AME A SI MESMO E PERMITA-SE FLORECER

Viviane de Barros

Você já deve ter lido a frase: “Floresça onde Deus lhe plantar”. Mas, já parou para pensar no significado dela? Ou ainda, já se permitiu florescer?

Estamos para adentrar na época mais colorida e alegre do ano, na qual as plantas, com toda sua magnificência, nos dão um verdadeiro exemplo de resiliência e esperança, quando, então, encontram condições ideais para desabrocharem e nos presenteiam com suas belas flores e aromas em um verdadeiro espetáculo da natureza, fruto da obra perfeita do pai Criador.

E qual seria esse exemplo?

Bom, nossas amigas, desde as maiores até as pequeninas, das mais fortes até as mais frágeis, nos mostram que, no decorrer de nossa existência terrena, passaremos por períodos bons e encantadores, mas também por períodos que não nos serão agradáveis e favoráveis, porém que todas essas fases são passageiras, razão pela qual devemos sempre acreditar em nossa essência, e lutar, mesmo que de forma sutil, contra as intempéries e provações que surgirem, pois logo chegará o momento em que o sol brilhará e, como ele, irradiaremos a nossa luz.

E como encontramos força para passar por esses momentos e podermos renascer?

A resposta é simples: A força está no autoamor!

Amor. Sentimento sublime e de essência divina que, como nos fala o espírito Fénelon no item 9, do Capítulo XI, do O Evangelho Segundo o Espiritismo, “desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado”.

O amor é o sentimento que sintetiza toda a doutrina do mestre Jesus, que o apresentou à humanidade como o caminho da perfeição, visto que temos como mandamento primordial: amar a Deus, amar ao próximo e amar a nós mesmos. (Mateus, XXII: 34-40).

Embora essa máxima nos foi apresentada há mais de dois mil anos, e muito se fale na atualidade sobre o autoamor, é fato que muitos ainda desconhecem o que ele realmente seja, sendo comumente confundido com sentimentos como egoísmo e vaidade.

Contudo, o autoamor diverge desses sentimentos, sendo esses frutos de pensamentos e emoções conflituosos, tais como medo, insegurança e carência, adquiridos nessa e em outras encarnações, que carregamos em nosso íntimo e dos quais, ainda, não conseguimos nos libertar.

Mas então o que é o autoamor? Vamos lá.

Amar a si mesmo é um ato de se aceitar da forma que se é, é buscar sua autenticidade e valorizar o caminho que você trilhou até o momento. Amar a si mesmo é se respeitar, respeitar seus limites, se perdoar por tudo o que você fez e que não lhe agrada mais. Amar a si mesmo é acolher-se, acreditar em si, cuidar-se de forma física, emocional e espiritual, levar uma vida leve, ter uma alimentação saudável.

Autoamor é o conjunto de práticas que visam aumentar a sua qualidade de vida e que colocam você como a pessoa mais importante dela, que busca melhorar e evoluir constantemente, atos estes que, por consequência, melhoram a vida das pessoas ao nosso redor.

São todas as nossas atitudes, pensamentos e sentimentos capazes de elevarem a nossa autoestima e que nos levam a sermos gratos pelo que somos e pelo que temos, a sabermos o que somos, o que desejamos e o que não queremos para nós, o que corrobora para alcançarmos a felicidade.

Nas palavras de Wanderley Oliveira, na obra Descomplique, Seja Leve:

Se você acolhe sua vida, suas atitudes e seus sentimentos com bondade, carinho e paciência, se você trata a si mesmo com ternura e carinho, isso compõe a sua proteção e preserva seu bem-estar físico e espiritual. (…)

Autoamor é força divina de defesa e fonte de luz para todos os passos na sua vida.”

Em igual sentido, Joanna de Ângelis, na obra Conflitos Existenciais, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, nos ensina que:

Somente é capaz de amar a outrem aquele que se ama. É indispensável, portanto, que nele haja o autoamor, o auto respeito, a consciência de dignidade humana, a fim de que as suas aspirações sejam dignificantes, com metas de excelente qualidade.

Atitudes pautadas no autoamor nos poupam de sofrimentos, visto que à medida que mais nos amamos, mais nos afastamos de crenças, pessoas e situações que não nos fazem bem.

Trata-se, portanto, de um amor que preserva a paz pessoal, que dá equilíbrio interior, que leva à prática de hábitos saudáveis, que propicia crescimento intelectual, espiritual, emocional e moral, e através do qual conseguimos fazer o bem a outras pessoas, praticando, assim, a verdadeira caridade, o que nos aproxima de Deus.

E como se constrói essa relação de amor consigo mesmo?

O autoamor não é um sentimento que se busca fora, mas sim no nosso íntimo.

Amar a si mesmo requer a pratica de autoconhecimento, por meio da qual despertamos nossa consciência sobre quem somos.

Essa prática nos faz viajar ao nosso íntimo, nosso verdadeiro eu, e refletir sobre nosso comportamento, nossos medos, nossos padrões limitantes, nosso lado sombra, enfim, tudo aquilo que não queremos admitir que existe em nós.

É por meio do autoconhecimento que nos conectamos com a nossa realidade essencial, observarmos nossas vulnerabilidades e passamos a trabalhar em busca do desenvolvimento espiritual, na pacificação de nossos pensamentos, na harmonia de nossas emoções e sentimentos, na transformação de vícios em virtudes e traços indesejáveis em qualidades, mudanças essas que nos colocam no caminho da nossa felicidade.

Porém, essas mudanças não acontecem do dia para a noite. Assim como as flores esperam pela primavera para florir, temos que ter consciência de que a reforma íntima exige disciplina, persistência e tempo.

Deus, em sua infinita bondade, nos permitiu a vinda a esse planeta para evoluirmos. Para tanto, plantou a semente do amor em nós. Ela está em você, mas para que de frutos é preciso que você arrume o seu solo interno para que ele se torne fértil e lhe forneça os nutrientes necessários para o seu crescimento.

Esse processo, que o levará ao despertar de um novo mundo interior, requer constância até sua completa adaptação e resiliência, pois muitas vezes encontraremos dificuldade pelo caminho. O importante é ter fé, acreditar e não desistir!

Ao vivermos em harmonia com nossa essência, nossas emoções e pensamentos, encontraremos o terreno ideal para crescermos, desabrocharmos e podermos contemplar e desfrutar a beleza de amar a nós mesmos.

Assim, sabendo que a mudança que você precisa deve ocorrer em seu íntimo, não perca mais tempo. Comece agora mesmo o seu processo de reforma íntima. Ame a si mesmo e permita-se florescer.

Viviane de Barros

Fonte: G. E. Casa do Caminho de São Vicente

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Vacina do corpo e vacina da Alma

Eduardo Battel

Em sua infinita bondade, o Criador nos concede a oportunidade de encarnarmos para evoluirmos. Para isso, Ele nos oferece um corpo material para que possamos interagir nessa dimensão física em que estamos encarnados. É nossa obrigação cuidarmos desse corpo que nos foi “emprestado” por Deus, pois dependemos dele para cumprirmos a nossa jornada evolutiva. Se não fizermos isso seremos suicidas, pois a Doutrina Espírita nos ensina que tudo o que fazemos, de maneira consciente ou inconsciente, que abrevia a nossa encarnação, é um suicídio.

