Exilados de Capela

Momento Espírita

EXILADOS DE CAPELA

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres usam em seus estudos, observa-se uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela.

Há vários milênios, um dos planetas da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingiu o ponto máximo de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, dificultando o progresso daqueles povos cheios de piedade e virtudes.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmo, resolveram, então, trazer aqueles Espíritos aqui para a Terra longínqua.

Na Terra, eles aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos povos primitivos que habitavam este planeta.

Foi assim que Jesus, como governador da Terra, recebeu, à luz do Seu reino de amor e de justiça, aquela multidão de seres sofredores e infelizes.

Jesus mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-os no halo bendito da Sua misericórdia e da Sua caridade sem limites.

Abençoou-lhes as lágrimas salutares, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a Sua colaboração cotidiana e a Sua vinda no porvir.

Esses Espíritos, vindos de um mundo em que o progresso já estava bem acentuado, guardavam no coração a sensação do paraíso perdido.

Ao encarnar na Terra, se dividiram em quatro grandes grupamentos dando origem à raça branca, ou adâmica, que até então não existia no orbe terrestre.

Formaram, desse modo, o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de chegar à Terra, guardavam a lembrança da promessa do Cristo.

Eis por que as grandezas do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Galileu, no seio de todos os povos, pelos antigos profetas.

Dentre os Espíritos exilados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do bem e no culto da verdade.

Importa considerar que eram eles os que possuíam menos débitos perante as leis Divinas.

Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante.

Uma saudade torturante de seu mundo distante, onde deixaram seus mais caros afetos, foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

Isso explica por que muitas raças que trouxeram grande contributo de conhecimentos à Terra, desapareceram há muito tempo.

Informações preciosas sobre a História da Humanidade terrestre foram trazidas pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier e constam do livro A caminho da luz.

Nesse livro você encontrará esclarecimentos sobre as grandes civilizações do passado, sobre a trajetória evolutiva do planeta, e muitas outras.

Irá saber porque Jesus afirmou que os mansos herdarão a Terra.

Descobrirá, também, que a Terra não está desgovernada; que no leme dessa gigantesca nave está Jesus, com mãos firmes e olhar sereno.

* * *

Os mundos também estão sujeitos à lei de progresso.

A Terra, por exemplo, já foi mundo primitivo, e hoje está na categoria de provas e expiações, que é apenas o segundo degrau da escala evolutiva.

Como o progresso é da lei, um dia a Terra atingirá o ponto máximo do atual ciclo evolutivo e passará para a categoria de mundo de regeneração, e assim por diante.

Por isso vale a pena investir na melhoria do ser humano, pois só assim conseguiremos transformar a Terra em um mundo de paz e felicidade.

Redação do  Momento Espírita, com base no livro A caminho da luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, ed. Feb.

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Ciclos da Vida – Momento Espírita

CICLOS DA VIDA

Às vezes, me pego a pensar na realidade da vida.

Lembro-me de pequenino, erguendo os braços para que papai ou mamãe me pegassem no colo.

Papai tinha um bigodinho preto, que roçava meu rosto, fazendo cócegas, quando me beijava.

Mamãe, muito linda, com seu sorriso encantador, sempre buscava me alegrar.

No meu primeiro dia de aula, os dois fizeram questão de me levar à escola, sorrindo e me estimulando à novidade, que me assustou, um pouco.

Meus irmãos e eu crescemos e foi chegando o dia de mudar de cidade, em função dos estudos.

Hora de encararmos a Universidade, no curso que escolhemos.

Voltamos formados, nos estabelecendo na cidade natal.

Percebemos que muitas coisas haviam mudado.

O sorriso de mamãe, quando se mostrava feliz, por nos ter de volta, não era mais tão brilhante.

Papai abandonara o bigode e estava com o rosto mais sério, embora ainda fizesse alguma piada e procurasse rir de pequenas tolices.

Em poucos anos, meus irmãos e eu nos casamos, iniciando nossas famílias.

No início, íamos passar dois domingos por mês junto dos velhos, acompanhando de perto o declinar daquelas criaturas queridas.

Os netos diziam que vovô só ficava sentado em sua cadeira preferida, resmungando coisas repetidas.

Vovó começara a se esquecer das palavras, buscando, de forma insistente, acessar a memória, sem grandes resultados.

Papai e mamãe haviam envelhecido precoce e rapidamente.

Estavam vulneráveis, cansados, não tinham mais disposição para brincar ou conversar com os filhos ou com os netos.

Em alguns momentos, pareciam voltar a atitudes infantis, ocultando alimentos que lhes faziam mal à saúde, para os degustar a sós.

Agora, por mais que os estimule a falar, não têm assuntos como antes, quando costumavam perguntar tudo de todos.

Repetem narrativas de fatos antigos, como se tivessem acabado de ocorrer.

Sinto, fortemente, como é complicado aceitar que nossos amores não detenham mais o controle de sua memória, de sua vida plena.

E descubro que a situação se inverteu.

Chegou o momento de sermos, meus irmãos e eu, o que eles foram para nós, no passado recente.

Eles precisam de nós. Tomei a decisão de vê-los diariamente, ficar com eles algum tempo, ouvi-los com paciência, como eles o fizeram, nos verdes anos da minha infância.

E, mesmo que não entendam tudo, lhes falo dos sucessos dos netos, de cada conquista que fazem. Também do meu dia, das questões que me envolvem na profissão.

