Um Caso de Arrependimento

Antônio Carlos Navarro

Em uma das sessões mediúnicas do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, de São José do Rio Preto, um Espírito se manifestou pela mediunidade de psicofonia relatando sua condição.

Disse sentir-se cansado e muito pesado, com muita dificuldade de movimentar-se. Percebia-se também uma falta acentuada de ânimo.

Questionado se tinha noção da causa de sua atual condição, disse que sim, e que a sua situação era decorrente do tipo de vida que experimentara em sua última encarnação. Voltado para a materialidade, tinha como premissa básica tirar proveito de tudo o que a vida física possa permitir ao sensório corporal, com pouca atenção aos valores do espírito imortal.

A conversa com o dialogador se estendeu um pouco mais, dando-nos uma oportunidade de reflexão.

A presença dele atestava que o socorro espiritual chegara, provavelmente em decorrência do “cair em si” após o desencarne, com a presença do arrependimento sincero.

Há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos, que não tem necessidade de arrependimento, disse Nosso Senhor Jesus Cristo (1), mostrando-nos que o céu espera a decisão pessoal e trabalha pelo arrependimento da criatura humana, se alegrando quando este ocorre, porque essa é a condição necessária ao resgate do “pecador”.

A respeito do arrependimento os Espíritos Superiores responsáveis pela Codificação Espírita nos esclarecem, entre outras coisas, que (2):

Se dá “Na vida espiritual; mas também pode ocorrer na física, quando chegais a compreender a diferença entre o bem e o mal.

Tem como consequência “O desejo de uma nova encarnação para se purificar. O Espírito compreende as imperfeições que o impedem de ser feliz e por isso anseia por uma nova existência em que poderá reparar suas faltas”.

– Se não reconheceu suas faltas na vida corporal, na vida espiritual “sempre as reconhece, e então sofre mais, porque sente todo o mal que fez ou de que foi causa voluntária. Entretanto, o arrependimento nem sempre é imediato. Há Espíritos que teimam nas inclinações negativas, apesar dos seus sofrimentos; mas, cedo ou tarde, reconhecerão o caminho falso, e o arrependimento virá. É para esclarecê-los que trabalham os bons Espíritos, e vós também podeis trabalhar nesse sentido”.

– “A reparação ocorre durante a vida física pelas provas a que o Espírito é submetido, e na vida espiritual pelos sofrimentos morais ligados à inferioridade do Espírito”.

“Toda queda moral nos seres responsáveis opera certa lesão no hemisfério psicossomático ou perispírito”, ensina o Benfeitor André Luiz (4), e como a queda moral é assinalada pela consciência, pois que é onde está escrita a Lei de Deus (3), o estado mental correspondente sempre será refletido no corpo perispiritual, daí a sensação de peso e cansaço experimentados pelo nosso irmão da sessão mediúnica.

Tanto ele quanto nós tivemos, com a oportunidade do intercâmbio mediúnico, condições de dilatar um pouco mais o entendimento das Leis que regem nossas vidas, através do conhecimento da verdade. Aquela, que o Senhor Jesus anunciou como sendo a portadora de nossa liberdade (5).

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Fonte: kardecriopreto.com.br

Referências:

(1) Lucas 15:7;

(2) O Livro dos Espíritos, questões 990 a 1002;

(3) O Livro dos Espíritos, questões 621;

(4) Evolução em Dois Mundos, André Luiz e Francisco C. Xavier, cap. 35;

(5) João 8:32.

Obs.: Negritos são do autor do ensaio.

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Deus escreve certo por linhas tortas

Adriana Machado

DEUS ESCREVE CERTO NAS LINHAS TORTAS DE NOSSA VIDA

Ouvimos todos os dias esta máxima “Deus escreve certo por linhas tortas” e não paramos para analisar o que ela significa profundamente. Hoje, me deparei com um pensamento de uma amiga sobre esse refrão e pensei que, quando nos determinamos para entendê-lo, podemos sentir a paz reinar em nosso coração.

Deus escreve sempre certo… Isso é uma verdade incontestável para cada um de nós, apesar de, às vezes, nos perdemos em nossos medos e inseguranças, nos remetendo a não abraçarmos essa verdade o tempo todo e plenamente. Todavia, sabemos que Ele escreve nas linhas de nossa vida e o que lá Ele coloca é Justo e Bom, mesmo que teimemos em duvidar, vez por outra.

Se, em relação a primeira parte somos mais uníssonos, qual o ponto a ser analisado nesta máxima? Entendo que é a parte das tais linhas tortas. Quem as produz? O que fazem no nosso Livro da Vida?