Todos sabem que podemos cuidar do nosso corpo tendo um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada, praticando atividade física, regularmente, não tendo vícios como o tabagismo, alcoolismo e a drogadição. Também fazemos isso indo ao médico, seguindo as suas orientações e tomando as vacinas preconizadas pelas agências de saúde. Tudo isso requer esforço e dedicação, mas se fizermos, evitaremos muitos problemas presentes e futuros. Porém só isso é o suficiente para cuidarmos da nossa saúde?

A Doutrina Espírita nos ensina que a origem de muitas doenças está no espírito e que estas se manifestam no corpo material. Dessa forma, além de cuidarmos da saúde do corpo físico, também temos que cuidar da saúde da alma. Mas como fazemos isso? Extinguindo de nós mesmos os sentimentos que não estão de acordo com as Leis Divinas e passando a vivenciar o amor e a fraternidade pura. Chico Xavier nos disse: “Ninguém pode ter saúde física e mental sem limpar o coração das amarguras, sem ter consciência tranquila, sem deixar de sofrer pelos problemas do passado e sem perdoar a ignorância alheia.” Dessa forma, devemos ficar atentos aos nossos sentimentos, pensamentos e atos, pois eles influenciam, diretamente, na saúde do espírito e, consequentemente, na saúde do corpo físico.

André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, ensina-nos alguns preceitos de saúde. Se conseguirmos segui-los, teremos uma existência muito mais saudável e proveitosa:

  1. Guarde o coração em paz, à frente de todas as situações e de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus;
  2. Apoie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual;
  3. Cultive o hábito da oração. A prece é luz na defesa do corpo e da alma;
  4. Ocupe o seu tempo disponível com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. A sugestão das trevas chega até nós pela hora vazia;
  5. Estude sempre. A renovação das ideias favorece a sábia renovação das células orgânicas;
  6. Evite cólera. Enraivecer-se é animalizar-se, caindo nas sombras de baixo nível;
  7. Fuja à maledicência. O lodo agitado atinge a quem o revolve;
  8. Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro. O ar puro é precioso alimento e a limpeza é simples obrigação;
  9. Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer;
  10. Use a paciência e o perdão, infatigavelmente. Todos nós temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina, milhões de vezes, e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar própria queda, na morte inútil.

Da mesma maneira que existem vacinas para o envoltório material, existem também vacinas para o espírito. Estas vacinas são pensamentos e ações que nos ajudam a termos uma saúde integral. O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, mais conhecido como Bezerra de Menezes e alcunhado como “O médico dos pobres”, é o patrono da Associação Médico Espírita do Brasil (AME-Brasil). Ele nos ensina:

“O homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma!”

Eduardo Battel

Fonte: Agenda Espírita Brasil

Nota do Editor:

Imagem ilustrativa e em destaque disponível em https://www.mensagemespirita.com.br/chico-xavier/andre-luiz/vacinas-da-alma-chico-xavier

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Gravidez sem feto

Drª Giselle Fachetti Machado

Diversas publicações psicografadas, através de médiuns sérios, nos esclarecem que algumas das gravidezes que terminam em aborto são utilizadas como um dos meios terapêuticos do qual a espiritualidade se utiliza para recuperação de espíritos com risco de ovoidização, ou ainda, para a recuperação daqueles portadores de deformidades severas do perispírito.

O trânsito pela matéria, ainda que fugaz, permite a reestruturação do corpo espiritual. Os mecanismos de miniaturização e amnésia envolvidos no processo permitem o reequilíbrio de espíritos em sofrimento, principalmente naqueles vítimas de dores de tamanha intensidade que são tomados por estados de desagregação mental severa com grande risco de implosão do corpo espiritual.

Tal morbidade espiritual é também chamada de segunda morte, ou ovoidização. É descrita tanto por André Luiz no Livro Evolução em Dois Mundos, quanto por Adamastor no excelente livro, Ícaro Redimido, psicografado pelo médium mineiro Gilson Freire.

Se uma experiência aparentemente traumática e frustrante, como o abortamento espontâneo, pode ser utilizada para benefício dos sofredores, por que permitiria Deus, que esse aspecto fosse desprezado, enquanto inúmeros espíritos necessitam da abençoada terapia do choque físico?

Sabemos que ocorrem 90 milhões de nascimentos por ano no mundo e 60 milhões de abortamentos entre os espontâneos e os provocados. A energia mobilizada nesses processos dolorosos é imensa e tem utilidade não só para os envolvidos fisicamente no processo, mas também, para os que precisam recuperar anatomia do seu perispírito.

Nestes casos, mesmo havendo a influência do campo morfogenético do espírito reencarnante, a formação do corpo físico fica prejudicada pelo grau de deformidade que esse princípio estruturador apresenta.

Gravidezes nestas circunstâncias geram embriões e fetos com deformidades que são incompatíveis com a vida física, muitas vezes mesmo que a carga genética seja absolutamente normal. Por isso temos cerca de 10 a 20 por cento de abortamentos em gravidezes clinicamente detectadas.

Do ponto de vista médico existirão diversas explicações para o desenvolvimento inadequado do concepto e sua posterior eliminação. Doenças genéticas, teratogenicidade induzida por fatores ambientais, tais como infecções e medicamentos, alterações imunológicas, distúrbios do metabolismo enzimático e protéico…

Tais explicações são absolutamente verdadeiras do ponto de vista material, mas a causa dos abortamentos espontâneos vai além da questão física. O espírito, que deveria presidir a formação de um novo corpo físico, traz em sua complexidade morfológica as deformidades que se transmitirão por ressonância mórfica ao seu duplo físico.

Em algumas entidades tal é a deformidade que apresentam que não são capazes de induzir a matéria a mais do que uma proliferação desordenada e agressiva de tecido sincicial como observamos nos casos de mola hidatiforme.

Os espíritos parasitas que se habituaram por séculos a extrair energias vitais de seus parceiros obsedados, os quais cumpriam sua penosa caminhada terrena, não mais do que essa capacidade podem oferecer aos tecidos cuja neoformação induziram.

Uma vez tratada a doença e eliminadas as células agressivas do organismo materno, a fonte de exploração seca. E, então, o parasita é forçado a obter energias da sua própria economia fisiológica.

Neste momento crucial ele é capaz de vislumbrar flashes de consciência, que se reforçados pela energia amorosa da família que sofreu a perda com resignação e esperança, servirão de combustível para o seu desabrochar definitivo como espírito consciente, o que já foi antes de afundar no charco de seu desespero.