Até deixei meu bigode crescer para fazer cócegas no rosto de papai quando o beijo, o que o faz rir.

Levo uma flor, em alguns dias, para dar à minha mãe, para incentivá-la a procurar um vaso, colocar água e a deixar na mesa da sala.

Sinto que a vida, a pouco e pouco, vai fechando mais um ciclo na vivência de meus pais.

Dou-me conta de que, logo, mais cedo do que imaginava, caminho, igualmente, para esses anos mais maduros, cheios de experiência.

Rogo e espero em Deus ter suficiente paciência para aceitar o que me toque, como experiência de vida, enquanto aguardo o desdobrar das vivências dos amores paterno e materno, que ainda estão nesta vida.

Ciclos da vida se sucedem.

Redação do  Momento Espírita

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Manipulação à Base do Medo Segundo o Espiritismo

Amanda Teixeira

Sabemos que o medo é uma sensação de alerta do nosso corpo sobre uma situação de possível perigo.

Em alguns casos, faz com que não demos andamento a algo, que não nos libertemos a conhecer algo.

Tudo varia de acordo ao caso concreto, mas sobre um fato vamos concordar: muitos atos não são praticados devido ao medo.

Por exemplo: Maria foi a uma festa, e não aceitou usar droga que lhe foi oferecida, por medo de seus pais descobrirem. Maria teve medo da consequência que poderia vir a ocorrer, caso praticasse o uso da droga. Mas, e se Maria não tivesse pais? Será que ela usaria? Existem vários pontos que Maria, nesse exemplo, pode ter pensado, mas o medo fez com que ela mudasse sua ação.

Nós, humanos, diariamente vivemos situações que envolvem o medo, porque somos criados culturalmente, desde criança, a ter o medo, mas não somos ensinados a nos policiar apenas por ter medo. Ainda no exemplo citado acima, de Maria, poderia ser: Maria não aceitou usar a droga que lhe fora oferecida porque entende o mal que ela faz ao corpo, além de ser algo ilícito.

Percebem a diferença? O caminho a ser seguido é sempre nós constatarmos o que é errado, simplesmente porque ele é errado, e não deixar de fazer apenas por medo, e nos direcionar a não sentir desejo daquilo, aprender com o tempo a não querer mais e entender realmente que não nos faz bem.

Isso acontece muito no espiritismo, muitas pessoas não efetuam certos atos porque apenas apresentam receio de ir para o umbral, exemplificando. Não deve ser esse o caminho, e sim as pessoas não praticarem o ato errado porque entendem que não é certo.

O futuro é construído todos os dias. A principal mudança que deve ocorrer é: você entende que é errado? Fica a reflexão.

Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, a questão 123 diz:

Por que Deus tem permitido que os Espíritos possam seguir o caminho do mal?

A sabedoria de Deus está na liberdade que ele deixa a cada um escolher, porque cada um tem o mérito de suas obras. (KARDEC, 2002).

Em outros termos, somos nós que trilhamos nossos caminhos, construímos nossa jornada, através do nosso livre arbítrio.

A Doutrina Espírita nos ensina que:

Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe [ao ser humano] uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.

O sofrimento faz parte da nossa evolução, não devemos sempre encará-lo de maneira negativa, e sim acreditar que ele nos faz crescer de alguma forma, assim como não devemos ter medo de errar, pois ninguém é perfeito, todos os seres encontram-se em estado de evolução, e ainda irão cometer seus equívocos. Devemos buscar sempre aprender com o erro, não nos acostumar, e sim assimilar a experiência para que não seja mais praticada.

Quando damos espaço ao medo em nossa vida, consequentemente nos tornamos ignorantes, em não aprender sobre o assunto, em não buscar informações, em não lutar contra esse medo e deixar que ele faça parte de nós. Não podemos nos tornar reféns do medo, o desconhecido nos gera com certeza muitas dúvidas, como, por exemplo, o medo do umbral, seja como você entenda ou denomine. Esse medo também tem feito muitos reféns.

Apenas o conhecimento libertará esse medo. Devemos ser bons, sem medo e preocupações.

Com certeza todos nós temos temor pelo nosso destino, e várias indecisões surgem: para onde vamos? será que iremos ao ”paraíso?” será que meu pecado me levará ao umbral?

Preocupa-nos ainda mais porque sabemos que nosso Espírito não morre, e sim nosso corpo material.

Isso, sem dúvidas, nos ocasiona desassossego, pois vivemos perante a Lei da causa e efeito:

Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá. (KARDEC, 2019).

Todas as nossas ações são submetidas às leis de Deus; não há nenhuma delas, por mais insignificante que nos pareçam, que não possa ser uma violação dessas leis. Se sofremos as consequências dessa violação, não nos devemos queixar senão de nós mesmos, que nós fazemos assim os artífices de nossa felicidade ou de nossa infelicidade futura.

Fica a lição de que podemos sim compreender aquilo que é certo e errado, termos a opção de amar a Deus, trilhar um caminho certo, do bem, sermos justos, apenas através da compreensão, e não por medo das consequências. Entender a mensagem que o espiritismo nos deixou e deixa, e trilhar seus caminhos, apenas porque queremos, e não por medo, porque intencionamos rever nossos valores, melhorar como humanos, enriquecer nossa moralidade, tanto conosco, quanto com o próximo.

Muita luz!