Se pensarmos que quem as delimitou foi Deus, estaríamos dizendo que Ele acertou em um ponto e errou em outro, o que não é o caso. Se pensarmos na Vida, estamos dizendo que ela também erra e não seria regida pelas leis divinas e perfeitas do Pai.

Então, para quem ficou a elaboração de tais linhas? Para cada um de nós. Somos nós quem as firmamos tortas ou retas, segundo as nossas escolhas e, tal fato, só nos demonstra o quanto ainda precisamos aprender e nos reconhecer como caminhantes inexperientes.

Através do nosso livre arbítrio, as leis naturais e divinas incidem sobre as nossas ações e reagem a elas nos dando circunstâncias adequadas para aprendermos e nos tornar melhores a cada experiência.

Mas, o que nos traz a certeza de que estamos num caminho cada vez mais acertado é que as linhas agora firmadas, nas páginas de nosso livro, são muito menos tortas. Antes, éramos mais tacanhos, mais ignorantes, mais teimosos, e outras tantas características que nos levavam, no nosso primeiro momento evolutivo, a indiferença quanto ao resultado de nossas ações e, depois e com o passar das lições, a dores e sofrimentos inenarráveis face ao que nos acontecia, que somente eram amenizados diante da aplicação da lei maior do Pai que nos acalentava, e ainda acalentam, com as suas bênçãos consoladoras e misericordiosas.

Hoje, portanto, estamos cada dia mais entendendo que somos os primeiros e os únicos responsáveis pelo que nos acontece e, sendo assim, os únicos que podem modificar a trajetória, trágica ou não, de nosso caminhar.

Se está em nossas mãos todo tipo de semente que poderemos plantar, que escolhamos melhor qual tipo semearemos para que não reclamemos, no futuro, dos frutos amargos colhidos para matar a nossa fome, frutos esses que são o reflexo de nossa ignorância.

“Deus escreve certo por linhas tortas” … porque, através de nosso livre arbítrio, foram elas que escolhemos traçar para que o Ser mais perfeito que existe pudesse agir sobre nós.

Chegará um dia no qual, com o nosso crescimento, nossas linhas não serão mais tortas, nós estaremos mais sábios e, por consequência, mais perto de entendermos a nós mesmos, compreendendo, sem temor, a Escrita Divina em nosso livro da vida!

Façamos a nossa parte.

Adriana Machado

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Equipe diferenciada

Orson Peter Carrara

EQUIPE DIFERENCIADA

Ponderemos, com a lógica e o bom senso como instrumentos de análise, sobre a vinda de Jesus ao planeta e sua equipe de colaboradores, à época. Reflitamos sobre as seguintes questões:

a) Os doze apóstolos que o acompanharam foram ou não preparados antes de virem ao planeta? Estavam na equipe antes, com Jesus, ou foram apanhados de surpresa durante o apostolado iniciado pelo Mestre?

b) Seria coerente definirmos que tais acontecimentos, o da escolha dos discípulos, foi obra do improviso, do acaso, ou de meras circunstâncias? c) Sem menosprezo pela função de pescador, à época, podemos afirmar que tais espíritos eram mesmo rudes pescadores?

Breve leitura às questões acima propostas mostram claramente que a equipe do Cristo realmente não poderia ter sido fruto do improviso. Igualmente não iniciaram o contato e o trabalho com Jesus apenas a partir do momento em que foram convocados.

Na verdade, estavam pescadores. Não o eram. São almas, já à época, de elevado grau de adiantamento, totalmente comprometidos com as tarefas de expansão da Boa Nova. Ainda que Judas tenha se equivocado e outras fraquezas humanas tenham aparecido de maneira clara entre outros dos discípulos, como a negação de Pedro entre outros exemplos, tais integrantes que compuseram a equipe que acompanhou fisicamente Jesus ao planeta, embora não estivessem no mesmo nível de Jesus, já participavam de relativa sintonia com seus propósitos e o próprio programa por Ele trazido ao planeta.

São questões simples, mas que precisam ser lembradas. E isto tudo sem considerar a outra equipe invisível aos olhos humanos que o assessorava. Era preciso para desempenho da importante tarefa que espíritos de elevado grau evolutivo, embora ainda não perfeitos, se apresentassem ao lado de Jesus, apesar da aparência humana rude e fraquezas próprias ainda se fizessem presentes, para que a tarefa estivesse completa e atingisse seu objetivo.

Apesar da aparência rude, numa época de imensas dificuldades e limitações materiais, formavam eles diferenciada equipe, bem diferente das atuais equipes que integramos no planeta com objetivos tão variados, tão limitados e ao mesmo tempo tão medíocres em inúmeros casos, gerando crises continuadas que se originam no egoísmo e seus desdobramentos.