Portanto, apesar de ser possível em situações excepcionais, a existência de gestações sem que haja espíritos a elas destinados, essa situação é raríssima. Rara, pois que a espiritualidade superior é extremamente organizada e procura não perder nenhuma oportunidade de realizar o bem.

E ainda, quando isso excepcionalmente acontece, tenhamos a certeza que não se formará um sistema orgânico perfeito e funcional, pois tal não é possível sem a influência de um espírito com sua estrutura fisiológica minimamente adequada.

Serão no máximo as gravidezes anembrionadas e mais freqüentemente os microabortos, que ocorrem de forma até imperceptível ao diagnóstico clínico.

Sabemos que cerca de 70 % dos ovos são perdidos sem que cheguem a gerar gravidez clinicamente detectável. Isto sim, ocorre por não haver espírito determinado para encarnação naquela oportunidade.

Hoje, podemos esclarecer melhor, o que foi genericamente abordado no Livro dos Espíritos. Naquela época sequer se conheciam as diversas possibilidades em termos de causas orgânicas de abortamento e teratogênese. Daí por que houve uma resposta essencialmente genérica. Agora, entretanto, já temos condições de nos depararmos com verdades mais profundas.

Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espírito?

“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nenhum espírito esteve destinado.

Nada tinha que se efetuar para eles.

Tais crianças então só vem por seus pais.”

A utilidade desse conhecimento se faz pelo objetivo primordial de valorização da vida, quer ela progrida, ou não, além das barreiras do ventre materno. Qualquer que seja a duração de uma gravidez, ela deve ser vivida com amor.

Os pais devem saber que o amor que transferem ao espírito que foi espontaneamente abortado, ao portador de deformidade física incompatível com a vida, ao deficiente, é o medicamento abençoado que os curarão da morbidez que longamente carregam, em função de seus próprios delitos, mas que por caridade Divina tem essa oportunidade ímpar de tratamento reestruturador.

Se o amor e a aceitação impregnam as entranhas maternas que acolhem o doente frágil em internação de caráter intensivo, emergencial e, na maioria das vezes, compulsória, o resultado só pode ser o milagre da recuperação plena da anatomia espiritual.

Repercussões ainda mais significativas ocorrem como resultados dessas experiências marcantes. Em um futuro breve a família que sofreu com a perda inesperada, pode ser presenteada com uma linda criança, para que cresça sob sua guarda. Criança esta agradecida e doutrinada para o bem, já que aprendeu pelo exemplo e pelo sentimento.

A redoma de amor que se formou durante a gravidez frustrada permanece incubando o ex-sofredor e protegendo-o em sua nova fase. É um reservatório energético que o conduz firmemente através das desventuras que terá que atravessar, ainda no mundo espiritual, para ser digno de uma outra oportunidade reencarnatória, agora passível de êxito do ponto de vista de realizações cristãs.

Ele, após essa sublime transfusão energética recuperadora do seu corpo espiritual debilitado, passa a captar as instruções superiores e consegue, finalmente, fortalecer-se no caminho do bem. Bem que o conquistou nesse breve período de terapia intensiva que é denominada pelos servidores imateriais do Cristo como choque físico de amor.

Drª Giselle Fachetti Machado

Fonte: Medicina e Espiritualidade

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Ocitocina: “Hormônio dos vínculos emocionais”

Tom Simões

Sua liberação começa no parto, segue durante a amamentação e é fundamental para os relacionamentos pessoais como um todo. O baixo índice de ocitocina no organismo pode originar transtornos como depressão, estresse, desmotivação, ansiedade e rejeição. Daí a importância das boas ações. A pessoa que não seja capaz de sair, de se envolver com pessoas ou causas que tenham sentido, reduz significativamente sua qualidade de vida. Portanto, alimente ocitocina no seu cérebro!

A vida traz sempre lições oportunas. Aos atentos! Enquanto isso, um montão de gente desperdiça um tempo danado pesquisando emojis para compartilhar na rede social… Só não evoluem os preguiçosos. Nesse sentido, é bom lembrar o célebre pensamento de Sócrates: “Só é útil o conhecimento que nos torna melhores”.

Ocitocina (ou oxitocina): quem já ouviu falar? Eu, assistindo recentemente ao vídeo https://www.youtube.com/watch?v=jeOfQ_TIURg, “Ocitocina: hormônio do amor, prazer, vida.”  Foi essa lição que me inspirou a produzir este artigo. Se possível, eu gostaria que o leitor assistisse também, antes de prosseguir a leitura do texto. É um vídeo curto e envolvente. Certamente com base nessa apresentação o assunto provocará maior curiosidade.

O vídeo tem como base pesquisadores que comprovaram que, quando a gente pratica um ato de serviço desinteressado, libera ocitocina no corpo, na hora. A pesquisa foi além: quem recebe o ato de serviço desinteressado também libera ocitocina em seu corpo. E mais ainda: quem assiste o ato também! Quem proporcionou a experiência recebe mais do que todos.

A liberação do hormônio ocitocina (ou oxitocina) começa no parto, segue durante a amamentação e tem o efeito especial de criar ou fortalecer laços de proximidade entre as pessoas. Esse neurotransmissor natural também está envolvido em outras sensações de carinho e afeto, como acariciar um animal de estimação. Consta ainda que a oxitocina melhora de maneira significativa o desempenho sexual masculino; ao contrário dos medicamentos contra disfunção erétil – que só melhoram o desempenho sexual, esse hormônio pode ajudar a melhorar esse quesito. A ocitocina é produzida naturalmente pelo corpo humano tanto em homens quanto mulheres, e tem relação com o sentimento de confiança e autoconfiança. Algumas pessoas dizem que a felicidade está nas pequenas coisas, mas é possível que este seja o momento da história com o maior número de pessoas depressivas.

O nosso corpo é uma máquina perfeita. Embora existam desequilíbrios químicos, é possível, por exemplo, combater a tristeza com as ferramentas que o próprio organismo oferece. Abraços, caridade, meditação, exercícios físicos, dança e gratidão são apenas algumas maneiras de produzir os hormônios da felicidade.

Eu sou uma pessoa naturalmente generosa. E desconhecia essa reação química do amor incondicional. Tenho profunda sensibilidade com moradores em situação de rua. Costumo beneficiar um e outro com certa frequência. Como também oferecer alimentação a funcionários do prédio onde resido. Os moradores de condomínios desconhecem ter vezes que um trabalhador não pode comer, por dificuldade financeira.

É difícil definir a sensação de preenchimento de quem tem o hábito da doação incondicional. O beneficiário é sempre muito grato, mas nessa história toda é o doador que experimenta a genuína felicidade, que vem da alegria de atos bem feitos, da satisfação de superar a normalidade por uma boa causa.

Viktor Frankl foi um neuropsiquiatra austríaco e fundador da escola de Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual. A ele se deve uma abordagem psicológica que se concentra no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por esse sentido. Para Frankl, a felicidade não é algo que deve ser buscado ou perseguido, porque ela é tão somente uma consequência da realização do sentido da vida.