Amanda Teixeira

Fonte: Letra Espírita

REFERÊNCIAS

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 119. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002, cap. V, item 5.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Capivari: EME, 2019, Livro Quarto, Capítulo II, item 964.

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Perda de entes queridos

Rose Mary Grebe

PERDA DE ENTES QUERIDOS

A morte não existe para nós que somos espíritos encarnados.

Os últimos tempos e especialmente os últimos dias nos tem feito pensar bastante sobre algo que é uma das maiores certezas de que temos. A de que todos morreremos um dia, seguindo uma programação feita, na maioria das vezes, por nós mesmos. Exclui-se aqui o suicídio.

Nosso pouco conhecimento a respeito, nos faz apresentar a morte de uma forma assustadora, uma figura, normalmente esquelética empunhando uma foice a ceifar vidas. Uma visão bastante simplista, mas é a imagem que, normalmente, se tem da morte. Vidas tiradas, entes queridos que se perde, pessoas inocentes, jovens que se vão.

E ainda dizemos: por que não morreu o fulano que estava tão doente, ou tal pessoa que já é tão velha. Justamente morre o outro, tão bom, com a vida toda pela frente. Por que não aquele outro, que não presta, só incomoda….

E assim divagamos, questionamos Deus, damos os nossos veredictos. Tudo isso, pelo pouco conhecimento que temos, e não queremos ter, sobre o assunto. Muitos ainda dizem que os espíritas adoram falar de morte, são frios, não têm sentimentos. E em muitos lugares este assunto é encarado assim:

“Deus me livre, não quero falar dessas coisas”. Como se alguns de nós fôssemos ficar “para a semente”.

De modo geral não gostamos de falar sobre morte, sobretudo sobre a própria ou de nossos entes queridos. Essa resistência nos torna despreparados para um acontecimento que é inevitável.

Joanna de Ângelis nos ensina que é preciso reservar um tempo para a reflexão em torno do assunto. Se não nos preparamos para a desencarnação, igualmente não temos incluído na educação dos filhos consideração a respeito do tema. Quase sempre só os preparamos para a vida longa na Terra, como se todos desencarnassem em idade avançada.

Por que os Espíritas falam da morte com naturalidade?

A Doutrina Espírita nos mostra uma visão diferente, nos apresenta o desencarne como mais uma das etapas de nosso desenvolvimento: espiritual e físico. Na verdade, a morte não existe para nós que somos Espíritos encarnados. O que precisamos entender é que uma vez criados não morreremos jamais, nem que queiramos. Existe a morte de um corpo que nos foi dado como instrumento de evolução. Por isso devemos cuidar bem dele. Este corpo segue as leis da matéria.

A Doutrina Espírita nos mostra que somos seres milenares, encarnando e desencarnando, evoluindo e, consequentemente, buscando a perfeição e a felicidade. Isto é inexorável. Todos chegaremos à perfeição, relativa, um dia. E, com isto, à felicidade plena.

Mas com certeza, é doloroso para qualquer ser humano com sentimentos ver partir um ente querido seu. Principalmente quando este ente querido é jovem. Como é confortador saber que este ser, tão querido, na verdade não morreu, ele deixou uma veste, ou um corpo físico, partindo para um outro plano de vivência, o espiritual; absolutamente programado, sem “acasos”.

É nisto que gostaria de me fixar. Não existem acasos ou coincidências.

Nós, ao reencarnarmos, fizemos uma programação de vida terrena, que pode ser de dez, vinte, quarenta, sessenta, oitenta anos, como pode ser de meses ou dias.

Temos que ter muito claro:

Esta programação é de acordo com o que necessitamos, feita no plano espiritual, com uma equipe especializada;

Para nós, Espíritos, o corpo é um instrumento de progresso, que serve por um determinado tempo;

Que a vida verdadeira é a espiritual.

Mais remotamente, na época tribal, vemos que a morte não é propriamente um problema. Ela não é enfocada do ponto de vista da morte de um indivíduo. O homem primitivo, tão envolvido em sua comunidade, não tendo o centro em si mesmo, vê a morte não como uma dissolução, mas apenas como o assumir uma forma diferente da existência. O morto muda de estado, passando a pertencer a comunidade dos mortos. Daí os rituais de passagem. Não há a ideia de aniquilamento e os mortos podem retornar ao mundo dos vivos durante o sono destes e por meio de aparições. (Filosofando – Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins)

Sêneca nos afirma:

“Quem não souber morrer, terá vivido mal”.

“O que se tornou perfeito, inteiramente maduro, quer morrer”. (Nietzsche)

Há necessidade, então de que entendamos alguns mecanismos sobre o desencarne:

Ninguém desencarna sozinho e abandonado. Há uma equipe espiritual responsável por esta tarefa, que faz o desligamento entre o nosso Corpo Espiritual e o Corpo Físico.

A separação da alma e do corpo é dolorosa? (L.E. 154)

“Não, o corpo sofre, frequentemente, mais durante a vida que no momento da morte; neste a alma não toma parte. Os sofrimentos que experiência, algumas vezes, no momento da morte, são um prazer para o espírito que vê chegar no fim o seu exílio.”

À iminência da morte, dispara um processo de “balanço existencial”, mesmo que o desencarne não se complete.

