O livre-arbítrio nos deu direito de pecarmos

José Reis Chaves

Tudo que Deus cria é sempre bom, pois, é com amor infinito tudo que Ele faz. E é, também, por isso que tudo que procede Dele dá certo. Ele nos deu o livre-arbítrio que, sem dúvida, só pode ser um bem para nós, o que, de fato, percebemos de um modo muito claro e convincente. E assim, sabemos que Deus jamais nos dotaria de um mal. Se o mal existe em nós, portanto, é criação nossa, ou seja, de nosso citado livre-arbítrio.

Kardec, que Léons Dénis, da Academia Francesa, chamou de “O Bom Senso Encarnado”, orientado por espíritos bons e iluminados, nos ensinou uma grande verdade: a de que nós fomos criados simples e ignorando tudo, mas que evoluímos com nossa inteligência. E, assim, vamos aprendendo o que é certo e o que é errado. Então, a nossa opção pela prática do mal, em vez de ser para a prática do bem, é da nossa inteira responsabilidade.

Leia também no Portal Mundo Maior o artigo Plano reencarnatório e livre arbítriohttps://portalmundomaior.com.br/artigo/plano-reencarnatorio-e-livre-arbitrio

Está, pois, errado quem pensa que se o mal que fazemos é proveniente de nosso livre-arbítrio, então, Deus poderia ter uma certa culpa pelos males que fazemos, pois, foi Ele que nos criou com esse livre-arbítrio. Não, não é bem assim. Deus não tem nenhuma responsabilidade pelos males que fazemos oriundos da nossa vontade ou livre-arbítrio, pois, junto com esse grande bem, Deus nos deu também, ao mesmo tempo, a capacidade de sabermos o que é o bem que devemos fazer e o que é o mal que devemos evitar. É por isso que as crianças, antes de seus sete anos, são consideradas sem culpas pelos erros que cometem, pois, ainda não sabem bem distinguir o que é certo do que é errado. Mas, à proporção que elas vão crescendo, vão evoluindo e aprendendo a distinguir o certo ou moral do que é errado ou imoral.

Diante dessas questões relacionadas com o nosso livre-arbítrio, sobre as quais já falamos que Deus não tem culpa nenhuma por nossos erros cometidos, por Ele nos ter dado esse livre-arbítrio, que nos dá a liberdade para pecarmos, é verdade.  Mas refletindo mais sobre o assunto, se pelo nosso livre-arbítrio, podemos cometer um pecado grave, pelo qual poderíamos ser condenados ao inferno de terríveis sofrimentos e para sempre, como Dante Alighieri (Século 13) ensinou  em sua  famosa obra poética “Divina Comedia”, na época apoiada pela Igreja, ainda pouca evoluída, poderíamos pensar que seria melhor para nós não termos esse tal de livre-arbítrio, que nos beneficia por um tempo, mas que, como vimos, poderia ser causa de um sofrimento sem fim para nós, e assim, poderíamos concluir que Deus errou grande, criando-nos com esse tal de livre-arbítrio? Não, os teólogos cristãos é que erraram, criando doutrinas errôneas dantescas e vingativas em nome de Deus!

Autor: José Reis Chaves

Fonte: Portal do Espírito

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Doenças do comportamento

Joanna de Ângelis

A vida mental responde pelas atitudes comportamentais, expressando-se em formas de saúde ou doença conforme o teor vibratório de que se revista.

O bombardeio de petardos contínuos, portadores de alta carga destrutiva, agindo sobre os tecidos sutis da alma, desarticula as engrenagens do perispírito que reflete, no corpo e na emoção, as enfermidades de etiologia difícil de ser detectada pelos métodos comuns.

À exceção dos severos problemas de saúde defluentes das reencarnações passadas, como as viroses e psicoses profundas, as mutilações e deficiências traumatizantes, as baciloses e idiotias irreversíveis que se gravaram como necessidade provacional ou expiatória, grande parte dos males que pesam na economia da área do equilíbrio fisiopsíquico decorre da ação da mente desgovernada, sujeita à indisciplina de conduta e, sobretudo, rebelde, fixada aos caprichos das paixões mais primitivas.

É natural e justo que a descarga mental desagregadora lançada contra alguém, primeiramente atinja os equipamentos que lhe sustentam a onda emissora.

Acumulando cargas deletérias, desconjuntam-se os delicados tecidos sustentados pela energia, ocasionando os desastres no campo da inarmonia propiciadora de distúrbios variados e contaminações compreensíveis.

A ação imunológica do organismo desaparece sob a contínua descarga das forças perniciosas, abrindo espaço para as calamidades físicas e psicológicas.

Relacionemos algumas ocorrências:

A impetuosidade bloqueia a razão e desarticula o sistema nervoso central.

A queixa e o azedume emitem ondas pessimistas que sobrecarregam os sistemas de comunicação, produzindo envenenamento mental.

A ira obnubila o discernimento e produz disfunções gastrintestinais pelos tóxicos que lança na organização biológica.

A mágoa enlouquece, em razão de produzir fixações que se transformam em monoideísmo avassalador.

A insatisfação perturba o senso de observação e afeta o ritmo circulatório, promovendo quadros depressivos, ou excitantes e prejudiciais.

O ciúme enceguece e desencadeia disritmias emocionais pela tensão que domina os neurônios condutores do pensamento.

