COMO DOM PEDRO II CONHECEU JESUS

Existem pouquíssimos relatos acerca da vida do soldado romano que perfurou Jesus. O seu nome era Longinus.

Ele tinha um problema ocular no qual dificultava sua visão, e para que ninguém soubesse do seu problema de visão, e nem colocá-lo para fora do exército romano, ele procurava lutar sem medo e com destreza tinha força e velocidade em sua lança.

E com o passar do tempo, perto de se aposentar, foi enviado para Jerusalém para designar seu último serviço como comandante de guarda. Seu nome Longinus é derivado do grego que significa “uma lança”, é referido como tendo sido o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança (Jo 19,34), ou como o centurião que, na crucificação, reconheceu Jesus como “o filho de Deus” (Mt 27,54; Mc 15,39; Lc 23,47)

Durante o percurso do calvário Longinus escutou alguns homens do Sinédrio comentar que os joelhos de Jesus deveriam serem quebrados, pois, as profecias diziam que o messias não teria nenhum osso quebrado (Salmo34:20 – Êxodo12:46), e também pelo fato de que ao pôr do sol iria iniciar-se o Shabat, para que os corpos dos condenados não profanassem o dia santo, assim os seus joelhos deveriam serem quebrados para apressar a morte e para que a profecia não fosse cumprida.

Longinus escutando tal conversa articulada contra um homem humilde, já com o corpo abatido, e sem ter realizado nenhuma reclamação ou revolta estando em tal situação.

Então, no momento de quebrarem os joelhos dos crucificados, Longinus vai até Jesus, e assim para comprovar-lhe o óbito sem a necessidade dos seus joelhos serem quebrados como queria o Sinédrio, perfurou-lhe o corpo com uma lança. O líquido saído do corpo de Jesus bateu nos olhos do Longinus, curando-o instantaneamente da sua grave doença ocular, e também o curando na alma, pois atribui-se a ele as palavras de um soldado presente na hora da morte de Jesus:

“Verdadeiramente este homem era o filho de Deus.” Depois desse fato Longinus converteu-se e abandonou o exército romano.

Após abandonar o exército romano por causa de sua conversão, Longinus fugiu para Cesárea e, depois, Capadócia, na atual Turquia.

Mas, foi descoberto pelo Governador da Capadócia e denunciado a Pôncio Pilatos. No processo, foi acusado de desertor e condenado a pena de morte. Se ele renunciasse à sua fé em Jesus Cristo seria perdoado. Mas, ele se manteve firme e não renegou Jesus. Por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e sua língua cortada. Depois, foi decapitado.

Longinus foi canonizado santo pela Igreja Católica no ano de 999, pelo Papa Silvestre II. tendo recebido o nome de São Longuinho.

Depois desta vida, Longinus reencarnou várias vezes, a última sendo como o imperador Dom Pedro II.

Definitivamente proclamada a independência do Brasil, o guia espiritual do Brasil, Ismael, leva a Jesus o relato de todas as conquistas verificadas, solicitando o amparo do seu coração compassivo e misericordioso para a organização política e social do Brasil.

Corriam os primeiros messes de 1824, encontrando-se a emancipação do país mais ou menos consolidada perante a metrópole portuguesa. Os estadistas topavam com dificuldades para a organização estatal da terra do Cruzeiro. A constituição, depois de calorosos debates e dos famosos incidentes dos Andradas, incidentes que haviam terminado com a dissolução da Assembleia Constituinte e com o exílio desses notáveis brasileiros, só fora aclamada e jurada, justamente naquela época, a 25 de março de 1824.

Nesse dia, findava a mais difícil de todas as etapas da independência e o coração inquieto do primeiro imperador podia gabar-se de haver refletido, muitas vezes, naqueles dias turbulentos, os ditames dos emissários invisíveis, que revestiram as suas energias de novas claridades, para o formal desempenho da sua tarefa nos primeiros anos de liberdade da pátria.

Recebendo as confidencias de Ismael, que apelava para a sua misericórdia infinita, considerou o Senhor a necessidade de polarizar as atividades do Brasil num centro de exemplos e de virtudes, para modelo geral de todos. Assim, Jesus chamou Longinus à sua presença, e falou com bondade:

– Longinus, entre as nações do orbe terrestre, organizei o Brasil como coração do mundo. Minha assistência misericordiosa tem velado constantemente pelos seus destinos e, inspirado a Ismael e seus companheiros do Infinito, consegui evitar que a pilhagem das nações ricas e poderosas fragmentasse o seu vasto território, cuja configuração geográfica representa o órgão do sentimento no planeta, como um coração que deverá pulsar pela paz indestrutível e pela solidariedade coletiva e cuja evolução terá de dispensar, logicamente, a presença continua dos meus emissários para a solução dos seus problemas de ordem geral. Bem sabes que os povos têm a sua maioridade, como os indivíduos, e se bem não os percam de vista os gênios tutelares do mundo espiritual, faz-se mister se lhes outorgue toda a liberdade de ação, a fim de aferirmos o aproveitamento das lições que lhes foram prodigalizadas. Sente-se o teu coração com a necessária fortaleza para cumprir uma grande missão na Pátria do Evangelho?”

– Senhor – respondeu Longinus, num misto de expectativa angustiosa e de refletida esperança – bem conheceis o meu elevado propósito de aprender as vossas lições divinas e de servir à causa das vossas verdades sublimes, na face triste da Terra. Muitas existências de dor tenho voluntariamente experimentado, para gravar no íntimo do meu espírito a compreensão do vosso amor infinito, que não pude entender ao pé da cruz dos vossos martírios no Calvário, em razão dos espinhos da vaidade e da impenitência, que sufocam, naquele tempo, a minha alma. Assim, é com indizível alegria, Senhor, que receberei vossa incumbência para trabalhar na terra generosa, onde se encontra a árvore magnânima da vossa inesgotável misericórdia. Seja qual for o gênero de serviço que me forem confiados, acolherei as vossas determinações como um sagrado ministério.

– Pois bem – redarguiu Jesus com grande piedade – essa missão, se for bem cumprida por ti, constituirá a tua última romagem pelo planeta escuro da dor e do esquecimento. A tua tarefa será daquelas que requerem o máximo de renúncias e devotamentos.

Serás imperador do Brasil, até que ele atinja a sua perfeita maioridade, como nação. Concentrarás o poder e a autoridade para beneficiar a todos os seus filhos. Não é preciso encarecer aos teus olhos a delicadeza e sublimidade desse mandato, porque os reis terrestres, quando bem compenetrados das suas elevadas obrigações diante das leis divinas, sentem nas suas efêmeras um peso maior que o das algemas dos forçados.

A autoridade, como a riqueza, é um patrimônio terrível para os espíritos dos seus grandes deveres. Dos teus esforços se exigirá de meio século de lutas e dedicações permanentes. Inspirarei as tuas atividades; mas, considera sempre a responsabilidade que permanecerá nas tuas mãos. Ampara os fracos e os desvalidos, corrige as leis despóticas e inaugura um novo período de progresso moral para o povo das terras do Cruzeiro. Institui, por toda parte do continente, o regime do respeito e da paz, e lembra-te da prudência e da fraternidade que deverá manter o país nas suas relações com as nacionalidades vizinhas.