Após o desencarne, o Espírito passa por um tempo de perturbação, que será mais ou menos longo, dependendo do estado de evolução de cada um. Dependendo deste estágio o Espírito pode ser levado a uma colônia espiritual, a um hospital, que reúna espíritos afins, ou outros locais. Mas, sempre ele terá a assistência espiritual. Mesmo os Espíritos mais renitentes no mal, ao primeiro sinal de arrependimento, são ajudados.

O que acontece é que não viramos anjos quando desencarnamos. Continuamos a ser a mesma individualidade. Portanto, depois de desencarnados, vamos sintonizar com os Espíritos com os quais nos afinizamos, continuaremos com os mesmos gostos, vontades, vícios…

Dependendo do estado, mais ou menos materializado, o Espírito continua preso às suas coisas: casa, dinheiro, objetos pessoais, pessoas. Muitas vezes, acompanha o velório.

Por tudo isso precisamos ficar mais atentos nos velórios, ajudando o ser desencarnante, com nossas preces e vibrações positivas. Muitas vezes o velório se converte em momento de piadas, lembremo-nos que isto só atrapalha.

Quanto ao cemitério, é apenas o local dos despojos, matéria que vai se decompor e voltar à natureza. Claro que deve haver o respeito, muitos Espíritos para ali são atraídos pelas preces ou choro da família. Por isso precisamos nos desvencilhar do atavismo de dizer que vamos visitar aquele ente que já está no cemitério. Ele irá para lá se o invocarmos, e nem sempre isto acontece. Podemos orar por este ser em lugares mais agradáveis. Tenhamos a certeza de que nos visitam no momento do sono.

Nós não perdemos nossos entes queridos, eles seguem suas programações de vida. Cabe a nós, se é que os amamos, ajudá-los nesta nova etapa de vida, não os retenha, que é uma prova de egoísmo, mas orando por eles, tendo bons pensamentos.

Rose Mary Grebe

Fonte:  Portal Casa Espírita Nova Era

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Como o Espírito se Apresenta após o Desencarne?

– Camila Vieira

COMO O ESPÍRITO SE APRESENTA APÓS O DESENCARNE?

Há uma infinidade de assuntos quando o tema é desencarne dos Espíritos, conteúdo inclusive que gera muita curiosidade em todos. No artigo de hoje vamos explorar um pouquinho sobre como o Espírito se apresenta após o seu desencarne. O desencarne acontece de forma imediata? O espírito mantém a mesma aparência de quando encarnado? As memórias das outras vidas voltam?

Primeiro, é importante entender o que é o desencarne. Consiste no desligamento dos laços que ligam o corpo físico terreno ao Espírito. Sabemos que diferentemente do Espírito, que é infinito, o corpo físico é um envoltório material com prazo de validade. Após a morte do corpo físico o Espírito continua a perpetuar suas existências independentemente de estar em um corpo físico.[1]

O desligamento do corpo físico com o desencarne não é imediato, há processos físicos e espirituais necessários para tanto. Não há um tempo específico, mas é certo que a forma que se dá o desencarne e o nível de evolução influenciam no tempo que o Espírito leva para concluir seu desligamento, sendo que desencarnes mais abruptos, como por morte violenta, suicídio e acidente, bem como espíritos menos evoluídos, demoram mais tempo no processo de desenlace.[2]

Questionado se o processo de desencarne é doloroso, Kardec nos responde que não, as vivências do Espírito ainda encarnado são mais penosas [3]. Contudo, por se tratar de um processo gradual [4], é muito comum que os Espíritos demorem a tomar consciência que houve o desencarne, gerando inclusive muita perturbação e inconformismo. [5] É comum que Espíritos nesta condição de revolta mantenham-se grudados em seus corpos físicos, acompanhando o processo de decomposição, por negar-se a aceitar o desencarne.

A vida terrena gera nos Espíritos esse sentimento de pertencimento, sendo o instinto de conservação inerente ao ser humano, o que justifica essa dificuldade na transição do plano físico para o plano espiritual.

É comum que familiares já desencarnados e Espíritos Superiores recebam o Espírito recém desencarnado como forma de acolhimento [6]. Inclusive, mesmo durante o processo de desencarne, o Espírito permanece recebendo as energias fluídicas. Assim, a sintonia dos familiares, amigos e pessoas encarnadas influencia neste processo, de forma que o inconformismo dificulta o desprendimento e o envio de boas vibrações ajuda no processo de transição e aceitação do Espírito desencarnado.

No início do processo de transição do plano terreno para o plano espiritual, os Espíritos podem sim permanecer com a aparência que assumiu na última encarnação, inclusive apresentando hábitos terrenos. Conforme dito anteriormente, trata de um processo que leva tempo.

Com o passar do tempo e com os tratamentos espirituais adequados, os Espíritos retomam a consciência e a lembrança das experiências anteriores, podendo assumir inclusive formas de encarnações anteriores que lhe são mais afetas.

Importante lembrar que a Espiritualidade acompanha integralmente todo o processo de desencarne, jamais deixando o Espírito desamparado. O acesso ao conhecimento do processo de desencarne durante a vivência terrena auxilia os Espíritos a passarem por este processo de forma mais harmoniosa, assim a importância de propagarmos os valiosos ensinamentos da Doutrina Espírita para o próximo.

Camila Vieira

Fonte:  Blog Letra Espírita

Referências:

[1] Pergunta 155, a

[2] Pergunta 165

[3] KARDEC, Allan. Pergunta 154 do Livro dos Espíritos.