A maledicência incorpora a calúnia e ambas desorganizam a escala de valores, aumentando os estímulos no aparelho endocrínico que se exaure.

A ansiedade e o medo desestruturam o edifício celular dando margem a distonias complexas.

A vingança, sob qualquer aspecto agasalhada, corrói os sentimentos, qual ácido destruidor, abrindo brechas para a amargura, o suicídio, a alucinação…

Não nos referimos aos componentes obsessivos, por desnecessário, que tais atitudes facultam por sintonia.

Vários tipos de cânceres, alergias e infecções na esfera física, e neuroses, esquizofrenias e psicoses na faixa psíquica, têm as suas gêneses no comportamento mental e nos seus efeitos morais.

A ação dos medicamentos e de várias psicoterapias por não alcançarem os centros mentais geradores do mau comportamento, tomam-se inócuos, quando não constituem sobrecarga nos órgãos encarregados dos fenômenos de assimilação e de eliminação…

Compreensível, portanto, que as construções positivas do bem e o cultivo das virtudes evangélicas produzam quadros de saúde e de bem-estar pelos estímulos e recursos que oferecem à organização fisiopsíquica do homem.

Mantém-te equilibrado a qualquer preço, para que não pagues o preço da culpa.

Não sejas aquele que se faz o mau exemplo.

Sê discreto e aprende a superar-te.

Vence os pequenos problemas e percalços com dignidade, a fim de superares os grandes desafios da vida com honradez.

Podes o que queres.

Resolve-te, em definitivo, por ser cristão, não te permitindo o que nos outros censuras, sem desculpismos nem uso de medidas infelizes com as quais esperas do próximo aquilo que ainda não podes ser.

Da obra Seara do Bem pelo Espiríto Joanna de Ângelis psicografia  Divaldo Franco  em Viseu, Portugal, 08.10.1983.

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Hipertensão: a causa está no espírito

Associação Médico-Espírita (AME-PR)

A Doutrina Espírita afirma que a causa das nossas doenças está no espírito e as lesões do corpo físico são projeções doentias do pensamento e dos sentimentos, mais especificamente do ego, da personalidade ou máscara.

“No caso da hipertensão arte rial, do ponto de vista da Medicina puramente materialista, suas causas podem ser renais, glandulares e cardio-circulatórias, porém a mais comum é de origem desconhecida, a chamada hipertensão essencial. Mas, no paradigma espírita, a causa está no espírito”, declara Júpiter Villoz Silveira, médico endocrinologista e vice-presidente da Associação Médico-Espírita (AME) de Londrina (PR), que tratou do tema no IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita (Medinesp 2003), realizado em junho, em São Paulo (SP).

Júpiter lembra que o neurologista Antônio Carlos Costardi, de Taubaté (SP), autor de vários livros sobre a mente, entre eles “Um condomínio chamado família”, faz essa afirmação há anos. “Costardi nos diz que a hipertensão arterial sistêmica ocorre em pacientes com personalidade controladora, que, ao perderem o controle de uma determinada situação, geram um sentimento de raiva que, descarregado sobre o seu próprio corpo somático, produz, entre outras coisas, a hipertensão arterial”, afirma.

Para provar a tese de que todas as pessoas hipertensas têm personalidade controladora e traçar um perfil psicoespiritual do hipertenso, Júpiter convidou, este ano, aleatoriamente, pacientes hipertensos, tanto de seu consultório, como da instituição Casa do Caminho, de Londrina, que estivessem dispostos a participar do trabalho de investigação. As pessoas escolhidas foram de ambos os sexos, de 20 a 50 anos. Posteriormente, elas foram encaminhadas ao Instituto Reviver, clínica do médico Cláudio Sproesser, que trabalha com as doutoras Eliane Alves de Andrade e Marilene Moreli Padoa, onde passaram por testes em que foi avaliada a história detalhada de suas doenças e promovidos testes psicológicos. “Após anamnese detalhada e aplicação de testes como o Warteg, eles encontraram os seguintes resultados: intolerância, pessoas dominadoras e baixa auto-estima”, relata (a anamnese é a informação sobre o princípio e evolução de uma doença até a primeira observação do médico, e os testes de Warteg são avaliações psicológicas do paciente). “Entre a população avaliada, a intolerância e o comportamento dominador obtiveram um perfil de 100%. Já em relação à baixa autoestima, o índice constatado foi de 90% e o nível de estresse dessa população está numa escala altíssima”, completa Júpiter.

De acordo com Júpiter, aqueles que apresentam faixa etária acima de 40 anos e/ou aqueles que fumam, independentemente da idade, segundo a literatura médica, já estão na probabilidade da ocorrência de apresentarem ou já estarem apresentando alterações cardio-vasculares. “Mas, podemos afirmar que, independentemente do grau de cultura, a conscientização quanto à espiritualidade é fator predominante no equilíbrio da qualidade de vida do paciente”, diz.

O vice-presidente da AME-Londrina também aponta que, através dos protocolos avaliados, é possível identificar características quanto ao “eu” do indivíduo na sua afetividade, a sua ambição, sexualidade e proteção. “Pode-se notar algumas características comuns entre essas pessoas, como insegurança, busca de proteção, negação da sua individualidade, repressão da angústia, objetivos indefinidos e dificuldades quanto a sua sexualidade. Cabe ressaltar que também foram constatadas outras características distintas, sendo algumas positivas”, lembra.