É preciso sempre raciocinar em todos os temas. É com esses questionamentos que aprendemos a estudar e entender a gigantesca tarefa de Jesus. Tarefa na qual também podemos nos engajar pelo esforço diário da renovação e do empenho de também sermos um trabalhador de sua bendita Seara, ainda que inexpressivos, localizados ou pequeninos…

Felizmente, porém, há outras equipes anônimas, perseverantes, que sem qualquer alarde, promovem o progresso e garantem o processo natural da vida social, em todos os segmentos.

Orson Peter Carrara

Fonte: Kardec Rio Preto

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O Espiritismo não se resume à Mediunidade

Vania Mugnato de Vasconcelos

O Espiritismo não se resume à mediunidade, da qual não é nem dono nem criador. A mediunidade é capacidade fisiológica que todos têm em maior ou menor grau e que permite comunicação direta ou sutil com a espiritualidade, de modo que os encarnados na Terra possam receber apoio espiritual para vencer a si mesmos. Esse dom, quando ostensivo, necessita ser estudado para que não seja um entrave, mas sirva de apoio na evolução dos homens.

O Espiritismo não se resume a atividades de recepção de energias, quais sejam os passes, água fluidificada e vibrações: ele precisa ser compreendido uma vez que é doutrina cristã que estimula a prática real e cotidiana dos ensinamentos de Jesus, exigindo estudo dos seus conceitos através do conhecimento da codificação espírita, para melhor serem utilizados.

O Espiritismo não se resume na reencarnação, lei natural que independe da vontade dos homens. Ele a explica como prova de justiça divina que dá a todos a oportunidade de renascerem e evoluírem até que tenham quitado seus débitos e se purificado espiritualmente nas incontáveis vidas na pobreza, riqueza, poder ou humildade, como homens e mulheres, saudáveis ou doentes, perfeitos ou deficientes, ou seja, em toda oportunidade de aprendizado possível.

O Espiritismo não se limita à caridade material, ele incita, estimula, pede, sugere, instiga sobretudo à caridade moral da tolerância, do perdão, do amor, da paciência, da solidariedade, fraternidade, de modo que se dê ao próximo mais do que coisas efêmeras, mas também valores que permanecerão e os auxiliarão a partir do exemplo.

O Espiritismo é doutrina que, sim, atua com a mediunidade, trabalha com as energias, ensina a reencarnação, faz caridade material e moral demonstrando a seus adeptos e simpatizantes que existe um sentido maior para viver, ensina a origem e o destino dos espíritos que somos todos, e explica que o “céu” será alcançado mais cedo ou mais tarde, conforme merecimento.

O Espiritismo explica que todos evoluiremos até o estado de anjos e somos, nesse percurso, os colaboradores de Deus que mudarão a si mesmos e o mundo para melhor. Ser espírita é estudar, conhecer, praticar valores morais que o transformam em homens de bem e almas mais evoluídas. O Espiritismo não faz milagres, ele ensina. Os milagres cada um os fará na própria alma!

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações”. (Allan Kardec)

Vania Mugnato de Vasconcelos

Fonte: Associação Espírita Allan Kardec

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Os vira-latas

Hilário Silva/Chico Xavier

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Desaparecera Nelito, o filhinho do industrial Sérgio Luce.

A família viera da cidade passar o fim de semana no apagado burgo madeireiro. E Manoel, o pequeno Nelito, de quatro anos, embrenhara-se na mata enorme que circundava a localidade.

Duas horas longas de expectativa.

A senhora Luce chorava ao pé do marido preocupado. Amigos chegando. Servidores em movimento. Lá estavam as pessoas mais salientes da vila. O médico, o sacerdote, o juiz, alguns professores e o antigo advogado, Dr. Nascimento Júnior, muito conhecido pela sua intransigência religiosa.

Humilde, apareceu também Florêncio Gama, o diretor do templo espírita recém-fundado. Misturava-se, em sua roupa surrada, à turba palradora, no grande portão da entrada, sustendo dois cães arrepiados, em corda curta.

– Florêncio! Florêncio, venha cá!

Era o Dr. Nascimento a chamá-lo. O operário simples, de chapéu na mão e segurando os cachorros mansos, foi atender.

Talvez desejando humilhá-lo, o causídico pronunciou grande sermão. Não estimava saber que um templo espírita se erguera. Respeitava em Florêncio um homem de bem. Trabalhador correto. Ordeiro. Entretanto, não queria vê-lo nas fileiras espíritas. E acrescentava que os espíritas não eram cristãos tradicionais. Não tinham classe. Discutiam livremente o Evangelho do Senhor. E isso lhe parecia desrespeito. A Doutrina Espírita, a seu ver, constituía desordenado movimento do povo. Sem pastor visível. Sem qualquer linha aristocrática na direção. Que o amigo lhe desculpasse. A hora de inquietude não comportava o assunto; contudo, não conseguia furtar-se ao ensejo.