Nas lutas internacionais, guarda a tua espada na bainha e espera o pronunciamento da minha justiça, que surgirá sempre, no momento oportuno. Fisicamente consideradas, todas as nações constituem o patrimônio comum da humanidade e, se algum dia for o Brasil menosprezado, saberei providenciar para que sejam devidamente restabelecidos os princípios da justiça e da fraternidade universal.

Procura aliviar os padecimentos daqueles que sofrem nos martírios do cativeiro, cuja abolição se verificará nos últimos tempos do teu reinado. Tuas lides terminarão ao fim deste século, e não deves esperar a gratidão dos teus contemporâneos; ao fim delas, serás alijado da tua posição por aqueles mesmos a quem proporcionares os elementos de cultura e liberdade. As mãos aduladoras, que buscarem a proteção das tuas, voltarão aos teus palácios transitórios, para assinar o decreto da tua expulsão do solo abençoado, onde semearás o respeito e a honra, o amor e o dever, com lágrimas redentoras dos teus sacrifícios. Contudo, amparar-te-ei o coração nos angustiosos transes do teu último resgate, no planeta das sombras.

Nos dias da amargura final, minha luz descerá sobre os teus cabelos brancos, santificando a tua morte. Conserva as tuas esperanças na minha misericórdia, porque se observares as minhas recomendações, não cairá uma gota de sangue no instante amargo em que experimentares o teu coração igualmente trespassado pelo gládio da ingratidão. A posteridade, porém, saberá descobrir as marcas dos teus passos na Terra, para se firmar no roteiro da paz e da missão evangélica do Brasil.

Longinus recebeu com humildade a designação de Jesus, implorando o socorro de suas inspirações divinas para a grande tarefa do trono.

Ele nasceria no ramo enfermo da família dos Braganças; mas, todas as enfermidades tem na alma as suas raízes profundas.

Foi assim que Longinus preparou a sua volta à Terra, depois de outras existências tecidas de abnegações edificantes em favor da humanidade, e, no dia 2 de dezembro de 1825, no Rio de janeiro, nascia de Dona Leopoldina, esposa de D. Pedro, aquele que seria no Brasil o grande imperador e que, na expressão dos seus próprios adversários, seria “o maior de todos os republicanos de sua pátria.”

No fim da sua vida, D. Pedro II, que já houvera perdido a esposa, que estava abandonado, esquecido, num modesto quarto de hotel, longe da pátria e dos amigos protegidos pelo boníssimo monarca. Mas tudo isso não conseguia “turva-lhe a majestática serenidade de ânimo” e apenas levou-o a mandar buscar do Brasil um caixotinho de terra, talvez da mesma terra da sua vivenda em Petrópolis; só a uns dois ou três amigos íntimos revelou o motivo daquela encomenda, que era: repousar a cabeça depois de morto! Sendo este o conteúdo do seu belíssimo e perfeito soneto: Terra do Brasil.

Depois, alquebrado pela moléstia e pela velhice, expulso da pátria como um réprobo, privado de tudo quanto amava, no modestíssimo Hotel Bedford, à rua de l’Arcade, 17, em paris, faleceu o ex-imperador do Brasil a 5 de dezembro de 1891. Suas derradeiras palavras foram estas: “Nunca me esqueci do Brasil. Morro pensando nele. Deus o proteja.”

Fonte: Livro – Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho. Pelo espírito Humberto de Campos. .Psicografia de Francisco Cândido Xavier.Livro – Chico Xavier D. Pedro II e o Brasil. De Walter José FaéPesquisa / Luiz Pimenta

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Importância da Evangelização Espírita Infanto-juvenil

Ana Paula Januário

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”. (KARDEC, 2013).

Deus, que é justo e misericordioso, nos dá a oportunidade de reparar os equívocos cometidos em existências anteriores e desenvolver novos aprendizados através da reencarnação. Nesse processo, o Espírito inicia uma nova vida em uma forma corporal diferente, a qual possui diversas fases de desenvolvimento; uma delas é a infância, sendo essa a mais importante.

A fase infantil é um período que tem impacto direto no desenvolvimento e na pessoa adulta que a criança se tornará, além de ser uma fase que ela está mais acessível às impressões que recebe e que podem ajudar no seu adiantamento (KARDEC, 2008, questão 383). Como afirmam os Espíritos na questão 385 do “Livro dos Espíritos”, a delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. É nessa fase que se lhes pode reformar o caráter e reprimir os maus pendores.

Tendo em mente essas informações, vale ressaltar a importância da Evangelização Espírita infantojuvenil que está voltada ao estudo da Doutrina Espírita e à vivência do Evangelho de Jesus junto à criança e ao jovem. É uma ação que tem como objetivo oferecer ao evangelizando a oportunidade de se perceber como ser integral, crítico, consciente, participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do universo, agente de transformação de seu meio, rumo a toda perfeição de que é suscetível, além de promover a integração consigo mesmo, com o próximo e com Deus (FEB, 2021).

Dessa forma, oferecer os conhecimentos da Doutrina, o entendimento da prática das boas obras, situá-lo no universo como colaborador da divindade suprema na fase inicial da sua existência, preparando-o para enfrentar todos os momentos e adversidades da vida nos postulados do Evangelho para que possa desempenhar seus compromissos e edificar a nova sociedade do amanhã, é de máxima relevância, principalmente para os pais e orientadores Espíritas. Com isso, a ascendência de um educador torna-se imprescindível, como cita Dora Incontri quando definiu a educação como:

“[…] toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de despertar um processo de evolução. Essa influência leva o educando a promover autonomamente o seu aprendizado moral e intelectual. Trata-se de um processo sem qualquer forma de coação, pois o educador apela para a vontade do educando e conquista-lhe a adesão voluntária para uma ação de aperfeiçoamento. Educar é, pois, elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar o progresso integral do ser”. (INCONTRI, 2003).

Em consequência disso, algumas pessoas podem se questionar: Em matéria de religião, não seria mais recomendado a plena liberdade dos filhos? E devemos lembrar que a criança é um Espírito reencarnado, que assim como nós tem uma bagagem acumulada ao longo de sua trajetória, e que o principal objetivo do Espírito nascer no corpo de uma criança novamente é ser educado mais uma vez. É o período que, até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo, não existindo uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica (XAVIER, 2016). Como cita Emmanuel na questão 113 no livro “O Consolador” de Francisco Cândido Xavier:

“O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espíritas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença. O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo? Além disso, os pais espíritas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo, e à ausência de amor à verdade. Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime. Os pais espíritas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”

Portanto, que a cada dia estejamos mais dispostos a participar da educação dos nossos filhos, instruí-los para que a mente amplie a compreensão das coisas e possam viver uma vida mais feliz e significativa, mais equilibrada e consciente de suas funções diante da transformação e edificação da nova Terra, em mundo de regeneração.

“Evangelização espírita é Sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos Céus, que são os Bem-aventurados do Senhor empenhados em Seu nome, pela transformação urgente da Terra, em mundo de regeneração e paz.”

Ana Paula Januário

Fonte: Letra Espírita

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Sofrimentos na Mediunidade

Joanna de Ângelis

SOFRIMENTOS NA MEDIUNIDADE

Identificado com os princípios espirituais, na mediunidade, tens a impressão de que, apuradas as antenas psíquicas, registras angústias, temores e inquietações antes ignoradas.

Achas isso estranho.

Não poucas vezes assimilas o pensamento que invade o teu pensamento e deixas-te desanimar.