Centro coronário

Segundo André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicos-somáticas organizadas. Dele, parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.

“A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes e infelizes de sua motivação consciencial no campo do destino”, finaliza Júpiter.

“Na obra de André Luiz, fica muito claro que o espírito é o responsável, através de seus sentimentos em desequilíbro, pelas lesões perispiríticas que se traduzem como doenças no corpo físico.”

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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Revelação versus Reinterpretação

Benigno Ferreiro Rodrigues

O Livro dos Espíritos - Questão 513a

Em que pese o respeito e a admiração aos ilustres confrades espiritistas do lado de cá das trincheiras do Cristianismo Redivivo, a quem rendemos nossas mais calorosas homenagens, mister se faz, tecer algumas considerações ímpares a respeito dos trabalhos de divulgação doutrinária nos Centros declaradamente Espiritistas.

Há algum tempo visitamos Centros de diversas organizações administrativas, sobretudo, aqueles em cujas atividades verificam-se tendências exclusivamente espiríticas. Pois bem. Nestes mesmos Centros, observamos, salvo melhor juízo, um ajustamento inseguro em torno das obras básicas da Codificação.

Com efeito, notamos com certa frequência que a iniciação espírita (desde que, e quando, realizada sob tal rubrica), a mais das vezes é efetuada por intermédio de apostilas suscintamente preparadas para tal finalidade, especificamente para os locais onde serão ministrados os respectivos cursos ou mesmo por outros Centros de Excelência que se prestam a interpretar a Doutrina Espírita sob a óptica particular dos seus grupos de estudos. Daí nos perguntamos se tal procedimento constitui informação segura ao principiante da Doutrina.

Além disso, verificamos ainda certa padronização dos trabalhos no âmbito das respectivas Casas, mais precisamente em relação as pessoas reincidentes dos chamados “tratamentos de obsessões”, as quais acabam por engrossar inúmeras vezes as fileiras dos perturbados de toda ordem, embora acusem certa vivência nestes mesmos locais de atendimento. Forçosamente nos perguntamos novamente se isso não se deve ao fato de a Doutrina Espírita não estar sendo compreendida por tais pessoas de maneira satisfatória. E mais, se há ligação entre a iniciação doutrinária e a reincidência de pessoas nas filas de obsedados! Em havendo, quais seriam então as providências cabíveis? Será que o espiritismo bem compreendido e bem sentido não reduziria o número de obsedados reincidentes?! Meditemos pois.

É inegável, por outro lado, a contribuição dos prestimosos grupos de estudos em torno da divulgação das mensagens dos Espíritos. Todavia, perguntamo-nos mais uma vez, se realmente faz-se necessário reinterpretar as obras de Allan Kardec para efeito de entendimento da Filosofia, Religião e da Ciência Espírita, ao menos em suas linhas gerais. E se assim não o é, por que esses mesmos Centros declaradamente Espiritistas não iniciam os Estudos Doutrinários, preferencialmente, através das Obras Codificadas, sem prejuízo da adoção das obras complementares do mesmo Autor (Revista Espírita).

Talvez nossas impressões não sejam oportunas e esta é uma hipótese segundo a qual acreditamos não podermos nos desvencilhar por completo neste parecer. Daí porque sentimo-nos no dever de enfrentá-las sob o prisma de nossas próprias luzes, o que efetivamente não nos isenta de eventual refutação daqueles que desejam exprimir sua própria experiência a respeito do tema, refutação esta que, aliás, muito nos honraria.

Sabemos, sobremaneira, da necessidade da união dos seres em torno do fraternalismo cristão, mormente entre os Confrades Espiritistas de boa-fé, cujas frentes de serviços nestes mesmos Centros de Excelência, muito enobrecem à Causa Espírita.

As questões aqui levantadas, por seu turno, estão longe de determinar a este ou aquele dirigente um proceder sistematizado, tendo em vista tão somente o levante de quem quer que seja, contudo, a questão da iniciação doutrinária nas organizações administrativas de cunho espirítico demanda, a bem da verdade, reflexão isenta de todos os espiritistas sinceros.

No mais, nossas saudações aos confrades, desejando a todos, desde logo,

Muita paz!

Benigno.

Fonte: Espiritualidade e Sociedade

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A culpa como gatilho da fibromialgia

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

O câncer da culpa está conectado à rigidez comportamental. A pessoa rígida, inflexível e “cabeça dura”, devido ao comportamento de prepotência que estrutura seu padrão mental, cria muita dificuldade para lidar com os desacertos e fracassos seus e dos outros.

Sendo a culpa um complexo de fixação mental, e funciona em circuito fechado, ou seja, o culpado mergulha-se ensimesmado e permanece girando ao torno da culpa cristalizada, exatamente por não se perdoar diante dos seus limites e fracassos. O culpado, por não confiar em si mesmo, achando-se impotente e incapaz realimenta energias mentais deletérias provocando a formação diversas patologias, em face da toxidade energética conservada.

A culpa está vinculada ao rigorismo comportamental e ao padrão de prepotência, ou desejo de onipotência, que encontraremos nas pessoas controladoras, e obviamente tal característica da personalidade rígida reverbera no corpo físico, provocando as chamadas “doenças da rigidez”.