Florêncio ouviu calado.

Explicou que desejava simplesmente cooperar na busca. E pediu uma roupa usada pela criança. A senhora Luce atendeu.

Em seguida, solicitou a presença dos cães que habitavam a casa. Vieram à sala quatro buldogues solenes, cinco dinamarqueses fidalgos, dois “fox-terrier” e uma cadelinha “bassé”.

Florêncio deu-lhes a roupa da criança a cheirar, mas não se moveram. A seguir, repetiu a operação com os dois cãezinhos que o acompanhavam. Latiram, impacientes. E libertos correram para a mata, voltando, daí a alguns minutos, ladrando alegremente.

– “Sigamo-los – disse Florêncio –, tudo indica que a criança foi encontrada.”

Todo o grupo avançou. Com efeito, em pouco tempo, seguindo os cães, surpreenderam a criança dormindo num monte de palha seca. Os animais ganiam, felizes, como quem havia cumprido agradável dever.

Júbilo geral.

Florêncio recolheu os companheiros para a volta, e, dirigindo-se, bem-humorado, ao Dr. Nascimento, disse-lhe:

– Olhe a lição, doutor. O senhor, decerto, enganou-se ao dizer que a Doutrina Espírita não possui representantes respeitáveis. Temos, sim. E muitos. Agora, quanto a sermos uma religião do povo, lembre-se de que os cães de raça, embora valiosíssimos, ficaram em casa emproados e preguiçosos. Nossos cachorros anônimos, porém, não hesitaram…

E terminou, contente:

– Conforme o senhor disse, os espíritas podem ser os vira-latas do canil terrestre, segundo o seu conceito, mas procuram trabalhar, aprendendo a servir…

Hilário Silva/Chico Xavier

Do livro Almas em Desfile, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

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Obras Básicas do Espiritismo

Cecília Alves

As Obras Básicas do Espiritismo constituem a base sobre a qual se constroem os alicerces da Doutrina Espírita.

O Evangelho Segundo o Espiritismo (KARDEC, 2019) nos recomenda, em seu Capítulo VI, item 5: “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.

Todo aquele que deseja se aprofundar nos conhecimentos do Espiritismo, ou até mesmo da Espiritualidade em geral, encontrará nas Obras Básicas Codificadas por Kardec um guia seguro, que o auxiliará a entender mais sobre a Doutrina Espírita, sobre as questões que envolvem o plano Espiritual e o plano físico, além de auxiliarem no autoconhecimento e melhora pessoal do indivíduo.

Como dito anteriormente, as Obras Básicas foram codificadas, ou seja, reunidas, compiladas por Allan Kardec, que não escreveu de próprio punho e imaginação os livros constantes da Codificação Espírita (outro nome para Obras Básicas), mas sim reuniu os ensinamentos trazidos pelos Espíritos a respeito da Espiritualidade e suas leis.

A Codificação é composta por 5 livros que também podem ser chamados de Pentateuco da Doutrina Espírita (OBRAS, 2021).

São eles:

O Livro dos Espíritos: teve sua primeira edição em 1857; é composto de perguntas e respostas feitas aos Espíritos elevados através de médiuns de diversos locais do mundo. O livro aborda temas como Deus, a imortalidade da alma, a necessidade da reencarnação, Leis Morais etc.

O Evangelho Segundo o Espiritismo: neste livro encontramos os ensinamentos da moral de Jesus Cristo sob a interpretação da Doutrina Espírita. Auxilia-nos a compreender diversas instruções do Mestre Jesus, não raras vezes contidas em parábolas que nem sempre são facilmente compreendidas por nós. Deste modo, o Evangelho vem aclarar as referidas parábolas e demais ensinamentos do Cristo.

A Gênese: aborda a Gênese do universo à luz da Doutrina Espírita, os milagres e as predições. É um livro bastante rico de ensinamentos.

O Céu e o Inferno: seu objetivo principal é demonstrar a imortalidade da alma, que ela sobrevive a morte do corpo físico. Nos mostra ainda que conceitos como Céu e Inferno são muito limitados, afinal, como nos ensinou o Cristo, há muitas moradas na casa do Pai, não sendo possível que existam apenas Céu e Inferno como destinação do homem após a morte física. Este livro é composto ainda de relatos de diversos Espíritos desencarnados, que nos esclarecem como ocorreu seu desencarne e qual a sua situação espiritual após o desenlace físico.

O Livro dos Médiuns: nos ensina como ocorre o intercâmbio entre o plano físico e o plano Espiritual, como ocorrem as manifestações Espíritas, discorre ainda sobre os tipos de mediunidade e em que constitui a sua prática. É um livro fundamental para quem deseja conhecer mais a respeito da mediunidade.

