório interminável das forças espirituais.

A transfusão ocorre através do períspirito, órgão sensitivo do Espírito, que interage de forma profunda com o corpo biológico, razão pela qual as energias psíquicas, transmitidas pelo passe e recebidas inicialmente pelos “centros de força”, alcançam o corpo físico através dos “plexos”, proporcionando a renovação das células enfermiças. As energias psíquicas poderão ser espirituais, considerando o magnetismo advindo dos desencarnados que participam dos processos, e fluidos humanos, através do magnetismo animal pertencente aos passistas encarnados.

O passe é prece, concentração e doação. A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. Por ela, consegue o passista duas coisas importantes: primeiro, expulsar da mente os sombrios pensamentos remanescentes da atividade comum das lutas materiais diárias; segundo, sorver do plano espiritual as substâncias renovadoras a fim de conseguir operar com eficiência em favor do próximo.

Por questão de bom senso, o passe deverá sempre ser ministrado de modo silencioso, com simplicidade e naturalidade. Todo o potencial e toda a eficácia do passe genuinamente espírita dependem do espírito e da assistência espiritual do passista e não apenas do passista. Jesus utilizou o passe “impondo as mãos” sobre os enfermos, a fim de beneficiá-los. E ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram largamente nos tempos apostólicos.

Vale relembrar aqui que apesar dos estranhos passistas que criam confusões ao aplicarem o passe, reconhecemos que muitos encarnados e desencarnados são beneficiados pela transfusão dos fluidos psíquicos, pois sabemos que é manifestação do amor de Deus, esse sentimento sublime que abarca a todos e os alivia.

Importa-nos lembrar, porém, um pensamento de Chico Xavier: o passe, tal como terapia, não modifica necessariamente as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas.

Jorge Hessen

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Do Monoideísmo à condição Ovoide

Postado por PATRIZIA GARDONA

Do Monoideísmo à condição Ovoide

O dinamismo da vida, em seu conjunto, por si só atesta a evolução a que estamos vinculados.

Dos três princípios, Deus, Espírito e Matéria, o Espírito é o Ente destinado a evoluir a partir da simplicidade e ignorância inicial.

Desse ponto em diante, busca, por fatalismo Divino, o estado de perfeição relativa que lhe permitirá a percepção da realidade última e, em consequência, a percepção da felicidade imperturbável.

Observa-se, no entanto, que no limiar entre a animalidade e a humanidade, em faixa que sobrepõe um e outro, estagia o Ente Espiritual em período de aprendizado e desenvolvimento a partir da fala, em paralelo com o desenvolvimento do pensamento rumo ao contínuo uso da sua “Casa Mental”.

Uns se desenvolvem mais rapidamente, conquanto, aos olhos menos avisados possa parecer privilégio, enquanto outros, por força da própria percepção da realidade, optam por demorar-se na trajetória evolutiva.

A capacidade intelectiva é própria do Ser Espiritual, que se dilata a medida em que experiencia a vida, seja encarnado, seja desencarnado. Optando-se por se manter estacionário, quem sabe por orgulho e vaidade, quem sabe por comodismo, a ausência da busca por novos patamares conscienciais através do desenvolvimento intelectivo ou emocional-sentimental engendrará o recrudescimento das energias dinâmicas e por isso mesmo criadoras, e tenderão a se sujeitarem a uma força centrípeta que se implantará revertendo o processo de expansão consciencial e, em consequência, da constituição perispiritual, que por sua vez está sujeita ao comando mental do Espírito.

Uma vez implantado o movimento de “fora para dentro”, com muita dificuldade se livrará o Ser Espiritual de suas consequências.

A princípio encolherá os membros ao encontro do tronco, e chegando a esse, o embotamento continua levando as moléculas que o compõem a diminuírem os espaços moleculares criando uma sinergia que acelerará o movimento agora rotacional, criando a aparência ovoide, chegando ao ápice quando todos os componentes da estrutura perispiritual confundam-se em um único ser de formato ovoide.