Os perfeccionistas tendem a dar uma importância superlativa a tudo que fazem, e se autoexigem, em face do orgulho manifesto. Os superexigentes são geralmente detalhistas e jamais estão satisfeitos com os resultados que obtêm.

As patologias mais comuns da rigidez e do perfeccionismo estão ligadas às alterações ósseas e musculares, causando incômodos como dor intensa e limitações aos movimentos, prejudicando a qualidade de vida dos mesmos. A mais comum é a fibromialgia ou síndrome de amplificação dolorosa, que é uma doença musculoesquelética difusa, caracterizada por dores no corpo, fadiga e alterações no sono.

Notamos claramente a rigidez, a inflexibilidade e o egocentrismo das pessoas que exibem o olhar para si mesmas, supervalorizando a sombra do “ego”, e que ante os fracassos inadmissíveis desmoronam-se na culpa por lhes faltar a mansidão e a humildade do arrependimento sincero.

Como a rigidez e a culpa se correlacionam e seguem um regime de retroalimentação tóxica, poderemos compreender que diversas doenças autoimunes, o câncer, a depressão, ansiedade generalizada têm ligação com a culpa e com os padrões de inflexibilidade e intolerância psicológica individual e coletiva, sob a forma de intransigência.

Podemos dizer que a culpa é um processo de auto-obsessão, podendo ser considerada um monoideísmo ou fixação mental. É verdade que nem sempre a culpa é acompanhada de quadros obsessivos, principalmente aqueles que ressignificam a culpa e se perdoam.

Os que se situam em padrões de prepotência e desejos de onipotência, os donos da verdade, os rígidos e intransigentes, que não admitem os erros e fracassos acabam mergulhados nas culpas, sendo alvos preferidos dos obsessores, que nem sempre são os credores do passado, mas estão sintonizados e se adaptam com as pessoas rígidas.

A culpa, a rigidez consigo e a mágoa como fixações mentais se expressam pela ausência do autoperdão e do perdão ao outro. Comumente a autopunição ou autoflagelo e a vingança acompanham estas fixações mentais e suscitam estados ansiosos e depressivos, assim como desarranjos nas estruturas celulares que são determinantes para múltiplas patologias orgânicas.

Portanto torna-se emergencial o trabalho constante e diuturno do autoacolhimento amoroso, da autoaceitação, da autoconfiança, da autovalorização e do autorrespeito do autoperdão, para o restabelecimento do sistema homeostático do corpo, da mente e da consciência.

Acreditamos que as outras pessoas são extensões de nós mesmos, em face disso ativamos o mecanismo de projeção psicológica atirando no outro as nossas sombras egoicas. Quando começamos a nos autoconhecer, nos identificando com as virtudes que somos em latência, partimos para a ressignificação do ego, que é a tentativa de compreender nossas atitudes, assim como das demais criaturas.

A ressignificação é a abertura das janelas do autoperdão e do perdão ao outro que diluem as mágoas e as culpas conscienciais.

Numa perspectiva profunda de saúde, ou seja, a que leva em conta as questões espirituais, psíquicas, emocionais e físicas, a fibromialgia, por exemplo,  está relacionada a processos nos quais há um bombardeio psíquico das células do corpo devido a processos como a auto rejeição, a inquietude, a impaciência, a raiva, a mágoa, o desgosto dentre outras citadas acima.

O gatilho da auto rejeição é puxado todas as vezes que alguém rejeita a pessoa austera. É como se, em algum nível, ainda estivessem tendo a mesma reação acriançada de achar que não tem valor quando alguém demonstra ter ficado insatisfeito com ela.  Tal acontece quando a pessoa, por situações específicas pelas quais todos passamos, tais como perdas, conflitos intrapessoais (consigo mesmo) conflitos interpessoais (com as outras pessoas), equívocos que geram culpa, que ela não aceita, resultando em um processo de rejeição de si mesma e de outras pessoas. Isso gera no psiquismo uma rejeição que é projetada no próprio corpo, que responde com as dores.

A inquietude é resultante da ansiedade produzida pela tentativa de controlar as questões externas, que dizem respeito a ações de outras pessoas que o inquieto não tem como intervir, mas mesmo assim deseja controlar, resultando em um estado de tensão que também afeta o corpo físico.

Os Sentimentos como raiva, irritação, mágoa também geram bombardeios mentais muito intensos sobre as células do corpo, fazendo com que fiquem como se estivessem inflamadas, resultando em dores como no caso da síndrome da fibromialgia.

Para que haja a libertação dessas doenças da rigidez, é fundamental saber que o nosso corpo é bastante sensível ao nosso estado mental. Por isso, numa visão mais profunda das patologias e nas abordagens abrangente  da Medicina, recomenda-se o exercício das virtudes da serenidade, da calma, da paciência, da tolerância, da aceitação das coisas que não podemos mudar, da autoaceitação, do autoperdão, dentre outras, como terapêutica eficaz para que a nossa mente se aquiete e se pacifique.

Isso irá gerar em vez do bombardeio mental, uma energia mental salutar que produzirá um bem-estar às células, que responderão com suavidade e libertação da dor pela reversão das doenças.

Jorge Hessen

Fonte: Artigos Espíritias – J.Hessen

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Pensamento, livre-arbítrio e razão

Djalma Santos

Citações em imagens: Livro dos Espíritos – Questão 1 - Projeto Conhecer,  Sentir, Viver Kardec

Deus é a inteligência suprema, a energia cósmica que rege as Leis Divinas do mundo em que vivemos, numa interação energética incrível, que faz com que Deus esteja em tudo e que tudo esteja em Deus.