Além das Obras Básicas já citadas, são importantes leituras complementares ainda os seguintes livros publicados após o desencarne de Allan Kardec:

Obras Póstumas: contém informações a respeito de Allan Kardec, aponta questões fundamentais a respeito da Doutrina Espírita etc.

O Que é o Espiritismo: aborda os pontos fundamentais da Doutrina Espírita.

Em resumo, afirmamos que é fundamental conhecer as Obras Básicas bem como os livros complementares a elas já citados, visto que nos dão conhecimento do que é de fato o Espiritismo, e nos auxiliam na evolução Espiritual através dos seus ensinos morais. Além disto, acrescenta-se que é muito importante que conheçamos a Doutrina que desejamos abraçar ou ainda com a qual simpatizamos.

Cecília Alves

Fonte: Letra Espírita

REFERÊNCIAS

OBRAS de Allan Kardec. Federação Espírita Brasileira, 2021. Disponível em: http://febnet.org.br. Acesso em: 30 de Julho de 2021.

KARDEC, Allan. A Gênese. 1º ed. Capivari: EME, 2020.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capivari: EME, 2019.

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O Legado de Jesus sob um Olhar Espírita

Marisa Fonte

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração.” (João, 14:27)

Os ensinamentos que Jesus nos deixou são atemporais e ainda hoje, pouco mais de 2000 anos da sua passagem pela Terra, tudo o que Ele ensinou ainda faz sentido para que a nossa vida possa fluir de maneira mais simples, sempre rumo à prática do bem. A fim de falar sobre o Mestre querido e o legado que Ele nos deixou, lembremo-nos das inúmeras lições do Evangelho Segundo o Espiritismo e pensemos em como alguns dos ensinamentos ali contidos podem ser aplicados continuamente às nossas vidas. Veremos que as lições continuam tão atuais como na época em que foram trazidas por Jesus.

Em um dos Seus muitos ensinamentos, Jesus nos chamou a atenção para o amor pelos nossos inimigos (Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 12). Amar aqueles que nos querem mal, naturalmente, não significa que tenhamos por eles o mesmo carinho que dispensamos àqueles que de fato amamos, pois isso seria falso quase que todo o tempo, uma vez que a maioria de nós não está ainda preparada para de fato amar aquele que nos prejudica. Aqui, pensemos que o amor é na verdade respeitar e desejar o bem, nunca o mal, e jamais ter desejos de vingança em relação a tais pessoas.

Pensemos na vida como uma grande escola, e em cada um de nós como um aluno que frequenta determinada série. É claro que aquele que tem mais conhecimento e o coloca em prática está mais apto a tomar certas atitudes do que outro que ainda está aprendendo as primeiras letras.

No capítulo 14, Jesus fala sobre honrar pai e mãe, o que também não significa que tenhamos que amar de fato os nossos pais, uma vez que as diversas encarnações nem sempre possibilitam que assim seja, pois pode ser que aqueles que nos deram a vida tenham sido nossos inimigos em outra encarnação, o que explica facilmente a aversão que muitas vezes filhos e pais sentem uns pelos outros. Porém, de uma coisa é necessário nos lembrarmos sempre: os pais possibilitaram que estivéssemos aqui vivendo a atual encarnação. Por isso, independentemente de afinidade ou de amor, o mais importante é que tenhamos respeito por eles e que sejamos gratos por haverem nos proporcionado essa oportunidade.

Sempre convido os filhos, mesmo adotivos, a serem gratos aos pais biológicos que lhes proporcionaram essa chance, uma vez que sem o veículo carnal não podemos viver aqui na Terra como encarnados. Por vezes, os pais biológicos são apenas instrumentos para que possamos nascer aqui, e sermos depois adotados ou cuidados por pessoas que estejam dispostas a fazê-lo.

Quando Jesus disse aos apóstolos que eles poderiam operar milagres, (capítulo 19), deixou o ensinamento de que a nossa fé pode transpor obstáculos que muitas vezes parecem intransponíveis. A fé nos sustenta nos momentos em que tudo parece perdido e a nossa esperança parece não fazer mais sentido. Naturalmente não poderemos ressuscitar os mortos, mas podemos encontrar na fé e na certeza da continuidade da vida as forças necessárias para superar esse momento de despedida momentânea. E assim ocorre em relação a todos os desafios que enfrentamos diariamente. A fé nos fortalece em dias de tristeza e em dias nos quais as nossas forças parecem nos deixar, pois ela sempre acena para nós com novas possibilidades.