[4] Pergunta 155, a

[5] Pergunta 163

[6] Pergunta 160

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Dúvidas Comuns Sobre a Espiritualidade dos Animais

Ricardo Luiz Capuano

DÚVIDAS COMUNS SOBRE A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS

Entrevista com Ricardo Luiz Capuano – Médico veterinário.

Procuramos através deste pequeno questionário esclarecer as dúvidas mais frequentes em relação à espiritualidade dos animais, tendo como base as obras de Allan Kardec, Chico Xavier, Marcel Benedeti e outros grandes autores espíritas.

Pergunta 1 – Os animais têm alma?

Resposta: Sim. Considerando que a inteligência é um dos atributos essenciais do espírito, tão importante que um se confunde com o outro, podendo até serem considerados a mesma coisa e como os animais agem demonstrando Inteligência Racional ou não Racional (na forma de instintos), eles possuem um princípio independente da matéria que sobrevive ao corpo e pode ser considerado seu espírito e quando encarnado sua alma.

Justificativas:

dos Espíritos – Pergunta 24 – “A inteligência é um atributo essencial do espírito um e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte, que para vós, são a mesma coisa.”

dos Espíritos – Pergunta 73 – “O instinto é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio”.

dos Espíritos – Pergunta 597 – “Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação. Haverá neles algum princípio independente da matéria? – Há e que sobrevive ao corpo”.

Pergunta 2 – A alma dos animais difere da alma dos humanos?

Resposta: – Não, no sentido de sua origem. A alma dos humanos e dos animais só estão em fases evolutivas diferentes, onde as almas humanas têm uma aquisição muito maior.

Justificativas:

dos Espíritos – Pergunta 540 – “Tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo.” dos Espíritos – Pergunta 606-A – “Então emanam de um único princípio a inteligência do homem e dos animais? Sem dúvida.”

Pergunta 3 – O que acontece com os animais ao desencarnarem?

Resposta: – Quando os animais desencarnam seu espírito é recebido por espíritos incumbidos de tutelá-los no mundo espiritual. Ele é curado de suas enfermidades (muito mais rápido que os humanos) e é logo reconduzido para animar novos seres. Alguns animais, por suas características próprias e valores adquiridos servem ao homem também no mundo espiritual. Vemos, pois, cães, aves, e outros animais que são descritos nas obras espíritas, mas não são espíritos errantes, pois não possuem essa liberdade. Os espíritos dos animais no mundo espiritual ficam sob a tutela dos humanos, que se incumbem deles.

Justificativas:

dos Espíritos – Pergunta 600 – “A alma do animal depois da morte é classificado pelos espíritos a quem incumbe essa tarefa e é utilizado quase imediatamente.”

dos Médiuns – Pergunta 283 – “Depois da morte do animal o princípio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua a obra de sua elaboração, assim, no mundo dos espíritos não há errantes Espíritos de animais, porem unicamente Espíritos humanos.”

Nosso Lar – André Luiz – “Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e de quando em quando pousavam agrupadas nas torres muitas alvas…”

“Os cães são auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral”

“Animais que mesmo de longe pareciam iguais aos muares terrestres”

Pergunta 4 – Se os animais reencarnam eles evoluem como nós humanos?

Resposta: Os animais evoluem, mas não como nós, eles evoluem pela “força das coisas”, ou seja, por situações que são alheias a sua vontade. Como ainda não têm um livre arbítrio desenvolvido igual aos humanos à maioria das situações de aprendizado são motivadas por forças externas a sua vontade.

Deste modo os animais não têm que expiar suas dívidas, apenas aprender com suas experiências. O termo por “força das coisas” refere-se às organizações de Espíritos superiores agindo sobre os animais, que não poderiam se conduzir por si mesmos.

Justificativas:

dos Espíritos – Pergunta 602 – “Os animais progridem como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas? – Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”

Revista Espírita março de 1864 – “Há uma lei geral que rege os seres da criação, animados ou inanimados; é a lei do progresso. Os espíritos estão submetidos a ela pela força das coisas.”

Programa “Alma Querida” – Adão Nonato – “Os animais evoluem dentre as espécies até se aproximarem do homem, é pelo contato com o ser humano, que os animais irão fazer sua evolução para humanizar-se.”

Pergunta 5: Os animais sentem dor? Possuem sentimentos?

Resposta: Sim e cada vez mais a ciência vem confirmando esses fatos que aquelas pessoas que convivem com os animais nunca tiveram dúvida.

Justificativas:

“Lato, logo existo” – O Estado de São Paulo – 217\2012 – “Ante evidências de que os animais têm consciência e sofrem é hora de o homem tratá-los com respeito”…,…“Com o respaldo de uma década e meia de estudos do fenômeno da consciência, do comportamento animal, da rede neural, da genética e da anatomia do cérebro, cada vez mais refinado por novas tecnologias de investigação, concluiu-se que as estruturas nervosas ativadas no cérebro de um bicho assemelha-se às de um humano quando também sente prazer, medo, dor e até piedade.”

Mandato de Amor – Chico Xavier – “Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem duvida que minutos antes do golpe fatal, os bovinos derramam lágrimas de angústia? “

Qual sua Dúvida para o tema “A Espiritualidade dos Animais” – Marcel Benedeti – “Os animais, assim como nós, possuem sistema nervoso que serve para fornecer informações sobre o meio ambiente em que está . . .A dor que é uma interpretação desse sistema corporal, serve para indicar a presença de perigo ou risco para sua sobrevivência”

Pergunta 6 – Por que os animais sofrem tanto?