Deus criou o homem, que ao atingir o mundo hominal, recebe dois instrumentos que serão incorporados a sua estrutura eletromagnética; o pensamento contínuo e o livre-arbítrio. Com o pensamento contínuo, o homem terreno vai co-criar juntamente com Deus, todas as coisas necessárias ao crescimento e desenvolvimento do ser humano; e com o livre-arbítrio, ele terá a oportunidade e a liberdade de escolher o que for do seu agrado e melhor para si.

Através de reencarnações sucessivas em mundos materiais, o espírito imortal envergando uma roupagem carnal, cresce e se aperfeiçoa, dilatando as forças de seu pensamento contínuo, ligado à mente imortal; e ao mesmo tempo, realiza diuturnamente, um processo de escolhas por intermédio do livre-arbítrio, que na fase atual, não é ainda a capacidade de escolher, e sim a liberdade de escolher, porque a capacidade, só chegará ao homem depois de muitos e muitos séculos de existência material.

Essa liberdade de escolher proporcionada pelo livre-arbítrio permite que cada ser humano possa tomar suas próprias decisões, experimentando erros e acertos, sem por isso deixar decrescer, de evoluir e transcender, superando as dificuldades, e alcançando ao final da jornada terrena a sua iluminação.

O desconhecimento por parte da maioria das pessoas, da força do pensamento contínuo, e da liberdade do livre-arbítrio, leva sempre o homem a muitos enganos, por lhe faltar coragem e discernimento para pensar, e também, por querer opinar sobre tudo e todos, usando a liberdade e não a capacidade de escolher. Se o homem não fosse dotado do pensamento e do livre-arbítrio, certamente seria robô, automatizado eletronicamente, e sem a liberdade de usar o pensamento para escolher a melhor maneira de ser feliz.

Ficaria sujeito a uma vontade superior que o comandaria, durante todo o período de sua vida física; mas Deus não faz intervenção na vida de nenhum de seus filhos; não dá prêmios, como também não dá castigos; mas deixa que cada um, através dessa liberdade escolha, encontre sua maneira peculiar de evoluir.

A evolução se torna mais fácil, quando viajor da eternidade passa a cumprir, com rigor, as Leis Divinas que regem a vida cósmica, assim como as Leis dos homens que, na realidade, correspondem a uma extensão das Leis Divinas, e têm o seu valor próprio, pois servem de freio para as nossas investidas nas fronteiras alheias.

As Leis humanas representam à sociedade em que vivemos, e punem todos aqueles que se rebelam contra os poderes elaborados pelos representantes da maioria, escolhidos democraticamente, controlando de certa forma, o livre-arbítrio das pessoas; mas só passamos a obedecê-las na íntegra, quando atingimos à razão, que é o estágio nobre da evolução humana. Enquanto não ganhamos à razão, jornadeamos na Terra, comandados pelo instinto de conservação, que um determinismo divino, que também serve de freio, para segurar a nossa intemperança mental.

A finalidade maior do pensamento contínuo e do livre-arbítrio é nos preparar, através de experimentações no campo da carne e do espírito, para a conquista da razão, que em síntese, é o nosso objetivo final, ou seja, o processo mental mais elevado, que só se realiza, depois de muitas atividades no campo da carne e do espírito, e depois de muitas vidas.

Quando atingirmos o estágio da razão, estaremos conscientizados do nosso papel como cocriadores juntamente com Deus, e a nossa mente imortal, totalmente evoluída, estará unida de uma forma indescritível com a mente divina. A razão nos tornará brandos, pacientes, moderados, simples, meditativos, silenciosos, compassivos e cheios de sentimentos de compaixão, solidariedade, compartilhamento e caridade.

Ocorre conosco, um desapego aos bens transitórios da vida terrena; passamos a não alimentar nenhuma ambição pelas posses dos bens materiais; deixamos de corrigir os outros, e passamos a nos corrigir, o que é de suma importância para as nossas vidas, que passa afluir com intensidade calma e serena, levando-nos a candidatarmos às mansões gloriosas da eternidade de Deus.

Djalma Santos

Fonte: Correio Espírita

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Nuvem de testemunhas

Sérgio Machado

Se utilizarmos um telescópio, veremos na nossa galáxia, que é subdesenvolvida, 100 bilhões de estrelas. Ficaremos entediados de contar as estrelas de 10 bilhões de galáxias.

Se utilizarmos um veículo com a pequena velocidade de 360 mil km/s e partirmos da Terra para alcançar a extremidade da galáxia, gastaremos a bagatela de 50 mil anos-luz.

Numa cabeça de alfinete, encontram-se 8 sextiliões de átomos, separados uns dos outros por distâncias maiores do que suas dimensões. Se pudéssemos contá-los com a velocidade de um milhão a cada segundo, contaríamos o último 2530 séculos depois. Quem duvidar, faça a conta.

Muito daquilo que vemos não é mais do que aparência. A realidade é outra. O sol parece girar em torno de nós e a Terra parece imóvel, mas a realidade é outra. Deslumbramo-nos com Mozart, num dos seus harmoniosos concertos, encanta-nos os ouvidos, mas o som não existe! Não passa de uma impressão dos nossos sentidos, vibrações do ar de certa amplitude e velocidade, silenciosas por si mesmas. Sem o nervo auditivo não haveria sons, só movimento. O mesmo podemos pensar sobre a luz que põe em vibração o nervo óptico.