O capítulo 11 fala sobre amar o próximo como a si mesmo. Isso é interessantíssimo, pois Jesus deixa claro aqui como é importante nós nos amarmos. E isso faz todo o sentido, uma vez que cada um só pode dar o que tem. Ora, se eu amo o próximo e não me amo, esse amor fica um pouco fora de contexto, pois eu quero oferecer ao outro algo que não possuo. Amar o próximo como a si mesmo: eu me amo, aprendo o que é o amor, e aí posso distribuir esse amor, pois a fonte de amor é inesgotável. Muitos dos nossos males, como a baixa autoestima e complexos dos mais variados tipos, residem na falta de autoamor.

Jesus na sua doçura nos ensinou que não é necessário nos preocuparmos em demasia. Nós achamos que preocupação é sinônimo de responsabilidade, mas não é. Precisamos sim nos ocupar das coisas a fim de obtermos resultados, mas sem preocupação, pois preocupar-nos causa ansiedade e faz com que fiquemos o tempo todo nos cobrando por tudo, exigindo de nós uma porção de coisas que acabam colocando sobre nós uma pressão desnecessária. Então, lembremo-nos das palavras de Jesus quando

Ele diz, “Observai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham, nem fiam; e, entretanto, eu vos declaro que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, nunca se vestiu como um deles”. É claro que isso não é um convite à preguiça nem à acomodação, mas sim a certeza do amparo e do suporte que temos do invisível. Por certo precisamos fazer a nossa parte, pois sem o trabalho ficaríamos com o corpo e a mente atrofiados, e isso está embasado na Lei do Trabalho e na Lei do Progresso, e é deixado muito claro no capítulo 25, Buscai e Achareis, mais especificamente nas palavras, “Ajuda-te e o Céu te ajudará”.

Jesus nos convida à oração, quando diz Pedi e Obtereis (capítulo 27). Nós todos temos o direito de pedir, mas precisamos também nos lembrar de agradecer e de glorificar. Podemos – e devemos – vibrar pelo nosso planeta, pelos nossos semelhantes, e por todos os seres que habitam a Terra e o Universo, uma vez que de um modo ou de outro estamos todos interligados, sendo filhos do mesmo Pai. Muitos pedem e se revoltam ou se decepcionam ao não conseguirem o que pediram, mas muitas vezes, lá adiante, entendem que foi melhor não terem conseguido aquilo que pediram.

Resumindo, temos o nosso livre arbítrio e recebemos a oportunidade de uma nova encarnação para exercitá-lo. É preciso que tenhamos humildade de reconhecer os nossos limites e de termos boa vontade para viver uma vida que valha a pena, e, uma vez que a fila dos que desejam reencarnar é bem grande, façamos dessa vida algo que justifique termos tido a vez de estarmos aqui neste momento.

Que o maravilhoso legado que o Mestre nos deixou seja a bússola a nos guiar nos tempos de grandes desafios e também de grandes alegrias. Que aprendamos a amar, a compartilhar e a espalharmos o que tivermos de melhor, pois embora não possamos consertar o mundo, podemos fazer a diferença no mundo através dos nossos pensamentos, palavras e atos. Que esses venham sempre carregados de amor e com uma pequena faísca da luz de Jesus, e já estaremos contribuindo para que a Terra alcance mais rapidamente a sua nova condição de planeta mais feliz e de regeneração.

Marisa Fonte

Fonte: Letra Espírita

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Quem tem ouvidos para ouvir, ouça

Nilton Moreira

QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA

Religião, time, partido, cada um tem a sua preferência e dificilmente conseguimos modificar o idealismo de cada um, salvo raras exceções.

Relativo a religião, cada um tem a sua preferência e ninguém tem o direito de impedir o devotamento. Tem quem diz que faz prece, outros rezam e outros oram. Uns ajoelham, outros gritam, outros dançam, outros fazem profundo silêncio. Mas apesar de todas estas particularidades, o mundo segue seu rumo idealizado pelo Arquiteto do Universo.

Há pouco tempo tivemos um embate duro e ainda estamos travando luta contra um vírus avassalador que levou do convívio nosso, muitas pessoas queridas, e ficamos nos perguntado o motivo pelo qual surgiu esse vírus. Certamente os momentos ruins chegam até nós para dar uma sacudida na nossa vida. Assim acontece com as doenças, sejam as moderadas ou graves. São os resgates individuais que tem a ver com o proceder de cada um.

Mas a pandemia teve por objetivo dar um recado não individual, mas sim a todo Planeta, nos chamando a atenção para exteriorizar mais amor, aproximando as pessoas, já que tivemos que cumprir período de isolamento. A pandemia em razão da quantidade de pessoas vacinadas diminuiu e as famílias voltaram a se encontrar, se abraçar e muitas agradeceram ao Criador por ter possibilitado o início da normalidade que aos poucos está acontecendo.