Resposta: Os animais sofrem, não para compensar ou resgatar seus erros, pois seu livre arbítrio é muito restrito, mas sofrem para que sua consciência se expanda e alcancem maior conhecimento.

Justificativas:

Léon Denis – “Todos os seres têm de passar pelo sofrimento. Sua ação é benfazeja…,… O sofrimento é, de modo geral, como agente de desenvolvimento, condição de progresso.”

Qual sua Dúvida para o tema “A Espiritualidade dos Animais” – Marcel Benedeti – “À medida que os Espíritos na condição animal, por exemplo, expandem sua consciência pela dor, expandem também sua condição de desenvolver sentimentos relacionados ao amor ao próximo, tornando –os aptos a entrar em outra faixa evolutiva: a humanidade.”

Emanuel – Chico Xavier – “Nem sempre o sofrimento está atrelado ao resgate do passado, mas toda a vivencia atrelada ao sofrimento leva ao aprendizado.”

Pergunta 7: Como os animais reencarnam com certa rapidez é possível que retornem para a mesma família?

Resposta: Sim, e até muito provável que durante o percurso de nossa vida carnal, que é bem mais longa que a da maioria dos animais de estimação, reencontremos amigos que desencarnaram e que se apresentam em novos corpos para continuarem seu aprendizado a nosso lado.

Justificativas:

Qual sua Dúvida para o tema “A Espiritualidade dos Animais” – Marcel Benedeti – “Os animais principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados, e quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam várias vezes ao mesmo lar.”

Emanuel – Chico Xavier – “Chico, pare e preste atenção neste cãozinho. É o Dom Pedrito que está voltando para você!”

A Questão Espiritual dos animais – Irvênia Prada – “A reencarnação pode favorecer o reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado de amor”

Pergunta 8: Se os animais evoluem, eles um dia se tornarão humanos?

Resposta: Sim, como já foi comentado, a evolução se dá do “Átomo ao Arcanjo”, assim a alma passa por uma evolução constante, cada vez galgando um degrau mais elevado. Tudo depende do aprendizado e chegará uma hora que os animais adentrarão no reino hominal, assim como o homem evoluindo se tornará um dia um arcanjo.

Justificativas:

A Gênese – Allan Kardec – “Todas as almas têm a mesma origem e são destinadas ao mesmo fim. A todos o Supremo Senhor proporciona os mesmos meios de progresso, a mesma luz, o mesmo amor.”

A Gênese – Allan Kardec – “A alma dos animais segue uma lei progressiva como a alma humana; e que o Princípio Inteligente de que são dotados (…) finalmente estes passarão um dia do reino animal para o reino hominal.”

Programa “Alma Querida” – Adão Nonato- “Os animais evoluem dentre as espécies até se aproximarem do homem, é pelo contato com o ser humano, que os animais irão fazer sua evolução para humanizar-se.”

Revista Espírita – Março de 1860 – “Pode (um animal) aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um Espírito Humano? – Ele pode, mas depois de passar por muitas existências animais, seja no nosso planeta terrestre, seja em outros.”

“Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos consideremos que os animais diversos, a nós rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmo o próprio princípio inteligente.(…) Eles, os animais aspiram ser, num futuro distante, homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e o mais experimentado dos animais. (…) Tudo isso se resume em graves responsabilidades para os seres humanos; a angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhe altera o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências (…) A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus” – Chico Xavier – Mandato de Amor.

Ricardo Luiz Capuano

Fonte:  Portal do Espírito

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Nosso Ego ferido

Hugo Lapa

O EGO FERIDO

Um homem foi procurar um sábio e perguntou: – Mestre, fui muito ofendido por uma pessoa e estou com ódio de tudo isso. O que você me aconselha?

O sábio disse: venha cá, meu filho, para que possa te orientar. O homem se aproximou e ficou aguardando. O sábio então pressionou forte seu ombro direito. O homem soltou um grito de dor! Havia uma ferida em seu ombro.

O homem perguntou: – Mestre! Você enlouqueceu? Por que pressionou assim a ferida que tenho no meu ombro direito? Doeu bastante… O sábio respondeu: – Doeu muito, não é?

Agora vou tocar no seu ombro esquerdo com a mesma força. Diga-me o que sente… O sábio pressionou o ombro esquerdo do homem. O homem disse: – Agora não sinto nada mestre. – Por que você não sente nada, perguntou o mestre.

– Ora mestre, eu não sinto nada nesse ombro porque aqui não existe uma ferida. Ao contrário do ombro direito, onde existe uma ferida que faz meu ombro ficar sensível a qualquer toque.

O sábio disse: – Exatamente. Só dói onde existe uma ferida, ou seja, onde estamos de algum modo sensíveis diante das ocorrências externas. O mesmo acontece com as ofensas, as agressões verbais, as calúnias, as difamações etc. Uma pessoa te ofende e isso te afeta porque existe uma sensibilidade em você. E essa sensibilidade vem de uma “ferida”, uma fraqueza, uma falta, uma carência etc.

E tudo isso vem do nosso ego, do nosso orgulho, da nossa vaidade. O homem prestava bastante atenção nas palavras do sábio.