Quem ou o que decidiu sobre nossa existência, sobre o seu valor? Por mais que procuremos, abrem-se apenas três caminhos: da religião, da filosofia e da ciência.

A existência da ordem no seio do caos é outra emergência dessa estranheza lógica. Como explicar a existência de uma tal ordem no âmago do caos? Num universo submetido a entropia, irreversivelmente arrastado para uma desordem crescente, por que e como aparece a ordem? O homem comum lembraria de uma Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas e a chamaria de DEUS!

As galáxias, o som, a luz, manifestam a glória de Deus e anunciam a obra de suas mãos.

Cientistas e filósofos concordam que hoje, a Física Quântica toca de modo surpreendente a Transcendência, acreditando que estamos diante do primeiro encontro explícito entre Deus e a ciência.

Qual o sentido último do Universo e da existência humana? Kant, lançando as bases da moderna Antropologia Filosófica, resume estas indagações numa só: “Que é o Homem?”

A consciência adormecida é preenchida pelo Ter em detrimento do Ser. Muito mais do que a mera forma exterior, é o teor de nossos actos e palavras que nos distinguem. Um pesquisador japonês, Dr. Masaru Emoto, afirma ter provado que pensamentos e sentimentos, interferem no processo de cristalização da água. Ele afirma que a estrutura cristalina da água é afectada pela “energia de vibração” de pensamentos, actos, e até mesmo de palavras e músicas. A água absorve, armazena e conduz energia. O que não farão os pensamentos (bons ou maus) ao nosso corpo, constituído por 70% de água…!

Dr. Dean Hamer, um grande estudioso da genética do comportamento e autor do livro O Gene de Deus, constatou que o nosso DNA possui cerca de trinta e cinco mil genes – quando se pensava que eram cem mil – e um desses genes, ele definiu-o como sendo o gene de Deus: o VMAT2. O Dr. Hamer e a sua equipa pesquisaram mais de dez mil gémeos idênticos e constataram que gémeos nascidos nas Filipinas – um sendo mandado para a Austrália, o outro para a Nova Zelândia, ou outro lugar qualquer – acreditavam em Deus. As experiências foram longas e eles constataram que crer em Deus é um fenómeno genético. Ter uma religião é um fenómeno sociológico. Temos a religião dos nossos pais, da família, do meio social, da educação. Jesus referiu-se a essa questão de forma interrogativa: Não está escrito que vós sois deuses? Portanto, podeis fazer tudo que eu faço e muito mais, se quiserdes. Então, é necessário que desenvolvamos esse Deus interno.

Mas a nossa atenção deve virar-se para a Fé baseada na razão, como fonte segura para encontrarmos as respostas necessárias a tudo o que actualmente nos rodeia.

Somos nós que nos enredamos nos infernos das nossas más acções e baixos sentimentos. Somos nós, também, que construímos o nosso “céu”, mercê do esforço no Bem, no cumprimento das leis eternas. Mesmo os mais recalcitrantes acabarão por se redimir, e evoluir para estados mais felizes, pelo seu esforço, porque Deus é infinitamente justo e bom!

Paulo de Tarso afirmou: «estamos cercados por uma nuvem de testemunhas»!

Como de forma tão brilhante escreveu em poema o Humanista Chico Xavier, candidato ao prémio Nobel da paz:

 

“A gente pode

Morar numa casa mais ou menos

Numa rua mais ou menos,

Numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

 

A gente pode

Dormir numa cama mais ou menos,

Comer um feijão mais ou menos,

Ter um transporte mais ou menos,

E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

 

A gente pode

Olhar em volta e sentir que tudo está

mais ou menos.

 

O que a gente não pode

Mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos,

é sonhar mais ou menos,

é ser amigo mais ou menos,

é namorar mais ou menos,

é ter fé mais ou menos,

e acreditar mais ou menos.

 

Senão a gente corre o risco de se tornar

uma pessoa mais ou menos.”

Fonte: geae.net

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A depressão é falta de Deus?

Dra Giselle Fachetti

As pesquisas científicas mais recentes são categóricas em afirmar que a fé religiosa interfere positivamente na capacidade de recuperação de um doente. Por outro lado, existem pessoas que atribuem à sua fé religiosa seu estado de saúde plena.

Sem dúvida, a fé é um recurso transformador da mente, porém, sem discernimento ela deságua no fanatismo e no preconceito, o que é sempre pernicioso. Os bens espirituais não são materiais ou físicos, por isso, as bênçãos divinas não podem ser medidas pelo sucesso financeiro ou pelo vigor físico de um indivíduo.

“Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Mateus 6:20”

O que pretendemos discutir neste artigo é o outro lado da moeda. Será o doente um indivíduo sem fé, sem Deus? Será que o otimismo, o pensamento positivo, a boa vontade, a fé em Deus é suficiente para que tenhamos saúde?

Todas as doenças têm causas multifatoriais. Existe um componente físico, um emocional e outro espiritual. A conjunção dos três níveis de desequilíbrio é que abre as portas do organismo humano para a instalação de doenças.