As dificuldades que passamos estão atreladas ao momento de transição planetária que a Terra está vivenciando. É a evolução do Planeta. É a sacudida geral. “Quem tem ouvidos de ouvir ouça” Ele disse!

Mas parece que a humanidade não entendeu o recado e agora enfrentamos uma guerra armada, que embora esteja longe de nossa morada, somos atingidos não por balas, granadas e explosões, mas sim na elevação de preços, e falta de alguns ingredientes, que atinge principalmente os menos favorecidos, que passam a ter dificuldades para alimentar-se, além de vermos irmãos nossos sendo mortos ou fugindo apavorados da região do combate.

Quem já atingiu um nível de evolução equilibrado “OUVIU”, e tem a oportunidade de buscar na fé o pedido para que esse conflito termine e que possam todos desenvolver no coração o Divino Amor Maior.

Nilton Moreira

Artigo da Semana – Estrada Iluminada

Fonte:  Espirit Book

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Em tudo é o mesmo suor

Marcus Vinicius de Azevedo Braga

“Com o suor do teu rosto comerás o teu pão”, Gênesis 3:19.

Workaholic, Burnout, assédio, condições análogas à escravidão, teletrabalho, colaborador, uberização, empreendedor, desemprego… A gramática do mundo do trabalho do século XXI é permeada de novas roupagens para velhos conceitos, alguns destes, inclusive, que deturpam a essência do trabalho, a faculdade do Espírito que mais o aproxima do criador.

Realização, prazer, utilidade, bem comum, sustento, aprendizado, lazer… Outras expressões que deveriam aparecer mais no mundo do trabalho, mas a despeito de toda a tecnologia que nos cerca, nosso meio de vida continua sendo uma das fontes de sofrimento para o Espírito encarnado, pelo excesso, pela falta ou pela alienação no seu desempenho.

O fato de o trabalho ser um valor universal, algo eminentemente positivo, não faz dele uma questão acrítica. O equilíbrio nessas relações, entre empregados e entre empregadores, os excessos, o desrespeito e toda uma gama de distorções, são pontos de pauta, como lições de uma vida melhor, à luz da lei de justiça, amor e caridade.

Dado que o trabalho é tão importante, em especial na visão comungada por nós, espíritas, os seus limites e desvios também devem ser objeto de nossas discussões. Não nos aspectos legislativos ou nas políticas dessas relações, que guardam fóruns específicos para tal, mas no sentido dos papeis reencarnatórios que ocupamos nessas relações, e no de que somos, sim, responsáveis pelo bem ou pelo mal que propiciamos nessa seara.

A nossa maior vergonha histórica, a escravidão, tratada de forma relevante nas questões 829 a 832 de “O livro dos Espíritos”, ainda se apresenta, passado tanto tempo, em formas atuais e sutis de submissão, de tratamento desumano, onde se morre pelo trabalho, como resquício daquele suor que ainda escorre hoje em dia nas frontes cansadas.

A escravidão, nas suas diversas derivações modernas, como o tráfico de mulheres, o trabalho infantil, o trabalho para pagar dívidas infinitas, bem como o trabalho desregulado e desamparado, são questões que afetam o tecido social, em especial daqueles mais vulneráveis, e merecem seu espaço de reflexão entre nós, como espíritas e como cidadãos.

O trabalho, como dever, tem seus limites, na lembrança da questão 683 da obra já citada. Não vivemos para o trabalho, mas este, sim, é a fonte de uma vida melhor, seja pelo aspecto material, seja pela construção de relações e de realidades. O trabalho está no contexto da encarnação, mas não é a sua finalidade. Mesmo o trabalho no bem, tão importante para nós, não é um fim, e sim um meio de nossa evolução.

No que se refere ao trabalho, além de um sentido amplo, entendido como a ação do Espírito para modificar a sua realidade, no emprego de suas forças, existe o significado mais utilizado, aquele do ganha pão, do sustento, que pode ser objeto de exploração de quem nos emprega, mas, também, pode ser força hipnótica que nos cega pelas águas da ambição.

A sanha de ganhar mais, de se ter mais, de possuir destaque, de estar em holofotes, pode nos conduzir a outras formas de escravidão, na qual nos tornamos prisioneiros de um modo de vida. Claro que a excelência profissional, a qualidade das entregas, o desenvolvimento na carreira, são valores que nos trazem realização e felicidade. Para nós, para os que nos cercam e para a sociedade. Mas, como tudo, demanda equilíbrio em relação às outras dimensões da nossa vida.

O suor que nos dá o sustento, que propicia a realização de tantas coisas boas na humanidade, é o mesmo que patrocina situações deploráveis, do homem em relação ao próprio homem, ou ainda, das suas próprias jaulas mentais que ele mesmo constrói em sonhos de transitoriedade.