Este concluiu: – É necessário então curar essa ferida, resolver essa sensibilidade… e isso se faz deixando de lado o nosso ego. Não havendo mais ego, não há mais como alguém tocar nas nossas feridas, pois o que nos deixa sensíveis a tudo é nosso ego ferido. Quando você resolver isso, todos podem te ofender de diversas formas: você não sentirá nada.

Hugo Lapa

Fonte:  Kardec Rio Preto

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Fé de vez em quando…

Nilton Moreira

FÉ DE VEZ EM QUANDO?

Nestes dias de pandemia que atingiu o Planeta e que no entendimento de muitas pessoas foi providenciado para nos convocar a meditar acerca de valores da vida, pandemia que nos privou de gestos como aperto de mão, beijo e abraço, cuja falta de externarmos essas atividades física nos causou bastante frustração, principalmente em relação as pessoas que amamos, nos questionamos.

Mas será que o aperto de mão que a maioria praticava vinha do coração? Será que aquele aperto de mão de alguns poucos políticos que acontecia olhando no olho de outrem enquanto apertava nossa destra era verdadeiro? Será que o beijo dado sem o toque com os lábios na face e que em algumas regiões se davam dois ou três beijinhos tinha amor? E aquele abraço que envolvíamos era caloroso ou mero espetaculoso?

Agora que a pandemia já está passando, avaliemos se estavam de acordo com o amor que Jesus pregou, pois, toda a energia que expandimos podemos melhorar as pessoas que tocamos ou piorá-las momentaneamente! São gestos físicos, mas se contiverem amor verdadeiro tornam-se energia pura, e muitas vezes só o chegar perto ou abraçar uma pessoa podemos sair com dor de cabeça, pois são fluidos que circulam e não tem nada de surpreendente, pois até a distância podemos exteriorizar energia.

Jesus certa ocasião, após descer da barca que fazia suas pregações ensinando o povo, foi cercado por grande multidão como normalmente acontecia. Em determinado momento parou a caminhada e perguntou: “quem me tocou”? Os discípulos ponderaram dizendo que várias pessoas o tocavam, mas Jesus volta a dizer que alguém o tocara pois Dele saíra um poder, uma virtude! Nesse momento uma mulher que sofria de hemorragia há vários anos disse que fora ela que o tocara e que assim procedeu pois tinha certeza que ficaria boa com o gesto. Jesus imediatamente disse que ela estava curada, pois que a fé que ela tinha a curara.

Veja que Jesus curava apenas aplicando a energia e dizia que a fé que os que recebiam o poder é que possibilitava a cura.

Foram inúmeras curas que o Mestre promoveu. Todas tinham o ingrediente principal que era a fé. A mesma fé que devemos ter quando apertamos a mão, beijamos ou abraçamos! Será que possuímos fé suficiente para sermos curados ou sermos veículo de cura, ou será que temos fé apenas quando precisamos de melhorias ou soluções para nossos problemas? Temos de rever essa nossa conduta, pois pedir só quando necessitamos não é a verdadeira fé.

As curas são possíveis, mas a nossa fé tem de ser contínua. Não pode ser uma fé de vez em quando, porque assim agem todos que são oportunistas. Isso não agrada Deus. Paz a todos.

Nilton Moreira

Artigo da Semanal – Estrada Iluminada

Fonte: Espírit Book

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Inseminação Artificial

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: HÁ ESPIRITOS LIGADOS AOS EMBRIÕES DESCARTADOS?

Fernando Rossit

A reencarnação ocorre por dois meios: o natural e o artificial. Em outras palavras, pela comunhão sexual ou por fertilização artificial, esta última, frequentemente, quando um ou os dois cônjuges são estéreis.

No primeiro caso, isto é, na reencarnação natural, o Espírito reencarnante é atraído pelo campo vibratório que se forma durante a comunhão sexual. Já no segundo caso – uma reencarnação planejada – a ação da medicina, conjugada com a dos mentores espirituais, torna-se imprescindível para que a reencarnação se processe.

Esclarecem-nos os Mentores que a ligação do Espírito reencarnante se dá no momento da concepção, isto é, no momento em que o óvulo é fecundado. Referem-se, evidentemente, à concepção realizada por meios naturais, isto é, através da comunhão sexual. (1)

Pelo fato de ainda não existirem naquela época meios artificiais de fertilização, que só surgiram após o avanço da ciência, os Espíritos não desenvolveram a questão (não havia como se falar sobre algo que ainda não existia).

É certo que, junto com a equipe médica, uma equipe de técnicos espirituais em reencarnação acompanha com cuidado e contribui para o sucesso do procedimento.

Como se trata do retorno de espíritos para a vida física, os Mentores incumbidos da seleção e preparo dos espíritos reencarnantes fazem-se necessários.

No procedimento, os médicos preparam vários embriões que são escolhidos pela capacidade de desenvolverem-se ou não. Nesse aspecto, vê-se, tão somente, as condições orgânicas, puramente físicas da vida prosperar. Os que estiverem em melhores condições, poderão ter chance de desenvolver uma vida.

Quando existirem muitos embriões com condições favoráveis ao desenvolvimento, é possível mantê-los com vida latente por meio do congelamento, para que mais tarde possam ser utilizados na mesma mãe ou em outras incapazes de gerar, naturalmente, bem como em pesquisas.