Choca-me a forma recorrente e incisiva com que pessoas esclarecidas, atuantes dentro de comunidades religiosas as mais diversas, afirmam que para elas a depressão é falta de Deus. Como se se tratasse de uma questão de escolha. Chegam a cogitar que os medicamentos antidepressivos seriam os responsáveis pela doença. É lastimável que essa visão distorcida seja tão presente em nossa sociedade.

Trata-se de questão relevante, pois o doente com depressão tem ao seu lado, em sua família, pessoas com esse pensamento. O que resulta em um retardo no diagnóstico, prolonga o sofrimento do deprimido e, boicota seu tratamento. Essa visão se transfere ao doente e, ele sente-se ainda pior. Considera-se fraco, incapaz ou indolente.

As pessoas que assim pensam cometem vários erros do ponto de vista médico e, outros tantos do ponto de vista evangélico. Elas assim agem por interpretarem os sintomas dessa doença como puramente emocionais ou como falhas de caráter. Desconhecem os mistérios da mente em sua interação complexa envolvendo o universo biológico, emocional e espiritual.

O religioso precipitado julga o doente ignorando o verdadeiro mecanismo da sua doença, que é expressão de anomalia física e não de anomalia de caráter. Assim como o diabetes traduz a falta de insulina, a depressão reflete déficit de neuro-hormônios no cérebro.

Existe, logicamente, um intricado emaranhamento entre questões emocionais e o curso mais ou menos favorável dessa condição, como em qualquer outra situação de desequilíbrio orgânico.

“Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor. – Coríntios 4:5”

É interessante como a humanidade repete, incansavelmente, os mesmos erros de seu passado. Os Hansenianos contemporâneos de Jesus eram tidos como malditos e pecadores, como vítimas do castigo divino.

Sob o prisma da medicina sabemos que humor é uma função da mente regulada por neuro-hormônios. A pessoa com distúrbio do humor não está triste ou alegre. Ela está deprimida ou eufórica. Em medicina não são sinônimos, podemos ter uma pessoa deprimida e alegre e, uma pessoa em euforia e triste. A tristeza é um sentimento em reação a um fato exterior. A depressão não depende de cau sa externa, daí o termo depressão endógena.

Quando ocorre uma diminuição da produção de neuro-hormônios, especialmente da serotonina, ocorre alteração do humor no sentido da depressão. A euforia é mais rara e, associa-se a um distúrbio da mente mais severo conhecido como doença bipolar.

A depressão endógena, portanto, reflete déficit de neurotransmissores e a etiologia desse déficit por sua vez é multifatorial. A influência genética é bastante evidente. Trata-se de condição mais frequente na mulher em função da flutuação hormonal que ela sofre. A progesterona, hormônio da segunda fase do ciclo e, da gravidez, predispõe à depleção de serotonina, por isso a tendência feminina para alterações do humor na fase pré-menstrual.

Trata-se de doença com caráter cíclico e recorrente. Os episódios de depressão costumam ser longos durando entre seis meses e dois anos. Em suas formas graves pode levar a uma profunda apatia, sensação de intenso pesar que pode levar o deprimido até extremos como o do suicídio.

As formas leves muitas vezes são negligenciadas, pois tem manifestação algo diferente. A pessoa fica irritada, ansiosa, intolerante, pode desenvolver pânico ou comportamento obsessivo compulsivo. Mesmo em sua forma leve a depressão compromete bastante a qualidade de vida do seu portador, compromete ainda seus relacionamentos profissionais e pessoais. São pessoas tidas como chatas, arrogantes, perfeccionistas, intransigentes ou cheias de manias.

A Distimia é um distúrbio crônico do humor, uma forma mais leve da depressão endógena que se caracteriza por persistir por períodos maiores que dois anos e por manifestar-se com humor mais irritável do que depressivo.

Os exercícios físicos liberam endorfinas na corrente sanguínea as quais tem ação antidepressiva natural. O chocolate, fonte de triptofano, um precursor da serotonina, também tem ação antidepressiva. Atualmente existem medicamentos seletivos e seguros para o tratamento da depressão. São os antidepressivos, que não devem ser confundidos com sedativos, hipnóticos ou tranquilizantes. Estes últimos causam dependência química, o que não acontece com os medicamentos específicos para depressão.

Infelizmente, drogas ilícitas e lícitas, como o álcool, também têm algum efeito antidepressivo transitório. Isso leva, comumente, ao seu uso abusivo pelos doentes em função de um busca por alívio instantâneo do desconforto que os consomem, especialmente, naquelas pessoas que não se sabem ou não se admitem doentes.

Assim, o risco de desenvolvimento de dependência química entre os deprimidos é aumentado. Não é incomum que o diagnóstico de depressão endógena só seja feito após a instalação de uma dependência química, especialmente entre os adolescentes.

Os antidepressivos ainda que bastante eficientes devem ser associados a exercício físico e ao suporte emocional para que se obtenha um bom controle das crises depressivas. Tal medicação pode ser usada por extensos períodos, de acordo com a forma da doença e a necessidade de cada doente.