Frankl acreditava que o caminho concreto para a realização do ser humano e a consequente felicidade, a “paz espiritual”, está na autotranscendência. O que deve ser visado é uma causa ou uma pessoa; dedicando-se a uma causa ou a outras pessoas, mais essa pessoa pode experimentar a plenitude. A nossa existência sempre se refere a algo ou a alguém e não a si mesmo. Isso significa que é preciso ter um objetivo a ser alcançado na vida e uma causa pela qual possamos sair de nós mesmos e ir além, expandindo continuamente nossos limites pessoais. A pessoa incapaz de sair de si mesmo para se envolver com pessoas ou causas que tenham sentido, reduz significativamente sua qualidade de vida. A autotranscendência está na essência do ser humano.

“Eu interferindo no mundo.”

Eugenio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP

São várias as possibilidades de prazer geradas pelos hormônios mais conhecidos como o “quarteto da “felicidade”: endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina. Esses hormônios estão sempre ativos no nosso organismo. São substâncias químicas produzidas pelo cérebro e essenciais ao desempenho de diversas funções físicas e psicológicas, que também estão relacionadas a sensações de motivação, alegria e bem-estar geral. Se o quarteto se desequilibra, o corpo pode reagir com insônia, estresse, aumento de peso e, claro, mau humor.

Ainda conhecida como “hormônio do abraço” e “hormônio dos vínculos emocionais”, a ocitocina é considerada a líder do “quarteto da felicidade”, por ser essencial para estimular a produção das outras três substâncias fisiológicas ligadas ao prazer.

“Por todas essas razões, a ocitocina é citada também como o “hormônio do amor e do vínculo familiar”, embora estejamos longe de poder afirmar isso nos seres humanos, onde os relacionamentos de casais, por dependerem de muitos fatores, são muito mais complexos”, explica Ignacio Morgado Bernal, professor de Psicobiologia no Instituto de Neurociências da Universidade Autônoma de Barcelona.

A ocitocina tem importante papel na criação de vínculo e no relaxamento. Ser generoso, honesto e ter compaixão é capaz de aumentar os níveis de ocitocina na circulação sanguínea, pois o cérebro interpreta essas atitudes como formas de inspirar confiança e boas sensações. Ela promove confiança, empatia, memórias positivas, estabilização emocional, bem-estar, relaxamento, brandura, acolhimento e produção de leite, em caso de amamentação.

Esse hormônio é produzido naturalmente pelo corpo quando a pessoa está relaxada e se sente segura, mas é possível estimular e aumentar sua produção através do contato físico por abraços e massagem, contato sexual e atividades como canto e leitura, além da prática da generosidade e alimentação saudável. O baixo índice de ocitocina no organismo pode originar transtornos como depressão, estresse, desmotivação, ansiedade e rejeição. Um indivíduo quando excluído ou rejeitado por seu grupo, ou que não participe de interações sociais por longos períodos, fica mais sujeito a transtornos físicos e sobretudo mentais. Os níveis desse hormônio são diminuídos pelo isolamento ou solidão, como também com a idade, pois as células que produzem a ocitocina se tornam menos sensíveis a estímulos. Daí a importância de estimulá-las, através de ações solidárias, por exemplo.

Males e mitos

Segundo o professor Ignacio Morgado, “Temos de ser muito cautelosos na hora de avaliar os efeitos e funções da ocitocina. Não há dúvida de que é um hormônio pró-social, isto é, um hormônio que contribui, embora de modo ainda muito desconhecido, para estabelecer ou fortalecer os vínculos entre as pessoas, não necessariamente de natureza sexual. Mas seria uma simplificação e um erro considerar que ele sozinho é o responsável por esses vínculos em um cérebro em que coexiste uma multitude de substâncias químicas, muitas delas também hormônios ou neurotransmissores, que interagem de forma complexa para gerar os sentimentos e o comportamento das pessoas. São muitos os fatores que influenciam as interações e os vínculos sociais humanos para simplificá-los em um hormônio”.

Talvez, como cita o professor Ignacio, o que a ocitocina faz, mais do que criar vínculos afetivos ou nos tornar pessoas melhores, seja potencializar os sentimentos que já temos.

Tom Simões

Fonte: Espiritismo na Rede

Fontes Consultadas:

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ESPIRITISMO E SONHOS ERÓTICOS

Morel Felipe Wilkon

Você sabe o que são sonhos eróticos? Você já ouviu falar de íncubos e súcubos? De acordo com a classificação de Martins Peralva, estudioso do Espiritismo, que pouco difere da classificação dada por Allan Kardec na Revista Espírita, os sonhos podem ser comuns, reflexivos ou espíritas. Sonhos comuns são a continuação de nossas disposições físicas ou psicológicas. Por exemplo, quando você vai dormir com fome e sonha com comida, ou quando você tem uma entrevista de emprego no dia seguinte e sonha com a entrevista. Sonhos reflexivos são fragmentos de lembranças. E os sonhos espíritas, que é o que nos interessa, é a sua atividade durante o sono.

Seguindo essa classificação, o sonho erótico pode ser a continuação do desejo que você teve durante o dia, pode ser a lembrança de atos praticados ou pode ser atividade real durante o sono. Enquanto seu corpo físico repousa, você dá vazão ao que realmente lhe interessa. Muitas pessoas são surpreendidas com a diferença de personalidade que apresentam em sonho. Nos sonhos não nos comportamos da mesma forma que no estado de vigília. Nos sonhos não temos o chamado da matéria a nos lembrar compromissos, obrigações, deveres e valores morais impostos pela sociedade. Nos sonhos “cai a máscara”.

André Luiz nos afirma que três em cada quatro pessoas buscam prazeres em zonas astrais inferiores durante o período de sono. Este fato é muito mais comum do que imaginamos. Desde a Antiguidade e durante a Idade Média há inúmeros relatos de pessoas que praticavam sexo durante o sono. Íncubos, a forma masculina, e súcubos, a forma feminina, como eram chamados esses espíritos, ou simplesmente demônios, eram, como hoje sabemos, espíritos ainda viciados em sexo, ou vampirizadores de energias, que se aproximavam de pessoas com quem sintonizavam. Isso não mudou nada. Apenas sabemos, hoje, que íncubos e súcubos não eram seres especiais nem demônios, mas espíritos como eu e você.

É preciso aceitar que só podemos ser influenciados por espíritos com quem tenhamos alguma afinidade. Isso vale tanto para encarnados quanto para desencarnados. Ninguém nos influencia se não tivermos nada em comum para ceder à influência. Se esses sonhos eróticos se tornam rotineiros, é sinal de obsessão. Obsessão, muitas vezes, provocada pelo próprio obsediado, por não vigiar seus pensamentos e mesmo por convidar, imprudentemente, o espírito obsessor.