Para esses casos, o tempo, sempre o tempo, será medida imprescindível para a regularização da forma original.

Tratamentos vibracionais no Plano Espiritual, aproximação com encarnados habilitados poderão trazer algum benefício em maior ou menor grau, no entanto, somente através da tentativa reencarnatória é que se conseguirá sucesso na corrigenda da situação.

Muitas vezes diversas tentativas são necessárias, porque o Ser, nessas condições e de moto próprio, está impregnado de sentimentos contrários à dinâmica da vida.

A medida que experimenta a conjunção com o óvulo fecundado, sujeita-se ao comando mecânico da estrutura do material genético humano, que por sua vez forçará o elastecimento da organização perispiritual.

A Teratologia apresenta casos impressionantes, nem sempre resultado do suicídio espetacular, mas também dos processos ovoides resultantes da inercia existencial.

A fuga do crescer resulta em trabalho extraordinário no caminho evolutivo.

Também observar-se-á a introjeção, em força também centrípeta, levando o corpo físico, em período recém nato, ao recrudescimento que o tornará próximo de imagem animalizada.

Dessa forma todo esforço deve ser feito para que se progrida, evidentemente priorizando os valores nobres da vida, para que se não se exponha a riscos desnecessários e se alcance novas fases existenciais cada vez mais ricas de oportunidades e possibilidades de sucesso.

A cada um segundo suas obras, diz a Lei Divina e, por isso, ninguém passa por aquilo que não projetou, consciente ou não, para si mesmo.

De nossa parte o dever de socorrer e amar esses seres, para que, mais rapidamente possível possam experimentar o alívio e busquem, por si mesmos, a recuperação necessária.

É o que gostaríamos que nos fosse feito se no lugar deles estivéssemos.

A dinâmica da vida é o Amor, e o Amor é o sentimento no seu ponto mais alto, ensina-nos o Consolador prometido, por isso, não só ao próximo devemos amar, mas também a nós mesmos, criando, com inteligência e boa vontade, o campo de progresso para nós mesmos trilharmos.

Muita paz.

Psicografia em Reunião Mediúnica no CEFCX – Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, na noite de 20/08/2018, pelo Espírito João, Médium Antonio Carlos Navarro.

Rede Amigo Espírita

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Dívida e resgate

Uma das cunhadas do Chico Xavier teve um filho ‘anormal’. Braços e pernas atrofiados. Os olhos, cobertos por uma espessa névoa, mantinham-no mergulhado na mais completa escuridão. Inspirava medo às pessoas que o viam. Era tão deformado que a mãe ao o ver teve um choque e foi internada num hospital de doentes mentais.

O Chico ficou sozinho com o sobrinho.

Cuidar dele não era fácil. Medicá-lo, banhá-lo e aplicar-lhe um clister diariamente. O menino não deglutia e para alimentá-lo, Chico tinha que formar uma pequena bola com a comida, colocar em sua garganta e empurrar com o dedo.

Isto, durante onze anos aproximadamente.

Quando o sobrinho piorava, Chico rezava muito para que ele não desencarnasse. Já o amava como um filho.

Um dia o Espírito Emmanuel lhe disse:— Ele só vai desencarnar quando o pulmão começar a desenvolver e não encontrar espaço. Aí, então, qualquer resfriado pode se transformar numa pneumonia e ele partirá.

Quando estava próximo dos doze anos, foi acometido de uma forte gripe e começou a definhar.

Na hora do desencarne, seus olhos voltaram a enxergar. Ele olhou para o Chico e procurou traduzir toda a sua gratidão naquele olhar.

Emmanuel, presente, explicou:

— Graças a Deus. É a primeira vez, depois de cento e cinquenta anos, que seus olhos voltam para a Luz. As suas dívidas do passado foram aniquiladas. Louvado seja Jesus.