Frequentemente receios infundados vitalizam fantasmas que se corporificam no teu mundo mental, assenhoreando-te em fixação dolorosa e deprimente.

Sequazes da aflição sitiam teu coração em linhas de soledade, e temes.

É natural que isto ocorra.

O médico, o enfermeiro, o assistente social, o servente hospitalar instalados nos serviços de socorro aos enfermos respiram o clima de angústia e dor entre expectações e ansiedade.

Assim também, no campo da assistência mediúnica aos sofredores, o fenômeno é o mesmo.

Quem serve participa do suor do serviço

Quem ajuda experimenta o esforço do auxílio que oferece.

Quem ama sintoniza nas faixas do ser amado, haurindo as mesmas vibrações…

Liberta-te do receio pelo trabalho, fase assepsia mental pelo estudo e abnegação, e prossegue…

* * *

Dizem alguns observadores precipitados, e talvez inconscientes, que as tarefas mediúnicas de socorro aos desencarnados cristalizam psicoses nos médiuns.

Afirmam vários estudiosos de gabinete que as operações desobsessivas libertam os doentes desencarnados e encarceram em enfermidades perigosas os intermediários.

Assinalam diversos aprendizes da mensagem espírita que os médiuns operantes no intercâmbio com desencarnados em lamentável estado, conservam desaires e sensíveis desequilíbrios que os fazem exóticos.

Sabemos, no entanto que não tem razão os que assim pensam, quem assim procede.

O médium espiritista tem conhecimento, através da doutrina que professa, dos antídotos e dos medicamentos para manutenção do próprio equilíbrio.

Não há dúvida de que médiuns existem, em todos os departamentos humanos, com desalinho mental de alta mostra e, em razão disso, também nas células espiritistas de socorro eles aparecem na condição, todavia, de enfermos em tratamentos especiais e demorados. Já vieram em tormentos e se demoram sem qualquer esforço de renovação interior.

O espiritismo é antes de tudo lar-escola, hospital-escola, santuário-escola para aprendizagem, saúde e elevação espiritual.

Necessário, portanto, que o sensitivo se habilite para as tarefas que lhe cabem, através de exercícios morais de resultados positivos, estudo metódico e constante, serviços de amor, a fim de libertar-se dos velhos liames com os espíritos infelizes, que permanecem ligados às suas paisagens mentais em vampirismo insidioso; e, naturalmente, embora entre enfermos e necessitados, conduza o tesouro da oportunidade libertadora, na mediunidade socorrista.

* * *

Médium de Deus, Jesus libertou da treva o jovem lunático, atenazado por espíritos imundos, ao descer do Tabor.

Concedeu serenidade ao gadareno, ao rumar a Gerseza, ensejando a renovação ao espírito infeliz que o obsidiava.

Sempre que buscado pelos atormentados espirituais da erraticidade inferior, em momento algum se recusou ao intercâmbio, falando-lhes e socorrendo-os na condição de médico divino.

E, quando a grande multidão, assediada por obsessores cruéis, em desvario, o arrastou ao testemunho para com a vida, sereno e humilde, orou na noite de vésperas, em dolorosa angústia e vigília de suor de sangue, para galgar os degraus da Vida Perene, doutrinando-os e doutrinando-nos com as palavras do exemplo incorruptível de amor que até hoje permanece como nosso roteiro de segurança.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo Pereira Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 42

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A Música e o Espírito Imortal

Carla Silvério

Desde tempos imemoriais sabe-se que a música influencia o Espírito, contribuindo positivamente para o seu desenvolvimento e evolução. A música, como energia fluida que é, atua diretamente nos centros de força do corpo humano, tanto sob o ponto de vista material (orgânico), quanto perispiritual, por meio da sua vibração, e, assim, desenvolvendo as potencialidades sensitivas do ser.

Antigas civilizações, a exemplo da China, Índia e Egito, registram desde a antiguidade o uso da música, inclusive como instrumento de cura, pois se utilizavam do poder energético da música sobre as pessoas.

A Questão nº 251, de O Livro dos Espíritos (KARDEC, 2007) é clara ao colocar a música praticada nas esferas espirituais mais elevadas como “tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber”,  tecendo uma comparação muito didática entre a música do plano espiritual e a música terrena, explicando aos homens que a música, em verdade, se transmuta muito mais além do que a que conhecemos na orbe terrestre.

Os Benfeitores do plano celeste esclarecem, ainda, que a busca por uma melodia saudável é a chave para a elevação do Espírito.

A música encontra destaque também na literatura Espírita. Noticia o plano espiritual que, nas esferas superiores, as melodias atravessam o ar estimulam a alegria e a disposição ao trabalho, aumentando o seu rendimento, a exemplo do que relata André Luiz, na obra Nosso Lar (XAVIER, 2017).

Em Obras Póstumas (KARDEC, 2006), consta o registro das lições de Kardec nesse sentido, ao colocar que a música edificante é moralizadora da música terrena e, assim, instrumento de reforma íntima dos homens, trazendo ao nosso convívio as intuições e animações do alto, por meio das composições inspiradas pelos amigos de além-vida. A música sublime é veículo de vibrações edificantes a todos os seres, é elo entre os dois mundos, é prece em forma de ondas magnéticas energéticas que fortalecem a todos, mantendo corpo e mente sãos. A música que traz relaxamento e auxilia na meditação e no encontro com o Eu interior colabora para a harmonização integral do Espírito e dos ambientes em que este se encontra.

Assim, a música salutar conduz tanto encarnados quanto desencarnados a um padrão mental harmonioso, saudável e edificante, sendo verdadeiro instrumento complementar na condução da evangelização da humanidade segundo os preceitos da Doutrina Espírita.

Que saibamos cultivar o gosto pelas sublimes melodias edificantes, auxiliadoras de nossa reforma íntima, para sermos capazes de ensinar as futuras gerações as benesses de tais sons ao corpo, mente e alma.

Música é prece e, como toda prece feita direcionada ao bem comum, à evolução dos seres e à elevação do padrão vibracional, é potente fonte de rica energia de cura, eis que nos permite sintonizar em harmonia com o alto.

Música enobrece o Espírito!

Carla Silvério

Fonte: Letra Espírita

Referências:

KARDEC. Allan.  Obras Póstumas.  1ª ed. Francesa. 1ª ed. de bolso. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 2006.

O Livro dos Espíritos. 1ª ed. Comemorativa do Sesquicentenário (bolso). Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2007.

XAVIER. Francisco Cândido. Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 2017.

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Todas as Provas Enfrentadas são de Nossa Escolha?

Andresa Küster e Rodrigo Oliveira

O enfrentamento das provas que se apresentam durante a existência terrena oportuniza o aprendizado e evolução moral dos indivíduos. A Doutrina Espírita ensina que, enquanto as expiações são situações pelas quais a pessoa precisa passar para reparar erros de vidas passadas, as provas são oportunidades para progredir no percurso evolutivo. José Carlos Leal, na obra “A Moral Cristã e A Moral Espírita” explica que o conceito espírita de provas guarda semelhança com as avaliações escolares que são aplicadas para que os alunos avancem nas séries. Como exemplo, o autor afirma que nascer rico ou nascer pobre são provas com características distintas:

“Nascer rico ou nascer pobre implica duas perguntas. A primeira é: o que você vai fazer com seus bens materiais? A segunda é: como você vai fazer para progredir desprovido de bens materiais?  Assim, esses dois tipos de circunstâncias não excluem nem incluem o espírito no caminho da evolução, mas lhe dão oportunidade para testar-se perante essas situações. (…) A fortuna e a pobreza, em si mesmas, nada significam. O que importa é o modo como o espírito passa por essas experiências.” (LEAL, 2020, p. 140).