O suporte espiritual é também fundamental para o depressivo. Reduz a influência exterior negativa (obsessão) e, aumenta a capacidade de reagir à doença através da busca serena de soluções seguras. Quando afirmamos que a depressão é falta de Deus estamos julgando um doente como um simulador ou como um auto agressor. Estamos julgando o doente como fraco e, sem vontade. E pior, como distante de Deus. Quantos enganos em relação ao Evangelho do Cristo? Ele, o Cristo, nos conclama a não julgarmos, a sermos compassivos e misericordiosos.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Mateus 5:7”

Todas as doenças enfrentadas com o auxílio divino são mais leves e tornam-se instrumento de educação do espírito encarnado. Tendo fé a nossa dor tem um sentido, faz parte de um conjunto de bênçãos do criador em favor de nossa evolução rumo aos paramos celestiais. Com fé lutaremos pela vida e pela disposição, sem revolta e com inteligência.

Tendo fé usaremos todas as armas terapêuticas em nosso benefício e pelo tempo necessário conforme essa necessidade se imponha. Caso não precisemos de medicação, usaremos apenas os exercícios físicos e o apoio emocional como alternativa suficiente, já que múltiplos são os tratamentos eficazes em relação a essa doença.

A premissa que depressão é falta do que fazer, falta de Deus, chilique… É desinformada e cruel. A informação sobre essa condição permitirá que pessoas saudáveis acolham respeitosamente as necessidades dos doentes com os quais convivem.

E, para finalizarmos, levantamos uma evidência óbvia de que a depressão não tem como causa, em hipótese alguma, a falta de Deus: os índices dessa doença são semelhantes entre ateus e teístas.

Giselle Fachetti Machado

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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Barulho Demais

O tambor faz muito barulho mas é vazio por dentro.

Às vezes, deixas que qualquer problema faça barulho demais em teu mundo íntimo e te impeça de ouvir a solução que alguém esteja desejando te apresentar para ele.

Desliga-te dos ruídos perturbadores em torno, que anseiam por se sobreporem aos alvitres que o Mundo Espiritual procura fazer com que te cheguem aos ouvidos na equação dessa ou daquela dificuldade.

Não olvides que, a diferença básica entre mediunidade e obsessão está no direcionamento da sintonia.

A fonte cristalina, caso delibere pela estagnação, se transformará em pântano, mas se, tranquila, continua a deslizar encontra o leito do rio que a abraça.

Se permaneces vigilante, com o pensamento firme nos interesses de ordem superior, os sons bizarros que as trevas possam promover para que não ouças a inspiração benfeitora não haverão de subtrair dela a tua atenção.

Na Terra de agora, são tantos os barulhos externos que conspiram contra o teu recolhimento espiritual, que, não raro, torna-se difícil conseguir a necessária ambientação psíquica para uma simples prece.

Torna-te mouco para as vozes das sombras que gritam aos teus ouvidos, e lograrás registrar as palavras sempre amigas daqueles que, do Mais Além, se esforçam para dialogar contigo, aconselhando-te o melhor.

Cede o teu pensamento às vibrações positivas do Bem e o mal, por maior alarido tente fazer, com o propósito de te causar prejuízo, há de se perder sem eco ao teu redor.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 3 de Setembro de 2023.

Fonte: blog do Dr Inácio Ferreira

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Espiritismo, Única Esperança da Humanidade

Inácio Ferreira

Mensagem - REENCARNAÇÃO - COMO FUNCIONA O ENCONTRO PRÉVIO COM OS FUTUROS  PAIS

O Espiritismo, sem dúvida, em seu tríplice aspecto, na revivescência do Cristianismo, é a única esperança da Humanidade para dar sentido à existência do homem na Terra.

Infelizmente, neste aspecto, todas as demais concepções religiosas falharam, e, na atualidade, apenas vêm ampliando a influência das ideias materialistas.

Sem a concepção espírita da Vida, da imortalidade humana e a evolução do espírito, através da multiplicidade das existências, não veríamos causa transcendente na Criação, que, então, careceria de lógica em face do sofrimento que, desde o berço, o homem é constrangido a amargar.

Sem os postulados da Doutrina Espírita que, por agora, o mundo vem rejeitando, tendo em vista os interesses imediatos da sociedade, a explicação mais consentânea para a vida seria a ação do acaso – de um acaso cruel, tendo em vista as injustiças que predominam na Terra, com a opressão exercida pelo mais forte sobre o mais fraco, sempre.

Até o presente momento, desde o surgimento do homo sapiens, de cerca de 300 mil anos para cá, não surgiu no cenário intelectual da Humanidade inteira, explicação que justifique o existir da criatura encarnada, ou/e desencarnada, pois que, infelizmente, todas as demais concepções religiosas, e somadas, não passam de ingenuidade diante dos profundos enigmas da existência, e das milhares de perguntas que ficam sem respostas.

O Espiritismo, em seus Princípios Básicos, é a única doutrina, inclusive científica, que, repetimos, dá sentido à Criação, justificando-a como Divina.

Por este motivo, cremos, firmemente, que mais cedo ou tarde, a Humanidade, para continuar sobrevivendo na Terra, “herdando-a” como disse o Cristo, deverá se inclinar para o Espiritismo, e não importa com que terminologia ela venha a adotar os seus Princípios, que dão sustentação moral à Vida.

E por termos esta convicção, oriunda da Fé aliada à Razão, continuaremos a trabalhar para afastar da Doutrina codificada por Allan Kardec o misticismo e o sobrenatural, o preconceito e o fanatismo, que foram os responsáveis pela morte das religiões tradicionais – que estão, sim, literalmente, mortas!…

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de Setembro de 2023.

Fonte: blog do Dr Inácio Ferreira

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