Quem vive esse tipo de sonho, mesmo sem ter consciência de que isso é real, está interagindo com espíritos vampirizadores. Se esse processo se mantém, há um rápido enfraquecimento físico e psíquico, gerando um quadro do qual cada vez mais se torna difícil de sair. É certo que muitas pessoas nem sequer imaginam que isso exista. Mas você sabe que os espíritos desencarnados são os mesmos espíritos que eram quando estavam encarnados. O espírito não muda só porque desencarnou. A pessoa continua com as mesmas tendências e desejos. E muitos espíritos desencarnados assediam os encarnados em busca de prazeres e energias que acalmem os seus desejos descontrolados.

De todos os relatos que recebo, os mais comuns são os que se relacionam a este tema. Como este é um assunto que a maior parte das pessoas evita, imagino quantas pessoas têm alguma experiência relacionada a este tema e não o expõe. Quando esse processo começa, ele é agradável e aparentemente inofensivo, já que não há ninguém de carne e osso observando ou participando. Com o tempo, o pensamento e a imaginação se tornam atitudes reais – embora em estado de sono físico – e a sintonia com o espírito está completa. A partir daí, o processo obsessivo se instala em forma de ideia fixa no desejo.

Há pessoas que conhecem esse tipo de sonho como sonho lúcido, pois a pessoa sabe que está sonhando e domina ou pensa que domina o sonho. O que os desavisados não sabem é que há espíritos envolvidos, há outras consciências além da nossa participando desse “sonho”. Quem pratica a projeção consciente sabe que isso não é “sonho”, é ato tão real quanto qualquer ato praticado no plano físico. A única diferença é que tudo se passa no plano astral.

Um envolvimento com espíritos desse tipo pode causar sérios comprometimentos. É o mesmo caso de quem oferece “presentes” ou oferendas para espíritos. O que você espera de um espírito desencarnado que promete determinado serviço em troca de cachaça e charuto? Você pediria a uma pessoa qualquer, que você nunca viu antes, que lhe fizesse tal favor em troca de uma garrafa de cachaça e mais algumas coisinhas?

Acordados ou dormindo, somos os mesmos. Somos o mesmo ser, o mesmo espírito imortal. A vigilância e os valores devem ser permanentes, durante as vinte e quatro horas do dia. Se não conseguimos controlar isso durante o sono, temos que redobrar o cuidado no estado de vigília…

Morel Felipe Wilkon

Fonte: Espírito Imortal

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A Sabedoria de envelhecer

Momento Espírita

Ele é um homem com mais de oitenta anos. Forte, daqueles bons italianos.

Um exemplo de saber envelhecer. Ele já se deu conta, há muito tempo, que o vigor da juventude o deixou.

Mas, isso não quer dizer que se acomodou. Faz tudo o que o corpo ainda lhe permite.

Até há pouco tempo, dirigia seu carro e, em determinadas épocas, tomava da esposa, dizia “Inté” para os filhos e netos e saía a viajar.

De cada vez, um local diferente.

Vamos conhecer tal lugar? – Perguntava para a esposa, cuja idade beira a dele.

Quer dizer, perguntava por perguntar, porque a senhora, também disposta, sempre concordava.

Fecham o apartamento e lá se vão para uma estância, uma estação de águas, um hotel fazenda.

Há pouco, completaram suas bodas de ouro e os filhos promoveram uma grande festa.

Ele compareceu no mais belo e alinhado terno, bigodes aparados, cabelo branco bem penteado e a seriedade, disfarçando a emoção.

Ela, num lindo vestido longo, azul turquesa, encantando os olhos dele, como se fossem os anos primeiros de convivência.

Recentemente, amigos de ideal espírita decidiram por prestar-lhe homenagem, pelos anos de dedicação à causa. Pelo seu pioneirismo, alçando a bandeira da Doutrina Espírita em terras onde apenas despontava, tímida.

De imediato, sua memória e sua ética foram ativadas.

Por que eu? Antes de mim, houve quem fizesse muito mais do que eu. E melhor.

E recordou do amigo, por cujas mãos conheceu a Doutrina Espírita. E esteve presente para a entrega da homenagem. Naturalmente, ele também foi homenageado.

Emocionado, agradeceu, dizendo não merecer porque, dizia, da Doutrina Espírita recebera o melhor. Ele era, portanto, um devedor.

E, incentivou à juventude, aos atuais trabalhadores a continuarem no bendito labor da divulgação, espalhando luzes, aclarando mentes e corações.

Comoveu a todos.

Simples, embora detentor de considerável patrimônio e posses, abraça com vigor os amigos.

Faz questão de um bom papo, embora a dificuldade, por vezes, para ouvir. Mas, ele ajusta o seu aparelho para a surdez e participa.

Não tem vergonha de tornar a perguntar, quando não entende.

Sábio, não fala se não tem certeza de ter bem entendido a pergunta.

Sabe calar-se quando muitos falam ao mesmo tempo, dificultando-lhe a captação das palavras.

Ainda guarda um ar de maroto, por vezes, mostrando que o viço infantil não morreu em sua intimidade.

Assim, outro dia, em pleno café da manhã com amigos, quando todos já haviam terminado a refeição e se entretinham à mesa, conversando, ele tomou de uma faca e a introduziu no pote de doce de leite.

Trouxe-a com a ponta carregada do precioso doce. Olhou para a esposa, exatamente como criança que sabe que, o que vai fazer está errado, e lambeu-a, com prazer.

Todos riram. Ele também. Havia acabado de fazer uma peraltice bem própria de criança.

Mas, afinal, quando envelhecemos com sabedoria, somos assim.

Maduros no agir, jovens no pensar, crianças para o prazer de viver intensamente cada dia.

Pessoas frívolas, que somente valorizam o exterior, temem envelhecer.

Pessoas ponderadas envelhecem sorrindo. Sabem que o vigor da juventude é passageiro e aproveitam a madurez dos anos para semear sabedoria e colher venturas.

Venturas por ter educado filhos para o bem e para o amor.

Por ter cultivado o afeto no matrimônio. Por ter construído amizades sólidas, independentes de idade, raça, cor, nível social.

Aprendamos com quem sabe envelhecer!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita v. 13 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.

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É POSSÍVEL COMPRAR O CÉU?

– Sidney Fernandes

Podemos negociar com a divindade? O futuro além desta vida depende de fatores materiais? E o mérito, como fica?

É muito conhecida a reação do indivíduo que, deitado numa rede, ao sentir repentina vontade de trabalhar, ficou bem quietinho, até a vontade passar. Se fôssemos eleger um hino à indolência, talvez essa fosse a imagem perfeita para caracterizar o ânimo do preguiçoso.

Interessante observar o comportamento de determinadas pessoas, que agem e pensam de acordo com esse hino e depois se ressentem de suas precárias condições de vida. Costumam chamar de sorte o sucesso do esforçado e dedicado.

A questão do mérito é abordada pela sociedade humana, desde que foi constituída. Existem os que, cedo, constatam que sem ele não há como sobreviver. Batalham, esforçam-se e fazem por merecer vida digna. Há, no entanto, os que se consideram espertos e querem os mesmos direitos dos que trabalham, fazendo nada.