Extraído do livro “Chico, de Francisco”, de Adelino da Silveira

Rede Amigo Espírita

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POLÊMICA RELIGIOSA

Filhos, não vos entregueis aos conflitos da palavra em torno dos assuntos concernentes a Fé.

Respeitai-vos em vossas crenças, nelas compreendendo os múltiplos degraus da escada que vos compete subir, para alcançardes em seu ápice, a Verdade integral.

Enquanto muitos polemizam a respeito do bem a ser feito, o mal continua se propagando e fazendo milhares de vítimas no mundo todo.

Deixai para mais tarde os temas que não vos sejam essenciais ao entendimento…Vede que os caminhos díspares são indispensáveis às diferentes experiências que o espírito carece de realizar.

Que os homens de fé procurem imitar os homens de ciência que se unem por uma causa comum.

Quem discute religião, no fundo, pretende as benesses de Deus só para si – no que, caso o Criador o atendesse, revelaria a sua face inconciliável diante da Criação.

Sabei que o entrelaçamento das religiões que hoje vos separam é apenas uma questão de tempo. Felizes os que já lograram antecipá-lo em si mesmos, predispondo-se à fraternidade pela unidade da Fé.

Já que Deus é único, não existem dois caminhos que a Ele conduza; logo todas as estradas de acesso ao Criador são convergentes – a divergência é uma condição meramente humana, que ainda fala do egoísmo milenar ao qual viveis escravizados.

Pensai mais e de modo mais abrangente do que tendes pensado até então. O Cristo foi, sobre a Terra, a personificação do amor.

Não vos esqueçais de que o Amor vos conduz ao Reino dos Céus antes que a Verdade seja capaz de fazê-lo.

Filhos, não vos creiais redimidos pela vossa crença. A verdade tão somente liberta -liberta a criatura encarcerada na ilusão para que, através do esforço imprescindível, ela dê inicio ao seu processo de sublimação espiritual.

Estendei as vossas mãos e sede fortes e unidos contra o materialismo avassalador, que – este sim – representa o perigo real para a Humanidade.

Médium / Espírito: Carlos A. Baccelli / Bezerra de MenezesA Coragem da Fé (livro)

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O Evangelho no Lar

UMA PROVA DA PROTEÇÃO DO LAR, PELA ORAÇÃO

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI

No livro Os Mensageiros, de André Luiz, é lembrada a imensa força da Oração, pelos mentores que estavam visitando a casa de Isabel, uma senhora viúva, com muitos filhos, grande luta para sobreviver, mas muito digna, espiritualizada, honesta e que mantinha o hábito constante da oração, e fazia o Evangelho no Lar. Numa oportunidade, formou um temporal, forte ventania e chuva.

André Luiz observou a essa altura de chuva intensa que formas sombrias, algumas monstruosas, muitas parecendo verdadeiros animais, se arrastavam na rua, à procura de abrigo convincente. Reparei, diz, que muitas tomavam a direção da casa de Isabel e, depois de alguns passos, recuavam amedrontadas. André temeu por aquelas presenças. O mentor Aniceto, o tranquilizou. 

“Não temam. Sempre que ameaça tempestade, os seres vagabundos da sombra se movimentam procurando abrigo. São os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações mais fortes dos sentidos físicos. Encontram-se ainda colados às expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os incomodam tanto quanto ao homem comum, distante do lar. Buscam, de preferência, as casas de diversão noturna, (casa de jogos, bares, boates) onde a ociosidade encontra válvula nas dissipações. Quando isto não se lhes torna acessível, penetram as residências abertas, considerando que, para eles, a matéria do plano ainda apresenta a mesma densidade característica.