No Capítulo V da obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, apresenta-se a distinção entre provas e expiações. Diante da necessidade de aprimoramento individual em determinado aspecto, existe a possibilidade de que o espírito escolha determinada prova ao reencarnar:

“Rendamos graças a Deus que, em sua bondade, concede ao homem o direito da reparação, e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta. No entanto, não se deve crer que todo sofrimento suportado aqui seja necessariamente o indício de uma determinada falta; muitas vezes são simples provas escolhidas pelo Espírito para acabar sua depuração e apressar seu adiantamento. Assim, a expiação sempre serve de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas ou expiações são sempre sinais de uma relativa inferioridade, porque o que é perfeito não tem necessidade de ser provado. Um Espírito pode, pois, ter adquirido certo grau de elevação, mas, ainda querendo avançar, solicita uma missão, uma tarefa a cumprir, da qual, se sair vitorioso, será tanto melhor recompensado quanto mais penosa tiver sido a luta” (KARDEC, 2018a, p.64) .

O texto esclarece ainda que, no caso de pessoas possuidoras de tendências naturalmente boas, é possível que as provas solicitadas sejam superadas com resignação cristã, enquanto no caso das provas impostas como ferramentas de expiação de delitos pretéritos, é comum que provoquem reclamações e revolta contra Deus. Assim sendo, nem todas as provas são escolhidas pelo indivíduo ao reencarnar, mas todas são adequadas ao seu estágio evolutivo.  Diante da impossibilidade de se identificar as origens das dificuldades que se apresentam, a resignação é apresentada como uma forma positiva de enfrentá-las.  Além dos compromissos originados em existências pretéritas, durante a jornada terrena, novas provas podem se apresentar como resultado de decisões tomadas, sendo atribuição individual buscar compreender suas implicações e buscar superá-las de forma positiva. A resposta à questão 933 de “O Livro dos Espíritos” esclarece que a infelicidade dos encarnados pode ser majorada pela importância dada às questões materiais:

“Na maioria das vezes o homem só é infeliz pela importância que dá às coisas da Terra. A vaidade, a ambição e a cobiça, quando frustradas, fazem-no infeliz. Se se colocar acima do estreito círculo da vida material, se elevar seus pensamentos ao Infinito, que é o seu destino, as vicissitudes da humanidade vão parecer-lhe tão mesquinhas e pueris, como a tristeza da criança aflita com a perda de um brinquedo que representava sua felicidade suprema. Aquele que vê felicidade somente na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz quando não pode satisfazê-los, ao passo que aquele que nada deseja de supérfluo sente-se feliz com o que outros consideram calamidades” (KARDEC, 2018b, p.300).

Na obra “O Código do Monte”, o autor Sérgio Luis da Silva Lopes, esclarece quanto ao papel da resignação durante a vivência de períodos difíceis que materializam as provas que podem contribuir para o crescimento espiritual:

“Jesus afirma que temos mais a aprender com as lágrimas do que com os risos. Algumas tristezas não devem ser evitadas ou desperdiçadas porque são fontes de crescimento, não pela dor em si mesma, mas pelo que ela pode proporcionar. O ensinamento aponta para uma virtude a ser desenvolvida, a resignação, a virtude que nasce do sofrimento. Por meio da resignação, o sofrimento é construtor de felicidade, e isso se passa em incontáveis situações da vida, desde a perda física de alguém querido ou de uma doença incurável na família. É a vida convidando-nos a desenvolver a resignação. Acontecimentos que não podem ser evitados e tantas outras situações que são irremediáveis precisam ser aceitas com o passar do tempo. Quem não sabe fazer isso sofrerá mais.”  (LOPES, 2013, p. 50).

A resignação não se confunde com a passividade ou com a acomodação. O espiritismo ensina as situações vividas nas diversas encarnações, sejam elas positivas quanto as negativas, fazem parte da caminhada evolutiva do espírito. Ainda que não seja possível saber quais provas teriam sido escolhidas antes do retorno à terra, o autoconhecimento e a busca por aprimoramento constante podem ajudar a pessoa a compreender as oportunidades de aprendizado por elas representadas.

Andresa Küster e Rodrigo Oliveira

Fonte: Letra Espírita

REFERÊNCIAS:

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Matheus Rodrigues de Camargo, (com base na 11ª edição francesa, de 1869) 1ª ed. 42ª reimpressão. Capivari-SP: Editora EME, 2018a.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Matheus Rodrigues de Camargo, 1ª ed. 22ª reimpressão. Capivari-SP: Editora EME, 2018b.

LEAL, José Carlos. A Moral Cristã e A Moral Espírita. 1ª reimp. Capivari-SP: Editora EME, 2020.

LOPES, Sérgio da Silva. O Código do Monte. 6ª ed. Porto Alegre/RS: Francisco Spinelli,2013.

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O sono e os sonhos

Rogério Miguez

O SONO E OS SONHOS

O sono e os sonhos são um tema interessantíssimo para todos nós, pois nos recolhemos diariamente em sono. Sempre encontramos pessoas desejosas em saber: Por qual razão ou objetivo dormimos? Há benefícios a serem obtidos? Quais são as atividades do Espírito durante o período de sono?

O tema não poderia ter sido deixado à margem por Allan Kardec, afinal dormimos aproximadamente um terço de nossas vidas, é muito tempo para não se saber em quais atividades, se houver, estamos envolvidos.

Como o assunto é vasto, nos restringiremos nesta análise a principalmente destacar benefícios para o Espírito passíveis de serem obtidos durante uma noite de sono, apontando também a razão e o objetivo do mesmo, considerando apenas a primeira obra básica – O Livro dos Espíritos – em uma análise não exaustiva:

  1. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. […] Esses Espíritos, quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem. Trabalham mesmo em obras que se lhes deparam concluídas, quando volvem, morrendo na Terra, ao mundo espiritual. […] Isto, pelo que concerne aos Espíritos elevados. Pelo que respeita ao grande número de homens que, morrendo, têm que passar longas horas na perturbação, na incerteza de que tantos já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam.

Conforme resposta à pergunta 402, observam-se algumas possíveis atividades e também teríamos os seguintes benefícios:

  1. Lembrar-se do passado e eventualmente prever o futuro;
  2. Colocar-se em comunicação com outros Espíritos, para viajar, conversar, se instruir;
  3. Trabalhar em obras no plano espiritual;

Mais à frente, encontramos outras vantagens propiciadas durante o intervalo de sono:

  1. Dá-se também que, durante o sono, ou quando nos achamos apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos ideias que nos parecem excelentes e que se nos apagam da memória, apesar dos esforços que façamos para retê-las. Donde vêm essas ideias?

“Provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que, emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude. Também são, frequentemente, conselhos que outros Espíritos dão.” 

  1. Novas e boas ideias nos surgem, devido à percepção aumentada oriunda da emancipação do Espírito se distanciando provisoriamente da matéria, ou seja, do corpo, que o abafa.
  2. Receber conselhos, por exemplo, dos guias espirituais;

E na pergunta seguinte:

  1. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?

“Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha a intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas preveem com grande exatidão a data em que virão a morrer.”

Poderíamos questionar qual seria o proveito recebido por um Espírito ao tomar conhecimento de quando vai morrer. Conhecedores de que nosso fim está próximo, podemos acelerar providências em relação a um possível testamento, talvez dividindo os bens possuídos ainda em vida, desta forma, evitaríamos dissabores futuros em família, assim sendo, enumeremos mais este benefício:

  1. Conhecer ou ter o pressentimento do dia da desencarnação;

Avançando um pouco mais, encontra-se:

  1. Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono?

“Certo e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. É tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas.” 

Aqui se destaca a possibilidade de rever amigos e parentes, assim:

  1. Encontrar parentes e amigos que podem nos auxiliar, com avisos, por exemplo, e mais: Quem não deseja estes encontros?

Ainda há outras novidades:

  1. Podem Espíritos encarnados reunir-se em certo número e formar assembleias?

“Sem dúvida alguma. Os laços, antigos ou recentes, da amizade costumam reunir desse modo diversos Espíritos, que se sentem felizes de estar juntos.”

Quem não aspira reencontrar amigos, antigos e recentes, para em conjunto conversar sobre o desenrolar da vida e sobre o futuro que nos aguarda?

  1. Interagir com grupos de amigos encarnados para fortalecimento e renovação pessoal.

Entretanto, há mais:

  1. Que é o que dá causa a que uma ideia, a de uma descoberta, por exemplo, surja em muitos pontos ao mesmo tempo?

“Já dissemos que durante o sono os Espíritos se comunicam entre si. Ora bem! Quando se dá o despertar, o Espírito se lembra do que aprendeu e o homem julga ser isso um invento de sua autoria. Assim é que muitos podem simultaneamente descobrir a mesma coisa. […] Todos, sem o suspeitarem, contribuem para propagá-la.

  1. Promover o progresso da humanidade.

Para não nos alongarmos em demasia, destacaremos esta última informação:

  1. O sonambulismo natural tem alguma relação com os sonhos? Como explicá-lo?

[…] “Esse estado se apresenta principalmente durante o sono, ocasião em que o Espírito pode abandonar provisoriamente o corpo, por se encontrar este gozando do repouso indispensável à matéria.”

Permitir o descanso necessário ao corpo humano, ferramenta fundamental para promover a evolução de todos nós.

Poderíamos continuar a listar outras vantagens advindas do sono, definidas em outras obras fundamentais, contudo, cremos que as já apontadas nos dão uma boa noção da dimensão e da importância do período de sono e de como são sábias as leis divinas.

Rogério Miguez

Fonte:  Agenda Espírita Brasil

Referência:

 (1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro

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Problemas Familiares: Como Praticar o Perdão

Graziele Cruzado

Como nos disse Emmanuel em psicografia de Chico Xavier: “De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez seja mais importante em sua função educadora e regenerativa do que a constituição da família”.

Muitas vezes encarnamos entre espíritos conhecidos e amigáveis à nós, porém, como estamos em um planeta de provas e expiações, nem sempre é dessa forma. De acordo com O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Cap. XIV:

“Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer se­jam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.”

Nem sempre é fácil lidar com a família próxima. Muitas vezes somos muito diferentes, ou simplesmente incapazes de compreender a outra pessoa e seus modos de agir e pensar. Comumente, essa dificuldade em se conectar com o outro, no núcleo familiar, gera abandono, rejeição e brigas constantes. Há casos ainda, em que a convivência de ambos os espíritos é negada antes mesmo do nascimento, casos de abandono completo dos pais, por exemplo.

Porém, nós espíritas sabemos que a família é a maior e melhor fonte de aprendizado para nossa alma. E, mesmo considerando os mais variados casos de problemas familiares, devemos nos ater a isso, e buscar a compreensão e principalmente, o perdão, quando somos rejeitados, ou abandonados. A doutrina espírita nos mostra a família como sendo o centro principal de libertação e aprendizado para nós.

De acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.4 item 19:

“Deus permite, nas famílias, essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns, e de progresso para outros. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que destes recebem. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se apagam. É desse modo que se estabelece a fusão entre as diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.”

Podemos até nos perguntar: não seria melhor se nunca nos encontrássemos novamente com nossos desafetos para assim evoluirmos sem tantas turbulências? A resposta é óbvia: Não. Precisamos nos encontrar, e precisamos conviver e aprender a perdoar, e a ter harmonia com todas as pessoas, pois, do contrário, jamais quebraremos os laços de aversão que um dia foram criados. Para nos curarmos precisamos nos harmonizar, com nós mesmos e com nossos desafetos.

Em nossa caminhada evolutiva, vamos acumulando débitos e créditos. Vamos adquirindo aprendizados, e convivências. Através de nossas sucessivas reencarnações, vamos aprendendo, portanto, a fazer o bem. Como sabemos, o convívio familiar tende a ser um dos mais complicados para muitas pessoas. A comunhão constante tende a ser um pilar da dificuldade, pois além de tudo, temos que lidar com todas as manias, opiniões e defeitos do outro.

Muitas vezes encontramos em nós uma aversão a uma determinada pessoa sem nenhuma razão aparente, e a convivência se torna quase insuportável. Quando essa pessoa é próxima de nós por razões consanguíneas, é ainda mais importante que prestemos atenção a esse sentimento. Precisamos estar atentos aos sentimentos negativos que emergem de nós, para poder podá-los. Precisamos aceitar que também temos defeitos, e aceitar o outro e aprender a perdoar, mesmo quando não entendemos bem a razão.

Aqui estamos, encarnados para aprendermos a conviver em harmonia, e a superar a nós mesmos e nossos erros do passado todos os dias.

Por essa razão, não devemos tentar “escapulir” da nossa responsabilidade com nós mesmos de melhorar: devemos perdoar nossos familiares, embora tal feito seja sim, difícil, e acima de tudo, perdoar a nós mesmos, pelas nossas ações do passado, ou por talvez não ser capaz hoje de manter contato com aquele espírito determinado. Segundo a UEM (União espírita mineira): “Temos nos familiares os laços de elevação e de alegria que já conseguimos tecer, mas também as algemas de constrangimento e aversão, para serem desfeitas à custa de trabalho e sacrifício.”1

Nem sempre é fácil romper com nossas mágoas. Precisamos querer e ter forças para não desistir, como nos diria André Luiz: “Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam”.

As bases do Espiritismo estão disponíveis para nos ajudar a nos elevar cada vez mais, e nos tornarmos cada dia mais iluminados e capazes do perdão, da gratidão e da generosidade, com nossa família próxima, e com todos nossos irmãos. Sempre nos perguntamos como manter a paz de espírito e até mesmo a paciência. A resposta é que devemos ter compreensão, compreender o outro, e a nós mesmos, compreender o mundo a nossa volta, e as Leis Divinas, e assim nos envolver em boas vibrações para evoluir sem mais dor.