Ao fim da encarnação, no “país da luz”, o trabalho continuará sendo um valor, um meio de progresso, mas os pressupostos que o qualificam serão diferentes da realidade que ainda temos no plano material. Uma visão mais alargada de uma vida que prossegue, e que torna esse trabalho, como valor, é algo a ser pensado hoje nesse contexto do mais além.

Marcus Vinicius de Azevedo Braga

Publicado na Revista Harmonia de Fevereiro de 2022

Fonte: Portal Casa Espírita Nova Era

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A Busca Pelo Autoconhecimento

Maria Thereza dos Santos Pereira

Atualmente, com a quantidade de informações disponibilizadas às pessoas pelas redes sociais, canais, lives, cursos, palestras, workshop etc., conceitos são construídos e desconstruídos diariamente com muita facilidade, que dificulta a percepção concisa e clara sobre algo. Resta difícil construir uma conclusão sobre qualquer assunto, posto que o entendimento fica parecido a uma “colcha de retalhos”, com tantos pontos de vista e opinadores diferentes sobre assuntos diversos.

Temos acesso à tanta informação e queremos descobrir tantas outras que acabamos esquecendo de olhar para nós mesmos e escutar os opinadores que realmente podem fazer diferença em nossas vidas, que somos nós mesmos e Deus.

Afinal, o que realmente precisamos aprender?

É muito importante que todos busquemos nos melhorar, aperfeiçoar e estar em constante evolução em todos os aspectos de nossas vidas, mas de fato a ingestão de tantas informações, desordenadas e relativizadas, são necessárias à nossa evolução?

Há momentos na vida que precisamos realizar uma autoanálise para entender QUAL o momento estamos vivendo, O QUE buscamos e COMO chegar lá.

Esses momentos podem ser aqueles em que você medita, tira para realizar uma caminhada ou qualquer outro em que você esteja apenas com você mesmo, ou melhor, que esteja apenas na companhia de você mesmo e Deus!

Isso porque a nossa jornada desde o dia que reencarnamos até o dia do falecimento do corpo físico é individual, como nossa bagagem espiritual e lições que precisamos ter. O que precisamos passar, viver e aprender, ninguém passa por nós e Deus “não dá fardos largos a ombros fracos”, por isso, nós próprios temos que buscar.

O que é certo é que, apesar de individual, a jornada não é sozinha, já que Deus nunca deixa de assistir qualquer indivíduo através dos nossos mentores espirituais, bem como Ele próprio nos fala através de nossa consciência (que é unitária e exclusivamente nossa).

Assim, se você está lendo este artigo, pelo menos alguma afinidade com a doutrina espírita possui e, portanto, possivelmente busca ser alguém melhor e uma pessoa de bem.

Desta feita, tornemos ao questionamento anteriormente realizado de uma forma mais elaborada de acordo com o aspecto espiritual de nossas vidas: o que realmente falta aprender para sermos uma pessoa melhor amanhã do que somos hoje?

Assertivamente neste artigo não temos a resposta, repito que ela é individual, cada um sabe o que lhe falta aperfeiçoar, ou pelo menos imagina através de sua intuição e dos espíritos amigos que lhes inspiram.

Não oferecemos a resposta objetiva, porém o caminho pode ser indicado: o primeiro passo é identificar quais são os pontos de melhoria através do autoconhecimento.

A investigação de si mesmo pode fazer com que o indivíduo não apenas controle melhor suas emoções, como pode melhorar suas atitudes, refletindo sobre os erros passados, para não repeti-los. (1)

O autoconhecimento deve vir acompanhado da autoaceitação, que implica em não nos enganar, aceitarmo-nos imperfeitos como somos e traçar estratégias para nos melhorar, pelo uso da inteligência e consciência que Deus nos proporcionou, bem como inspirações dos amigos espirituais que nos envia.

O autoconhecimento, autoaceitação e auto perdão são premissas para reforma íntima e a efetiva transformação moral que todos devemos praticar. (2)

Se o leitor ainda não tem traçados seus objetivos, inclusive espirituais para buscar evoluir, ser uma pessoa melhor e de bem, convido-o a realizar o autoconhecimento e estudar a doutrina que ensina que o homem de bem “interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem” (Kardec, 2018), assim, enfim, encontrará a resposta!

Maria Thereza dos Santos Pereira

Fonte: Letra Espírita

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Referências:

KARDEC, Allan; Tradução de Matheus Rodrigues Camargo. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 43ª reimp. São Paulo: Editora EME, 2018.

1- Leia mais em: “Premissas da Reforma Íntima”

2- Leia mais em: “Três Passos para a Reforma Íntima”

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