”Fala o mentor, “observem como se inclinam para cá, fugindo em seguida, espantados e inquietos. ESTAMOS COLHENDO MAIS UM ENSINAMENTO SOBRE OS EFEITOS DA PRECE. Nunca poderemos enumerar todos os efeitos da oração. Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só curso de ILUMINAÇÃO INTERIOR, MAS TAMBÉM PROCESSO AVANÇADO DE DEFESA EXTERIOR, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça.

O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm à distância, procurando outros rumos…” Resultados da Oração: – acalma a mente, traz equilíbrio ao ser, ajuda a harmonia do organismo, favorecendo a saúde, atrai boas companhias espirituais, tranquiliza-nos, nos dá esperança e afasta seres inferiores de vibrações negativas. Permite que nosso Anjo da Guarda encontre um canal aberto para comunicar-se conosco. E tantos outros benefícios. A oração sincera é meio de comunicação que promove o encontro do homem com Deus.

RAE
Escrito por Jairo Capasso

Fonte: União Espírita Piracicaba

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Conversa com Jesus (Maria Dolores)

Postado por Jocélia Quintiliano Maurício

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Conversa com Jesus (Maria Dolores)

 

 Senhor! Não lastimamos tanto

 Contemplar no caminho a penúria sem nome,

 Porque sabemos que socorrerás

 Os famintos de pão e os sedentos de paz;

 Dói encontrar na vida

 Os que fazem a fome.

 

 Ante aqueles que choram

 Não lamentamos tanto,

 Já que estendes o braço

 Aos que gemem de angústia e cansaço;

 Deploramos achar nas multidões do mundo

 Os que abrem na Terra as comportas do pranto.

 

 Não lastimamos tanto os que se esfalfam

 Carregando a aflição de férrea cruz,

 De vez que nós sabemos quanto assistes

 Os humildes e os tristes;

 Lastimamos os cérebros que brilham

 E sonegam a luz.

 

 Não deploramos tanto os que suportam

 Sarcasmo e solidão na carência de amor,

 Porquanto tens as mãos, hora por hora,

 No consolo e no apoio a todo ser que chora;

 Lamentamos fitar os amigos felizes

 Que alimentam a dor.

 

 É por isso, Jesus, que nós te suplicamos:

 Não nos deixes seguir-te o passo em vão,

 Que o prazer do conforto não nos vença,

 Livra-nos de tombar no pó da indiferença…

 Inda que a provação nos seja amparo e guia,

 Toma e guarda em serviço o nosso coração.

 

 Pelo Espírito Maria Dolores

 

 Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Antologia da espiritualidade

 

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SÓ APÓS MUITAS GERAÇÕES…

Postado por Franco Marco

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Jorge Hessen
http://aluznamente.com.br

Durante a Revolução Francesa, a Comissão de Segurança Pública deu permissão para utilização de um castelo nos arredores de Paris como um curtume a fim de processar couro de pele dos corpos de pessoas executadas pela guilhotina. Na época, um grande número de cavalheiros usavam calças e botas da moda produzidas a partir da matéria-prima (pele humana) considerada flexível e de alta qualidade.

Faziam-se também coletes durante esse reinado do terror na França do século XVIII. À época, Saint-Just cresceu para se tornar um líder político e bárbaro comandante militar. Há uma história de que Saint-Just estava fazendo umas investidas em uma bela mulher, mas teria sido completamente desprezado. Em um dia de fúria, ele prendeu e matou a dama, sendo sua pele removida por um cirurgião, curtida e transformada em um colete da moda, que ele usava todos os dias.

Recentemente, cientistas da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, confirmaram por meio de análises que o livro “Des destinées de l’ame”, do escritor francês Arsène Houssaye, foi encadernado com pele humana pelo médico Ludovic Bouland. (1) O livro faz parte do acervo da biblioteca Houghton, dessa universidade. Entre três títulos testados, esse foi o único livro feito com a técnica conhecida como bibliopegia antropodérmica (encadernamento com pele humana). (2)

Caso semelhante está presente na coleção da biblioteca Athenaeum, de Boston, onde se encontra um livro intitulado Hic Liber Waltonis Cute Est Compactus, encadernado com a pele de George Walton, um famoso assaltante do século XIX que morreu de tuberculose na prisão em 1837. George pediu que, após sua morte, sua pele fosse utilizada para encapar um volume de sua autobiografia, que seria apresentada a John Fenno, ex-vítima de roubo que teria bravamente sobrevivido após ter sido baleado. O livro permaneceu com a família de Fenno até ser doado à biblioteca.