A legislação brasileira permite o congelamento e utilização em pesquisas de células-tronco. Sobre o descarte, ela é omissa. Senão, vejamos:

A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), em seu artigo 5º, aduz que é “permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: (1) sejam embriões inviáveis; ou (2) sejam embriões congelados há três anos ou mais”.

Não há, portanto, permissão nem vedação expressa ao descarte de embriões humanos.

Do ponto de vista espiritual, a dúvida é – existe a presença de Espíritos ligados aos embriões quando são congelados?

A razão e a lógica dizem que não.

É um assunto controverso no meio espírita, pois existem confrades que defendem a ideia de que existem espíritos ligados à vida iniciante. Nessa linha de pensamento, o congelamento ou descarte de embriões implicaria em aborto.

Minha opinião coaduna-se com a de Richard Simonetti:

“O processo reencarnatório (no caso de inseminação artificial) se inicia quando há perspectiva de desenvolvimento da vida, a partir da implantação do óvulo fecundado no útero materno. Não consigo imaginar os mentores espirituais sustentando em uma geladeira, indefinidamente, uma reencarnação que não irá além do embrião.”  (2)

Assim, raciocinando, no caso de congelamento de embriões, o que há de fato é apenas vida orgânica, sem a presença de Espírito.

Acreditamos que o mesmo raciocínio seja válido para os embriões descartados.

Fernando Rossit

Fonte:  Agenda Espírita Brasil

Referências Bibliográficas:

(1) O Livro dos Espíritos, questões 136-a (2) e 344 (1).

(2) Reencarnação, Inseminação Artificial – Richard Simonetti

(3) Site http://www.direitonet.com.br

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Guerras à Luz da Doutrina Espírita

Camila Vieira

Quando pensamos na palavra “guerra”, é inevitável não surgir imagens de destruição, morte e sofrimento em nossa mente. Sendo a Espiritualidade a força motriz na condução da evolução dos Espíritos, definindo estratégias e caminhos rumo ao progresso espiritual, será que as guerras são necessárias para nossa progressão? As guerras são fruto do planejamento da Espiritualidade?

Antes de respondermos a estes curiosos questionamentos, importante trazermos o que O Livro dos Espíritos diz a respeito das guerras. A obra básica de Allan Kardec possui um capítulo dedicado às leis morais que regem a vida espiritual, dentre elas a “Lei de Destruição”.[1] Ora, então é da natureza do Espírito a guerra? Sim e não.

Sabemos que existem Espíritos em diferentes graus de evolução, de forma que a sintonia do Espírito o atrai para mundos mais evoluídos se estes estiverem em ascensão espiritual, e para mundos menos evoluídos caso se encontrem ainda em grau de desenvolvimento primitivo. Sabemos também que o Planeta Terra se encontra no estágio de provas e expiações, ou seja, não tão primitivo na escala de progressão, mas ainda em busca da regeneração.

As guerras ocorrem em mundos selvagens habitados por Espíritos que ainda possuem fortes laços com a matéria e as paixões, civilizações que traçam um jogo de força entre seus interesses individuais.[2] Mas a guerra tende a desaparecer na medida em que estes Espíritos evoluem e praticam as leis divinas.[3]

Assim, não é correto afirmar que a guerra é inerente à natureza do Espírito, mas sim que está presente em trajetória espiritual por um período transitório, enquanto o Espírito não desenvolve totalmente suas capacidades pautadas nas leis do Cristo. Logo, não há guerras em mundos mais evoluídos, visto que os Espíritos que lá habitam adquiriram elevação espiritual incompatíveis com eventos mais rudimentares, como as guerras.

Então as guerras são necessárias? São planejadas pela Espiritualidade?

A Espiritualidade jamais realiza planejamentos que visam prejudicar a evolução dos Espíritos, muito pelo contrário. Na medida em que um Espírito se encontra na sua forma primitiva ou em desenvolvimento, passará por provas e expiações em mundos condizentes com referido grau evolutivo. Não é razoável dizermos que a Espiritualidade programa guerras, mas sim monitora o risco da ocorrência destes eventos em mundos marcados por civilizações ainda não evoluídas, jamais os desemparando. Lembrando que todo Espírito detém o livro arbítrio, tomando as rédeas de sua caminhada evolutiva; ainda que a Espiritualidade trace rotas para a condução deste Espírito, é ele que tem controle de seus passos.

Mas então por que a Espiritualidade não evita as guerras? Os Espíritos Benfeitores bem que tentam intervir sobre aqueles que estão em vias de cometerem atos de guerra, mas, como dito, os Espíritos possuem livre arbítrio em suas decisões. Estes Espíritos contam ainda com a influência de Espíritos inferiores, que, em manobra oposta aos Benfeitores, os persuadem para a guerra.

Contudo, uma guerra não só representa destruição sob a ótica espiritual, mas também reflete restabelecimento do equilíbrio; afinal, de toda destruição haverá uma reconstrução.

Esta lógica condiz com a lei moral do progresso: os Espíritos não nascem perfeitos, eles se desenvolvem em busca da perfeição. Assim, o caos será transformado em harmonia, e o desajuste em evolução. A Espiritualidade não dorme e está em constante assistência aos Espíritos em suas caminhadas rumo à evolução moral.

Camila Vieira

Fonte: Letra Espírita

REFERÊNCIAS

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Capivari, SP: Editora EME, 2019, capítulo 6.

[2] Idem, Ibidem, pergunta 742.

[3] Idem, ibidem, pergunta 743.

 

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