Alguns aspectos que podem ser trabalhados para ajudar nessa missão:

Lembre-se que você é um ser de luz, um espírito imortal, buscando evoluir, e que tudo nessa vida é passageiro. Portanto, não é necessário se prender a dores e mágoas de pessoas que lhe abandonaram, lhe trataram de forma grosseira ou que têm uma opinião com a qual você não concorda. Devemos exercitar o amor ao próximo, mesmo quando não é fácil, pois, claramente é fácil amar alguém parecido com você, ou que sempre foi gentil, difícil é perdoar aquela pessoa complicada de lidar, mas saiba que isso é necessário para evolução pessoal.

Perceba que você também comete erros, que também já magoou pessoas, e cometeu erros. Saiba entender que ninguém é perfeito, procure uma solução, ou ao menos um modo de se manter calmo e harmonizado. Aceite os defeitos do próximo, e assim aprenda com os ensinamentos do mestre Jesus.

Exercite a prece. Entre em comunhão com espíritos de luz, e peça por orientação. A prece nos aproxima de Deus e nos coloca no caminho da evolução.

Não se culpe, seja por suas ações do passado, ou as ações do seu próximo. Tudo é passageiro, incluindo a desarmonia. Lembre-se que nada do que passamos é por acaso, todas as provas e expiações pelas quais passamos são necessárias para nossa evolução.

Graziele Cruzado

Fonte: Letra Espírita

REFERÊNCIAS

“6.11 – A família | União Espírita Mineira.” https://www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo-programatico/livro/6-conduta-espirita-vivencia-38. Acessado em 18 jun. 2021.

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Allan Kardec e os Banquetes Magnéticos

por Rogério Miguez

Allan Kardec e os Banquetes Magnéticos

Os princípios do Magnetismo Animal nos acompanham desde o início de nossa história, e mesmo antes, afinal são leis de Deus. Somos emissores e receptores de fluidos magnéticos, queiramos ou não, independente de nosso credo, raça e estágio evolutivo.

A capacidade de manipulação do Magnetismo Fluídico está entranhada na essência do Espírito, pode ser controlada pela vontade, mas não pode ser suprimida, faz parte da mecânica dos postulados divinos.

Não é raro homens ilustres se interessarem particularmente por determinados assuntos na infância ou mesmo na juventude, e deste conhecimento precoce terem favorecida no futuro a condução da particular missão destes Espíritos.

Este foi o caso, cremos assim, de Allan Kardec, basicamente um educador, escritor de livros didáticos de alcance nacional, isto na França, talvez a cultura de maior destaque do mundo no século XIX.

Antes de iniciar a sua especial missão de elaboração do Pentateuco espírita, em 1823, com apenas 19 anos, o Prof. Rivail teve a atenção voltada para os fenômenos magnéticos, passando a frequentar os trabalhos da Sociedade de Magnetismo de Paris. Desse momento em diante se envolveu por 35 anos seguidos com magnetismo e magnetizadores, tornando-se ele mesmo um deles. Por qual razão se interessar tão jovem pelo magnetismo? Sem dúvida, esta iniciação nas leis do magnetismo, este passado “magnético”, certamente o ajudou sobremaneira na elaboração da teoria espírita, pois nada ocorre por acaso.

Naqueles tempos havia grande interesse e aceitação no mundo pela chamada Ciência do Magnetismo, mas de igual modo existiam opositores ferrenhos e a própria mentalidade científica não via com bons olhos os chamados passes magnéticos. Pairava certa desconfiança de tudo ser apenas charlatanismo, conduzido pelo seu maior divulgador e praticante: Franz Anton Mesmer.

Por que dois banquetes anuais em tributo a Mesmer?

A despeito desta oposição, o Magnetismo assumiu tal relevância à época de Kardec, pois a prática realizava inúmeras curas, e contra fatos não há argumentos contrários, que em todo dia 23 de maio, aniversário natalício de Mesmer, o estudioso por excelência do Magnetismo Animal, realizavam-se dois banquetes anuais reunindo a nata dos magnetizadores de Paris e adeptos estrangeiros, conforme registro na Revista Espírita de 1858.(1)

O professor Rivail, como magnetizador e estudioso do assunto, convidado e participante dos eventos, indagava: Por qual motivo a solenidade comemorativa era sempre celebrada em dois banquetes rivais, onde cada grupo bebia à saúde do outro e onde, sem resultado, erguia-se um brinde à união?

O fato se “justificava”, pois havia um cisma entre os simpatizantes e praticantes do Mesmerismo. Algo semelhante ao que aconteceu, acontece e acontecerá, em muitos outros campos do conhecimento.

Naquele evento, refletia ainda: Tem-se a impressão de que estão prestes a se entenderem. Por que, então, uma cisão entre homens que se dedicam ao bem da humanidade e ao culto da verdade? A verdade não se lhes apresenta sob a mesma luz? Têm eles duas maneiras de entender o bem da humanidade? Estão divididos quanto aos princípios de sua Ciência? Absolutamente. Eles têm as mesmas crenças e o mesmo mestre, que é Mesmer, desencarnado em 1815. Se esse mestre, cuja memória invocam, atende a seu apelo, como o cremos, deve sofrer ao ver a desunião dos discípulos.

Os magnetizadores buscavam através de técnicas com movimentação ou imposição de mãos, entre outros métodos, transmitir os salutares fluidos magnéticos, buscando a cura de quantos os procuravam, vindo deste fato o questionamento do Codificador. Afinal, o objetivo era nobre, restituir a saúde aos doentes, como poderiam divergir sobre este intento?

Os apelos da espiritualidade em prol da unificação

Continuando a raciocinar: Por mais inofensiva que seja essa guerra não é menos lamentável, embora se limite aos golpes de pena e ao fato de beber cada um no seu canto. Gostaríamos de ver os homens de bem unidos por um mesmo sentimento de confraternização. Com isso a Ciência Magnética lucraria em progresso e em consideração.

E quem não gostaria, perguntamos também? A perplexidade do Sábio Gaulês se justificava plenamente, pois não podia compreender como adeptos desta útil Ciência pudessem se dividir, deixando para a posteridade exemplo pouco edificante. Afinal ele iniciava uma tarefa de imensa relevância visando esclarecer a humanidade, um trabalho imenso ainda o aguardava. Poderia o mesmo acontecer à Consoladora Doutrina em via de preparação? possivelmente também se perguntava.

Isto se deu várias décadas atrás; o mestre lionês acabara de publicar O Livro dos Espíritos, em 1857, as primeiras luzes que iriam iniciar o processo de iluminação da humanidade já estavam a brilhar, contudo o fato apresenta um paralelo surpreendente ao momento atual. Mudou o foco, os adeptos são outros, mas a cisão continua, agora entre os seguidores da própria Doutrina dos Espíritos no Brasil.

A espiritualidade tem enviado vários chamamentos no sentido de viabilizar a unificação, entretanto, cremos, não tem surtido o efeito desejado, pois as divisões continuam, seja na prática, seja na teoria, ou em ambas, apesar de os livros básicos espíritas serem exatamente os mesmos, nada mudou. É fato, muito tem sido acrescentado pelo trabalho de dedicados médiuns, notadamente: Chico Xavier, Divaldo Franco e Raul Teixeira, entre muitos outros, possibilitando o recebimento de variadas instruções de nobres e capacitados Espíritos, contudo, destaque-se, em nada elas alteraram o conteúdo granítico do Pentateuco.