Ante tais estranhas ocorrências, somos convidados a elucubrar sobre a linha limítrofe entre a racionalidade e a moralidade humana. Atualmente discorre-se bastante sobre o progresso social adquirido; contudo, o que se entende por progresso? Pode algumas vezes soar como um vocábulo vazio que reverbera nas barbaridades descritas acima. Entretanto, há 40 anos o homem pisou na Lua, dando início a eventos posteriores que evidenciaram o progresso da Ciência, no campo das descobertas espaciais. Porém, há que se observar o atraso moral do homem na Terra, apesar de todo o progresso científico-material realizado. Sabemos que o progresso material caminha na frente, ao passo que o crescimento moral vai sempre marchando em segundo plano.

Raciocinemos um pouco mais sobre isso. Elucida a Doutrina dos Espíritos que em delicado “dégradée” evolutivo o homem vai gradualmente vivenciando suas experiências nos diversos graus de desenvolvimento. Ante as diretrizes da Lei de Evolução, o “homem passa palmo a palmo da barbárie à civilização moral”. (3) Explicam os Espíritos que “o senso moral, mesmo quando não está desenvolvido, não está ausente, porque existe, em princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os transforma mais tarde em seres bons e humanos. Ele existe no selvagem como o princípio do aroma no botão de rosa de uma flor que ainda não se abriu”. (5)

Estamos constantemente diante dos paradoxos existenciais. Como compreender a experiência de criaturas bestiais, quase selvagens, no seio de seres ditos civilizados? “Da mesma maneira que numa árvore carregada de bons frutos existem temporãos. Elas são selvagens que só têm da civilização a aparência, lobos extraviados em meio de cordeiros. Os Espíritos de uma ordem inferior, muito atrasados, podem encarnar-se entre homens adiantados com a esperança de também se adiantarem; mas, se a prova for muito pesada, a natureza primitiva reage”. (5)

Este é um entendimento coerente, quando compreendemos a bênção da reencarnação. Como se observa na elucidação dos Luminares do além: “A Humanidade progride. Esses homens dominados pelo instinto do mal, que se encontram deslocados entre os homens de bem, desaparecerão pouco a pouco como o mau grão é separado do bom quando joeirado. Mas renascerão com outro invólucro. Então, com mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. O exemplo temos nas plantas e nos animais que o homem aprendeu como aperfeiçoar, desenvolvendo-lhes qualidades novas. Só após muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna mais completo. Esta é a imagem das diversas existências do homem”. (6)

É dessa forma que evoluímos – lentamente, renascendo e (re)morrendo nos diversos estágios dos mundos, consoante categorização proposta pelo lente lionês, designando-os de mundos “primitivos”, de “expiação e provas” (atualmente na Terra), de “regeneração”, “ditosos e divinos” até chegarmos, após milênios, ao mundo dos venturosos, onde tão-somente impera o bem e tudo é movido por anseios sublimes e todos os sentimentos são depurados.

Notas e referências bibliográficas:

(1) No livro há uma dedicatória manuscrita por Ludovic Bouland, afirmando que a pele de uma mulher com problemas mentais, morta por um derrame, havia sido usada na capa.
(2) Disponível em http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/06/0… acesso 20/06/2014
(3) Kardec, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 129. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. XXV, item 2.
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio [de Janeiro]: Ed. FEB, 2009, questão 754
(5) Idem questão 755
(6) Idem questão 756

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