Estes, em todos os setores de relação humana, procuram atalhos com o intuito de ludibriar a natureza e os pares da sociedade em que vivem. Vão mais longe. No campo da religião, por exemplo, alimentam a absurda pretensão de enganar o criador, transgredir suas leis e ainda se sair bem, quando partem desta para outra vida.

Como ainda estamos longe da perfeição, semelhantes intenções malignas, tão comuns e corriqueiras em nosso mundo, representariam monstruosas exceções em planetas mais adiantados. Tais quais, por exemplo, as vendas de indulgências por pessoas inescrupulosas e destituídas de princípios religiosos autênticos.

Martinho Lutero, monge alemão, revoltou-se e deflagrou a reforma protestante em 1517, assim como os reformistas John Wycliffe, João Huss e Jerônimo de Praga, que também se insurgiram contra os excessos, a cobiça e a vilania dos equivocados, que pretendiam conspurcar o poder religioso da época.

O auge dos escândalos das indulgências ocorreu no século XVI, com o lançamento de uma política aberta de venda de certificados absolvitórios capazes de extinguir qualquer pecado.

Surpreendi-me, caro leitor, ao encontrar uma pintura datada de 1530, denominada A venda de indulgências, de Augsburg.

Embora saibamos dos desmandos do passado, em que os mais elementares princípios de justiça, perante os homens e perante as leis divinas, hajam sido conspurcados pelo egoísmo humano, as verdades, quando são apresentadas cruamente, ainda causam perplexidade.

Um balcão de negócios, tendo, de um lado, dois comerciantes: um recolhendo o dinheiro — que se poderia chamar de vendedor —, e o outro, fornecendo o documento de quitação dos pecados. À frente, longa fila de pecadores, cristãos não praticantes da fé, interessados em diminuir ou extinguir penas previstas para os erros cometidos.

As indulgências eram verdadeiros passaportes para o céu. Eram vendidas a céu aberto, por sacerdotes, profissionais, mascates, chamados de perdoadores(quaestores), portadores de cartas que teriam o condão de extinguir qualquer tipo de pecado. Não existia crime, nem o mais cruel, que não pudesse ser remido, mediante o pagamento de vasta soma de dinheiro.

Tornou-se popular a expressão que libertava as pessoas das penas eternas:

No momento em que uma moeda tilinta no fundo do gazofilácio, uma alma escapa do purgatório.

Cristãos autênticos, que se esforçavam para se manter distantes do pecado, ficavam desconcertados com a subversão de interesses, ao presenciar o comércio clandestino de uma mercadoria denominada excedentes de mérito.

Acreditava-se que essa matéria-prima se originava de Jesus, de Maria e de muitos outros santos, e era comercializada por aqueles que se consideravam seus depositários, os detentores dos poderes eclesiásticos.

No meu livro Luzes em Paris, cito João Huss, John Wycliffe e Jerônimo de Praga, esses importantes reformistas que se insurgiram contra a ambição e a ganância dos que deveriam dar o exemplo de dignidade e não representavam com fidelidade os postulados da Igreja Romana.

***

A princípio, as indulgências tinham objetivo nobre. Religiosos bem-intencionados, sensibilizados pela sincera intenção de pecadores arrependidos que queriam se redimir de seus erros, davam-lhes nova oportunidade de atenuarem suas faltas, por intermédio de doações, encaminhadas a hospitais, asilos, orfanatos, pobres miseráveis e viúvas desamparadas. Com efeito, baseavam-se na frase de Pedro: o amor cobrirá a multidão de pecados, contida em sua primeira epístola, para tentar efetivamente ajudar os crentes

Com o tempo, cresceu o olho dos religiosos, diante dos altos valores que circulavam por suas mãos e que passaram a guardar para a igreja e para si próprios.

***

É possível comprar o céu?

Pecadores e pretensos religiosos do passado pensavam que sim. Infelizmente, muita gente ainda hoje acha que pode comercializar com a divindade. Contratos de fé, vassouras ungidas, terreno no céu, contrato de compra com Deus, autenticado com o sangue do cordeiro na forma de uma cruz… Estes são alguns tristes exemplos encontrados em rápida busca pela internet, atestando que nos tempos atuais ainda existe muita gente procurando atalhos para o céu.

Os que defendem esse tipo de prática argumentam que no livro Atos, 16:30-31, há a seguinte promessa:

— Que é necessário que eu faça para me salvar?

— Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Nesse caso, segundo eles, bastaria ter fé e os objetos ou documentos vendidos aos fiéis seriam suficientes para salvar a alma dos pecadores.

Esquecem-se de uma outra passagem, contida na epístola de Tiago, 2:17:

— Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Na Doutrina Espírita não se encontra a salvação com contratos ou terrenos no céu. Dizem a lógica e também a sociedade humana, esta desde que tomou consciência do mérito, que todo e qualquer objetivo somente poderá ser alcançado se houver esforço, dedicação e muito trabalho. Não há atalhos ou quebra-galhos. Tudo, para ser alcançado, exige o preço a ser pago.

Jesus salva — segundo a Doutrina Espírita — quando superamos a preguiça, quando abraçamos o trabalho e a determinação para superar nossos defeitos e desenvolver a nossa transformação interior.

O autêntico espírita aceita Jesus e a sua salvação, mas sabe que precisará batalhar, merecer, amar e praticar a caridade. Ninguém — nem mesmo o mais injusto dos homens — premia quem não merece. Assim também é a vida, sob o olhar de Deus. Somente se salva quem tem o mérito do esforço.

***

A qual grupo você pertence?

Ao time da indolência? Dos espertos? Daqueles que ainda estão querendo comprar indulgências ou pretensos salvo-condutos? Ou ainda está atrás de uma chave mágica que proporcione o sucesso e a salvação? Ou do atalho para o céu?

Nesse caso, estas palavras não lhe servem e muito menos todo o manancial do Cristo e da Doutrina Espírita à disposição. Infelizmente você ainda está arriscado a cair em mãos inescrupulosas e estelionatárias, que lhe prometerão o céu em troca de alguns trocados e lhe provocarão decepção ao descobrir que foi enganado, ao conhecer a vida verdadeira.

Mas, se você, caro leitor, está disposto a suar, trabalhar, estudar, concentrar suas forças e energias para se tornar melhor… Se você está disposto a promover a sua transformação moral e a minimizar suas más tendências… E toda noite faz sua reflexão para identificar erros cometidos durante o dia a fim de evitá-los, no dia seguinte…

Então você já pode se considerar um espírito a caminho do bem, à procura do verdadeiro mérito, que lhe abrirá ainda mais as portas desta existência e da espiritualidade maior.

Sidney Fernandes

Fonte:  Kardec Rio Preto

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A IMPORTÂNCIA DO SENTIMENTO RELIGIOSO – Leon Denis

Espiritismo, misticismo, sentimento religioso e positivismo: uma resposta de Léon Denis

Por: Jáder dos Reis Sampaio

Acabo de ler um artigo de Léon Denis, publicado na revista Le Spiritisme, de junho de 1889 [*], no qual ele comenta a proposta do Sr. Marius George de criar em meio ao espiritismo um grupo positivista, que se apoiasse exclusivamente nos fatos e abandonasse tudo o que pudesse pertencer “ao domínio da hipótese”.