Exemplos dos descaminhos atuais nas lides espíritas

Mesmo assim, cada agremiação espírita quer possuir a sua verdade. Argumentam ser a Doutrina de inteira liberdade, e não estão errados, mas concluem equivocadamente quando decidem ser de cada qual a escolha de como: praticá-la, interpretá-la e de quais livros adotar, esquecendo-se de que liberdade deve sempre ser acompanhada por reponsabilidade.(2)

Tomemos alguns pouquíssimos exemplos dos descaminhos atuais de alguns praticantes do Espiritismo:

1. Já se tem notícia da existência de mais de 50 médiuns psicografando mensagens do Espírito desencarnado Chico Xavier, e como se não bastasse, já há centro(s) recebendo orientações mediúnicas do médium mineiro, seu particular “mentor”;

2. Outros, em nome de suas peculiares interpretações das Leis de Deus, baseados em literatura não confiável, afirmam existir banheiros no plano espiritual, onde os Espíritos precisariam necessariamente deles se utilizar para funções de “limpeza do perispírito”;

3. Vendem-se livros de qualquer natureza em certas casas espíritas, usados ou novos, sem se importar com o teor deles, visando apenas à obtenção de receitas;

4. Há relatos de casas organizando cerimônias de casamento, batizado, benção de aliança, quando os participantes usam vestes brancas e se fazem acompanhar pelos seus respectivos padrinhos;

5. Adeptos das músicas espiritualistas inovaram, pois se apresentam tais quais antigos grupos religiosos, trazendo para o interior das casas o clima igrejeiro, enaltecendo este ou aquele personagem religioso de nossa história ou mesmo espíritas desencarnados, como se fossem santos;

6. Organizam-se festas nas dependências de casas espíritas, não deixando nada a desejar a nenhum salão de festas de nosso ambiente urbano;

7. Sobre o passe, é um capítulo especial, visto existir várias modalidades e todos os seus praticantes se justificam baseados nos exemplos de Jesus, em detalhes da Codificação, e, infelizmente, em propostas não espíritas. Há mesmo aqueles advogando e ensinando não haver transmissão de fluido vital durante o trabalho de passes!

Como evitar o lamentável quadro?

Pode-se facilmente compreender por este diminuto número de exemplos simples como caminha o Espiritismo no Brasil. Kardec, onde estiver, seguramente estará também refletindo sobre a situação, com a agravante de não se tratar agora apenas de uma divisão no seguimento de praticantes do magnetismo, mas de todo o conjunto do movimento espírita.

Como evitar tal quadro? Uma possível solução, talvez a sugestão mais eficaz, seria manter-se fiel aos conceitos contidos nas obras básicas, e só seguir outras literaturas comprovadamente espíritas.

Não se impressionar por pseudoliteraturas espíritas quando, pelo simples fato de os livros trazerem em suas contracapas os dizeres “livros espíritas”, passam a ser aceitas e, ainda mais preocupante, estudadas, como se fossem material espírita, chegando mesmo a ser recomendadas em certas agremiações espíritas como estudos iniciais àqueles que adentram os centros pela primeira vez, sem qualquer orientação aos neófitos.

Os chamados Banquetes Magnéticos nos deixaram esta preocupante lição, e indagamos: quando nos tornaremos atentos e vigilantes às “pseudonovidades espíritas”, não as aceitando, e desta forma, minimizando as divisões no seio da comunidade espírita, pois aquelas surgem às dezenas neste momento de transição planetária, muitas convidando-nos a esquecer do Mestre Gaulês?

Rogério Miguez

Fonte: Espiritismo em Movimento

Referências:

(1) KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. ano 1, n. 6, jun. 1858. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Variedades – Os banquetes magnéticos.

(2) MIGUEZ, Rogério. Consultar o artigo intitulado “Falando de liberdade”, publicado na revista Reformador, ano 132, n. 2.225, agosto de 2014, p. 46 a 48.

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Pensamento – As Descobertas de André Luiz

Luiz Armando

Médico, desencarnado em meados da década de 30 do século XX, levou consigo apenas os conhecimentos vigentes à época da visão mecanicista da ciência, que entendia o pensamento como uma excrecência do funcionamento do cérebro.

Após seu resgate das regiões sombrias do que ele chama Umbral, internado em enfermaria da Colônia NOSSO LAR, vai descobrindo – ou reencontrando – um mundo totalmente novo. A anamnese, os resultados da avaliação sobre seu estado, o tratamento, a recuperação, a integração na família que o acolhe, a busca de trabalho, sua admissão nos serviços de assistência a recém-chegados da nossa Dimensão, enfim, tudo surpreendente não só para alguém com sua formação acadêmica, mas para qualquer um que conclui sua passagem pelo plano mais material.

Uma das mais reveladoras refere-se ao pensamento. Não apenas observando seus efeitos como sua realidade objetiva interferindo na vida de relação entre os seres humanos.

Logo após sua integração no posto de trabalho onde foi alocado, depara-se com um doente altamente perturbado como consequência da “alta carga de pensamentos sombrios, emitidos por parentes encarnados, aos quais se mantinha preso”.

Esse aspecto, por sinal, é recorrente nas centenas de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, ao longo de três décadas – 70/90 -, nas concorridas reuniões públicas em que se fazia presente.

Muitos dos que as escreviam, rogavam aos familiares mais aceitação e equilíbrio, visto as dificuldades que os que partiram encontravam para se reequilibrar ante a brusca e inesperada mudança imposta pelas Leis da Vida, perturbados e abalados pelas mentalizações dos que ficaram inconformados na retaguarda.

André aprende que “o pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distante esteja”. A permuta de sentimento/pensamentos desarmonizados causa ruína e sofrimento às almas, segundo lhe informam.

Num comentário da Ministra Veneranda, aprende que “o pensamento é base das relações espirituais dos seres entre si”, apesar de sermos milhões de almas dentro do Universo, algo insubmissos ainda às Leis Universais, vivendo ainda nos caprichosos “mundos inferiores” do nosso “eu”.

Avançando em seus aprendizados, no convívio com o Instrutor Espiritual Alexandre que nos apresenta em MISSIONÁRIOS DA LUZ (feb), descobre as ‘doenças psíquicas’ – muito mais deploráveis que as físicas – resultantes da nossa incessante atividade mental. Tal patogênese se divide em quadros dolorosos, nascidos nas criações inferiores – cólera, intemperança, desvarios do sexo, viciações de vários matizes – que afetam profundamente a vida íntima. Esses golpes de vibrações inferiores se refletem imediatamente no corpo físico. Pensamentos/sentimentos negativos oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. A certo momento de revelador diálogo, Alexandre lhe diz: “- As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas expressões (…). Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são consequentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa (…). E, como acontece com as enfermidades do corpo, o contágio é fato consumado”.

Ainda com o Benfeitor, descobre que o “pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar”;

– que “preocupações descabidas, angústia desnecessária, criações mentais que se transformam em verdadeiras torturas, geram desequilíbrio interior intenso, podendo resultar em graves avarias cerebrais – como AVCs -, para os que já possuem perturbações circulatórias”.