Denis estava participando da organização de um congresso organizado pela União Espírita Francesa, e confirma ao seu correspondente que “sua forma de ver será acolhida não só pelo congresso, mas de forma permanente por todos os seus irmãos, com o respeito que é devido às convicções sinceras e esclarecidas” (p. 81)

A seguir, Marius afirma que a obra de Allan Kardec “está manchada com dogmatismo e misticismo” e que por isso guardaria pouca relação com “os gostos e aspirações” da época em que eles viviam.

Denis argumenta que Kardec agrupou e coordenou o ensino dos espíritos, de forma a lhe dar um “corpo” de doutrina. Ele afirma que isso levou o espiritismo à “idade adulta”. Ele afirma que todos os que fugiram desse método, com teorias pessoais, edificaram obras efêmeras. Ele se refere a Roustaing, como exemplo, dizendo que ele merece o epíteto de místico com mais justiça.

Analisando Kardec ele cita o combate, com rigor, dos dogmas católicos em O evangelho segundo o espiritismo, O céu e o inferno e A gênese. Mostra a diferença do conceito de Deus entre os católicos, e penso que também entre os deístas como Voltaire, porque fala do Deus-relojoeiro, e faz uma imagem muito interessante, que já havia percebido na leitura de O céu e o inferno, a substituição de um Deus visto como imperador do universo (cercado por seus anjos-cavaleiros), por uma “imensa república de mundos governada por leis imutáveis, acima dos quais paira a Razão, Razão consciente, que conhece a si mesma e que é dona de si, que é Deus.” (p. 82)

Surpreendendo seu interlocutor, Denis afirma que a noção de Deus nos escapa (ele está discutindo com Marius George o misticismo da concepção de Deus) assim como as noções positivistas de infinito e eternidade. Em outras palavras, ele aponta uma contradição interna do positivismo: conceitos que não surgem da observação de fatos, mas da razão.

O autor espírita francês continua dizendo que Kardec entende “o sentimento religioso como uma força” que pode ser utilizada para o bem da humanidade. Ele afirma que a humanidade não tem menos necessidade do ideal que do real.

Para ele, “o ideal é essa intuição do melhor que nos eleva acima do visível, do conhecido, do realizado, em direção de concepções e de formas mais perfeitas.” (p. 82) Nessa frase, Denis mostra a seu interlocutor que uma visão exclusivamente positivista seria reducionista, defendendo certo idealismo (escola filosófica).

Outra colocação genial de Denis foi reconhecer que o sentimento religioso foi explorado por uma casta sacerdotal que produziu abusos em seu nome, mas que “fortificado pela ciência e pela Razão ele se tornará motivo de aperfeiçoamento individual e de transformação social”. (p. 82)

O espírita de Tours faz uma análise das religiões e mostra que sua parte exclusivamente humana e material é a “das definições, dos dogmas e de todo o aparato dos cultos e dos mistérios”, da mesma forma que Kardec havia discutido em seu artigo de 1868.

Ele afirma que as experiências espíritas dão uma base sólida à crença na vida futura, retirando-a do domínio das hipóteses e situando-a no domínio dos fatos (ele estaria se referindo a uma teoria baseada em evidências, como se diz hoje?). Também afirma que “seria uma grande falta, deixar às igrejas o monopólio da ideia de Deus”.

Com uma frase contundente, Denis reafirma a insuficiência do positivismo e o valor do sentimento religioso, quando escreve: “A missão do espiritismo não é excluir o sentimento religioso do coração humano e a noção de Deus, mas sim secularizá-los, para purificar, para elevá-los, para apoiá-los na razão, a fim de torná-lo o motivo de melhoria.” (p. 83)

O mais interessante do artigo é ver que mesmo se opondo claramente à tese da redução do espiritismo aos limites traçados pelo positivismo, Denis respeita seu interlocutor. Ele conclui seu artigo dizendo:

“Mas qualquer que seja sua opinião sobre este assunto, creia, meu amigo e irmão, que estamos de acordo em pontos suficientes para que certas diferenças de opinião não nos possam separar e que você vai me encontrar sempre disposto a caminhar de mãos dadas na conquista de destinos melhores para nós e para a humanidade.” (p. 83)

Um texto muito importante para refletirmos no meio espírita, nos dias de hoje.

Jáder dos Reis Sampaio

Fonte:  Espiritismo Comentado

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CONTATO COM ESPÍRITOS NO PRESÍDIO

Wellington Balbo

Alguns anos atrás minha filha, Olívia, começou a queixar-se de influência espiritual.

Segundo ela, o Espírito de uma menina a perseguia causando-lhe embaraços de todos os tipos. Falava com ela e aparecia-lhe em sonhos.

Como na época morávamos juntos, resolvi, certo dia, conversar com o Espírito que perseguia minha filha.

Fomos até a sala, oramos, e eu, em voz alta, iniciei a fala. Disse para o Espírito sobre Jesus, abordei a questão do amor, perdão, vida após a morte e pedi que seguisse seu caminho, deixando Olívia em paz.

A situação resolveu-se e, desde então minha filha não mais acusou a presença da entidade que apoquentava sua vida.

Bem provável ter sido o caso de um Espírito ainda sem conhecer sua real condição. Parecia-me, realmente, uma entidade muito mais perdida do que má.

Por que contei este fato?

Porque algumas pessoas consideram que não se deve estabelecer contato com os Espíritos fora do ambiente do centro espírita.

Esquecem, todavia, que os Espíritos estão entre nós, a todos os instantes, e basta o pensamento para que os imortais estejam mais próximos.

Aliás, Kardec trouxe um Espiritismo com Espíritos, sem grande cerimônia para contatar os imortais.

Segundo Kardec bastava o sentimento fervoroso e o desejo sério de instruir-se para, então, ser digno de receber os bons Espíritos, fosse onde fosse, estivesse onde estivesse.

Muito mais do que a geografia, ensina Kardec que o importante é o coração puro.

No que concerne a manifestação dos Espíritos, Kardec narra pitoresco fato:

Conta ter recebido carta de um presidiário que se convertera ao Espiritismo.

A missiva está na Revista Espírita, fevereiro de 1864. O detento informa que o Espiritismo teve o poder de levá-lo à reflexão.

Ele, então, ao conhecer o Espiritismo pode perceber o mal que havia feito, sendo, pois, despertado para uma nova vida por meio da fé.

Mas eis que o presidiário informa estar contatando os bons Espíritos no presídio.

E eles, os bons Espíritos, não lhe faltavam a assistência e compareciam, ditando-lhe palavras reconfortantes.

Ou seja, o presidiário era médium e fazia o contato com os Espíritos na própria cela em que se encontrava.

Kardec encerra o texto de forma primorosa, informando-nos que nenhum obstáculo, nem mesmo o fato de se estar na prisão é impeditivo de confabular com os bons Espíritos, pois estes manifestam-se aqui, ali e acolá…

Quer o homem queira ou não, os Espíritos são livres e não aceitam que neles se coloquem amarras de qualquer tipo.

E como são livres, estarão onde bem quiserem e entenderem, não sendo, pois, apenas o centro espírita palco para a presença das entidades desencarnadas.

Elas estão por toda parte e a nós cabe entender como se processa este contato para, então, colaborar de alguma forma, caso se faça necessário nosso concurso.

Pensemos nisso.

Wellington Balbo

Fonte:  Agenda Espírita Brasil

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A CRIANÇA ANTE O FUTURO

Vianna de Carvalho

Todos somos unânimes em afirmar que a criança de hoje é o futuro da Humanidade. Nada obstante, a jornada educacional da criança é, em especial, a grande saga de libertação da ignorância e construção da plenitude.

Na história da educação a criança tem sido o laboratório onde se operam os métodos psicopedagógicos mais valiosos, resultado natural da experiência e dos estudos sobre o ser em formação.

No passado, algo remoto, a criança era considerada um adulto em miniatura.

Não merecendo cuidados especiais, com exceção da fase inicial da existência, era tratada com desprezo e má vontade.

Nas famílias possuidoras de recursos pecuniários era entregue a famílias que se encarregavam de cuidá-la e devolvê-la após o período de formação, quando poderia auxiliar no trabalho.

Sua indumentária e comportamento eram semelhantes aos do adulto, não poucas vezes, sendo assassinada pelos genitores que a faziam sucumbir como se fosse de maneira natural, escapando facilmente às leis muito benignas em relação ao infanticídio.

Muitas eram asfixiadas no leito de dormir, como se houvesse sido um fenômeno natural.

O Estado e a Religião dominante contribuíam de forma significativa para a manutenção da hediondez.

Pouco antes do século X, percebeu-se que a fragilidade e a inocência da criança deveriam ser preservadas, poupando-a dos vícios e da degradação vigentes em toda parte.

Posteriormente, o eminente pedagogo checo Jan Comenius lutou estoicamente para demonstrar que a criança é um ser em formação, que necessita de amparo e de cuidados muito especiais para formação da sua fase juvenil e adulta.

Dedicando-se a defender o infante das armadilhas da vida adulta, foi praticamente o primeiro defensor do amparo e zelo pelo ser em desenvolvimento, trabalhando-lhe o íntimo de modo a desenvolver os germes de sabedoria que lhe jaziam adormecidos, desse modo preparando-a para a vida no futuro.

Mais tarde, Johann Heinrich Pestalozzi dedicou a existência a orientar a criança de maneira especial, despertando-lhe os tesouros íntimos, que se enfloresceriam e dariam frutos de beleza e de harmonia.

Afinal, a criança, pelo fenômeno natural se transforma em adulto, conduzindo os valores que tenha acumulado nas fases anteriores do seu desenvolvimento intelecto-moral.

Dignificando-a com o seu exemplo de ternura e a sua abnegação natural, respeitava-lhe o estágio, estimulando os seus interesses na aprendizagem e enriquecimento pessoal para os enfrentamentos do porvir, enquanto abria espaços mentais para a plenitude da futura sociedade.

Logo após ou concomitantemente, Jean-Jacques Rousseau passou a considerar de vital importância o investimento na educação infantil por meio de significativa contribuição pedagógica e psicológica.

No século XIX Fröebel, o sensível mestre alemão iniciou os excelentes labores dos Jardins de Infância e propiciou cuidados especiais na formação do caráter e da personalidade da criança, enquanto ofereceu educação e instrução conforme a sua capacidade de absorção psíquica e emocional.

Contribuições valiosas do ponto de vista fisiológico no século anterior, por meio de Pavlov, facultaram modificações profundas nos programas educacionais.

A Dra. Maria Montessori logo depois iniciou o seu precioso labor na Casa dei Bambini e nossos horizontes abriram-se para trabalhos fecundos quais os de Anísio Teixeira, Piaget e iluminados mestres, que culminaram com Delors e a sua proposta sobre o conhecimento.

Vivem-se na atualidade recursos extraordinários de educadores, alguns inspirados como Paulo Freire, enquanto a sociedade distraída das suas responsabilidades morais, destrói os lares e atira a criança a lamentável orfandade de pais vivos e fornecedores de objetos tecnológicos, de modo a abandoná-los à própria sorte.

Nesse estado psicológico de abandono, o educando amadurece e experimenta múltiplas agressões no santuário do lar, enquanto participa dos conflitos dos pais nos relacionamentos apressados, sem estrutura afetiva, padece insegurança e medo que o empurram na direção dos vícios consumptores entre os quais o sexo irresponsável e a drogadição infame.

A educação, sob qualquer aspecto considerado, é um ato de amor que começa na gestação e se prolonga indefinidamente.

Exige seriedade e investimento afetivo, embora os métodos e técnicas utilizados se baseiem no exemplo de conduta dos pais e educadores, que plasmarão no caráter em formação os pródromos do bem viver e do respeito à vida.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o extraordinário educador polonês Janusz Korczak informava: Nós pagamos para formar o espírito da criança. O que acontece com o seu coração?

Ele o demonstrou com a própria existência, cuidando das crianças que se encontravam em abandono pelas ruas de Varsóvia.

Quando em agosto de 1942 as suas crianças foram condenadas aos fornos crematórios pelos nazistas, ele as guiou, a fim de que tivessem confiança e adentrou-se com elas no campo de extermínio, embora a sua vida pudesse ser poupada, e deu-a aos educandos para que tivessem dignidade mesmo no momento da morte cruel.

O seu amor e a sua fé, embora não fossem totalmente de alguém que se envolvesse com dogmas e postulados religiosos, levaram-no a educar e exemplificar como o mais importante dever do cidadão.

O materialismo disfarçado que vige em quase toda parte faculta o campo do prazer em vez do dever do recato e da dignificação humana, abre o campo do prazer de todos os matizes, para que as criaturas humanas, aturdidas e irresponsáveis, atirem-se à caça do gozo sem restrição nem equilíbrio.

Nesse contexto, é inegável a necessidade da mudança ético-moral e de comportamento, conforme a Doutrina de Jesus-Cristo, atualizada e vivida pelos Seus discípulos verdadeiros, hoje renascidos na Doutrina Espírita, a fim de que se perceba que Ele prossegue como o Educador por excelência, que ampara a criança e a atrai ao Seu regaço com respeito e ternura.

Igualmente, seu discípulo Allan Kardec viveu a educação e, mediante o pensamento espírita, oferece o legado que constitui um profundo respeito pela vida infantil, utilizando-se das condições hábeis para construir a sociedade feliz de hoje e do futuro.

Vianna de Carvalho

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 25 de julho de 2019, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

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