Acompanhando o Instrutor Áulus em NOS DOMINIOS DA MEDIUNIDADE (feb),  se inteira que:

– todos “arrojamos de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular”;

– que “nossa mente é um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios”;

– que “todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na frequência que lhes é própria”;

– que “na Terra trazemos conosco os sinais de nossos pensamentos, de atividades e obras, sendo a consciência um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ela mesma”; “

– que toda percepção é mental”;

– que “onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influenciação recíproca”;

– que “o pensamento exterioriza-se e projeta-se formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir”;

– que “a influenciação dos encarnados entre si é habitualmente muito maior que se imagina”;

– que “o pensamento espalha nossas emanações em toda parte a que se projeta, deixando vestígios espirituais, onde arremessamos os raios de nossa mente, assim como o animal deixa no próprio rastro o odor que lhe é característico, tornando-se, por esse motivo, facilmente abordável pela sensibilidade olfativa do cão”.

No contato com o Assistente Silas que conhecemos na obra AÇÃO E REAÇÃO (feb), cientifica-se:

– que: “o pensamento, força viva e atuante cuja velocidade supera a da luz, emitido por nós, volta inevitavelmente a nós mesmos, compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, fixando-se-nos no Espírito quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção;

– que “toda mente é dínamo gerador de força criativa produzindo o pensamento que atua à feição de onda, projetada com velocidade muito superior à da luz”.

Embora o manancial de informações repassadas pelo espírito André Luiz, através do médium Chico Xavier, siga inestancável em suas obras, destacamos do MECANISMOS DA MEDIUNIDADE (feb), uma bastante curiosa para nossas reflexões:

“- A leitura de certa página, a consulta a esse ou àquele livro, determinada conversação, ou o interesse voltado para esse ou aquele assunto, nos colocam em correlação espontânea com as Inteligências encarnadas ou desencarnadas que com eles se harmonizem, por intermédio das cargas mentais que acumulamos e emitimos, na forma de quadros ou centelhas em série, com que aliciamos para o nosso convívio mental os que se entregam a ideações análogas às nossas”.

Fonte: revelações da revelação

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As Naves Espaciais Utilizadas pelos Espíritos

Fernando Rossit

De acordo com informações do Espírito André Luiz, a colônia espiritual Nosso Lar está localizada na ionosfera, a 500 Km de altitude do solo da cidade do Rio de Janeiro.

É a mesma distância entre Rio Preto e a cidade de São Paulo. De avião, viajando a 600 Km/h, nosso percurso (encarnados) dura cerca de 1 hora.

Mas quanto tempo um Espírito (André Luiz) partindo de Nosso Lar demora para chegar à cidade maravilhosa, distante 500 Km, por exemplo?

Se vier a uma velocidade de 500 Km/h, demorará uma hora.

Mas usará André Luiz algum veículo ou virá volitando?

Imagem1

(volitar: é a capacidade que tem um espírito, sob certas condições e de acordo com o seu grau evolutivo, de poder transportar-se, elevar-se do solo e deslocar-se numa espécie de voo. Sob essas circunstâncias o espírito se transporta para onde quiser ou lhe for determinado, sob a ação e impulso da própria inteligência). (Wikipedia)

De acordo com relatos do próprio André, virá de uma ou outra forma, uma vez que existem veículos ou naves espaciais no mundo astral que facilitam o transporte dos Espíritos. Entendemos que o meio utilizado pelo Espírito dependerá da necessidade e o objetivo da sua viagem, bem como as regiões que atravessará até atingir a crosta terrestre.

A velocidade na volitação poderá ser extraordinária, tudo a depender da evolução do Espírito. Não há obstáculo material para eles, o que facilita muito a viagem. Alguns podem viajar à velocidade do pensamento que, de acordo com André Luiz, é maior que a da Luz.

Quase sempre viajam em grupos e o mais adiantado vai à frente. O mais experiente abre caminho para os menos adiantados e inseguros que seguem atrás. Nesse momento, o Espírito que vai à frente, cria um campo magnético de proteção aos demais do grupo, facilitando a volitação dos outros Espíritos do grupo.

O Espírito Galileu, em “A Gênese”, de Allan Kardec, servindo-se de expressões e conhecimentos vigentes à época das comunicações (1862-1863), num exercício de imaginação propõe uma viagem interplanetária.

Nessa viagem o espaço é percorrido “com a velocidade prodigiosa da faísca elétrica (que percorre milhares de léguas por segundo”).

Atualmente, após todo o avanço científico-tecnológico alcançado, a viagem proposta deixa de ser imaginária para ser real, executada por moderníssimas naves espaciais, viajando pelo Universo, a altíssimas velocidades.

As distâncias de “milhares de léguas por segundo” passaram a ser distâncias astronômicas, tendo com parâmetro a “faísca elétrica” medida a partir da velocidade da luz no vácuo (300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente).

Para termos noção do que significa esta velocidade, façamos uma comparação: a sonda espacial Voyager 1 atinge apenas 0,00558% da velocidade da luz, equivalente a 16,72 km/seg. ou 602.223,09 quilômetros por hora. Um carro de fórmula 1, a 300 km/h., corre cerca de 2.000 vezes mais lento que a nave espacial.

A Ciência confirma o que o Espírito Galileu afirma em “A Gênese” sobre a relatividade do tempo.

Vejamos:

“O tempo não é senão uma medida relativa de sucessão das coisas transitórias. A eternidade não é suscetível de nenhuma medida, do ponto de vista de sua duração; para ela, não há começo nem fim; para ela, tudo é o presente.

“Se séculos e séculos são menos que um segundo em relação à eternidade, o que será então a duração da vida humana?”

“Do ponto de vista físico o tempo de vida – nascimento, existência e morte – é ínfimo em relação à eternidade; do ponto de vista espiritual ele é infinito. Somos Espíritos imortais!”

Podemos resumir assim, então: os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço, mas podem fazê-lo com a rapidez do pensamento. Muitas vezes têm consciência da distância que percorrem e dos espaços e paisagens que atravessam. Isso dependerá da sua vontade e evolução.

Alguns Espíritos relatam o percurso quando interessa ao nosso aprendizado. Estagiam em outras colônias, atravessam regiões a pé, volitando ou com naves espirituais, conforme a natureza da área que irão atravessar – mais ou menos trevosas ou perigosas.

Quando vêm à crosta de nave espiritual, costumam deixá-la estacionada próxima à cidade terrestre que irão visitar e continuar o percurso volitando ou a pé.

Não pense que você verá uma nave dessas por aí – elas são espirituais, compostas de matéria diferente da nossa. Bem, se você for médium vidente e os Espíritos quiserem….

Quando vêm visitar a crosta terrestre por alguns dias, costumam pernoitar em lares equilibrados onde reinam a harmonia e o amor, mas sempre com a aquiescência dos protetores espirituais da família. Outras vezes descansam em Casas Espíritas, também com a autorização dos mentores espirituais do Centro.

Fernando Rossit

Fonte: kardecriopreto

Bibliografia:

1- O Livro dos Espíritos, questões 89 a 91.

2 – KARDEC, Allan. A Gênese. 19. ed., São Paulo, SP: LAKE, 1999, cap. VI, p.87-90 2 – FERREIRA, Aurélio B. H. Novo Aurélio – Século XXI. Ed. Nova Fronteira, 3. ed., Rio de Janeiro, RJ, 1999 3 – OLIVEIRA, Adilson, Prof. Dr. UFSCAR. Um novo tempo. Coluna Física sem Mistério. Instituto Ciência Hoje. http://cienciahoje.uol.com.br/53460

3 – http://www.cebatuira.org.br/Adelino Alves Chaves Jr.

4- Nosso Lar, Chico Xavier/Andre Luiz.

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